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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Garoto amputado realiza sonho e nada com golfinho com prótese de cauda

Fonte: www.g1.globo.com

01/09/2013 17h37 - Atualizado em 01/09/2013 21h14

Garoto amputado realiza sonho e nada com golfinho com prótese de cauda

Cieran Kelso, de 8 anos, perdeu parte das pernas por causa de meningite.
Ele mergulhou nos EUA com o golfinho fêmea Winter, que perdeu a cauda.

Do G1, em São Paulo

Garoto britânico que perdeu parte das pernas com o golfinho Winter (Foto: Jim Damaske/AP)Garoto que perdeu parte das pernas com o golfinho Winter (Foto: Jim Damaske/'Tampa Bay Times'/AP)
Um garoto britânico de 8 anos que perdeu parte das duas pernas ainda bebê por conta de uma meningite realizou um sonho: mergulhar com o golfinho Winter, uma fêmea que perdeu sua cauda em um acidente com uma armadilha de caranguejos e posteriormente recebeu uma prótese do órgão.
Chamado Cieran Kelso, o garoto adora nadar, mas após as amputações passou por muita dificuldade para isso, de acordo com a Associated Press.O encontro aconteceu no tanque do Aquário Marinho de Clearwater, nos EUA, no dia 16 de agosto, mas a imagem foi divulgada neste domingo (1º) pela agência Associated Press.
O pai de Kelso e sua madrasta conseguiram arrecadar milhares de dólares, após as amputações, para confeccionar um par de nadadeiras que poderiam ser adaptadas às proteses que o menino utilizada, para que ele pudesse mergulhar, afirmou o jornal "Daily Mail", à época.
'Flipper'
O uso das próteses rendeu o apelido de "Flipper" para o garoto em seu país.
Uma agência de viagens da Flórida soube da história do garoto e de sua "obsessão" pelo filme "Winter, o Golfinho" ("Dolphin Tale", no título em inglês), que conta a história da fêmea nariz-de-garrafa Winter e teve a participação de atores como Morgan Freeman e Ashley Judd.
A agência , então, pagou a visita de Kelso e de sua família ao aquário da Flórida, onde o golfinho é mantido. O garoto pôde brincar na água com o animal e realizar seu sonho.
O aquário onde o animal é mantido correu o risco de fechar, quando passava por uma séria crise, em 2005, ano em que Winter chegou após ser vítima da armadilha. O golfinho passou a nadar sem o órgão e posteriormente se adaptou a uma prótese feita sob medida.
A presença de Winter quadruplicou o público do aquário e originou uma linha de brinquedos, livros e outros produtos que permitiram que o aquário permanecesse aberto.
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

'Estou feliz que contei a todos', diz garoto transgênero nascido menina

Fonte: www.g1.globo.com

3/09/2013 06h00 - Atualizado em 03/09/2013 06h16

'Estou feliz que contei a todos', diz garoto transgênero nascido menina

Wren Kauffman, de 11 anos, é canadense e se reconhece como menino.
Seis em cada mil estudantes são transgêneros, aponta pesquisa.

Da AP
Da direita para a esquerda, o garoto transgênero Wren Kauffman, a mãe, Wendy Kauffman, e a irmã menor, Avy Kauffman (Foto: Jason Franson/The Canadian Press/AP)Da direita para a esquerda, o garoto transgênero Wren Kauffman; a mãe, Wendy Kauffman; e a irmã menor, Avy Kauffman (Foto: Jason Franson/The Canadian Press/AP)
Um garoto canadense de 11 anos, Wren Kauffman, vai voltar à escola nesta semana sem omitir um fato importante de sua vida - ser transgênero, isso é, ter nascido como menina. Wren, como outros casos já registrados, se reconhece como uma pessoa do sexo oposto.
"Eu estou feliz que contei a todos", disse ele à agência de notícias Associated Press. "Se você não é você mesmo, então tudo se torna triste e deprimente", afirmou.
Segundo a Associated Press, ele odiava usar vestidos, é fã do homem-aranha e se vestiu de super-herói em um Dia das Bruxas. Quando tinha cinco anos, Wren fez sua mãe levá-lo para cortar o cabelo bem curto - ele queria ficar parecido com um dos atores da série "High School Musical".Professores e colegas no colégio onde ele estuda sabem a verdade - que Wren, cujo nome original era Wrenna, vive e sente-se como um garoto. O menino afirma não se lembrar do momento em que não se identificou com o sexo masculino.
Estudos citados pela agência de notícias indicam que seis em cada mil estudantes vivem a experiência de ser transgênero. Já entre os professores, um em cada 170 passam por esta situação.
Wren Kauffman quando ainda era chamado de Wrenna, antes de se assumir como menino (Foto: Jason Franson/The Canadian Press/AP)
Wren Kauffman quando ainda era chamado de
Wrenna, antes de se assumir como menino
(Foto: Jason Franson/The Canadian Press/AP)
DiferenteA mãe do garoto, Wendy Kauffman, afirma que sabia desde o começo que seu filho era diferente.

Ela e o marido de início pensaram que era uma fase ou que poderia ser um caso de homossexualidade. Conforme o filho foi crescendo, a mãe constatou que Wren, que na época ainda portava-se e se vestia como uma garota, sentia muita tristeza e frustração.
O caso tornou-se mais sério quando Wren (então chamado Wrenna) atingiu nove anos. Um dia sua mãe estava colocando outra filha do casal, Avy, para dormir, quando ela disse: "mãe, você sabe que Wren é um garoto e ele me pediu para te contar".
Wendy ficou na defensiva e disse sem muita convicção que sabia que Wrenna queria ser um menino. Avy então disse, com muita certeza: "Não mãe, ele realmente quer ser um garoto!". A mãe chorou, porque entendeu que a filha menor havia visto claramente o que estava ocorrendo.
Alguns dias depois, a mãe disse a Wren: "eu amo você, quer você seja menino ou menina, e agora eu entendo. Nós vamos encontrar uma forma de te ajudar, e vamos fazer isso juntos". A vida do garoto tem sido de adaptação desde então - ele já mudou de escola duas vezes, mas afirma não ter sofrido assédio, apenas brincadeiras de mau gosto.
"Algumas pessoas gostam de me provocar, mas eu sei lidar com isso. Eu prefiro pensar que elas são apenas uma etapa inicial de prática para os verdadeiros idiotas que vão aparecer na vida", disse Wren.
O garoto transgênero Wren e sua irmã menor, Avy (Foto: Jason Franson/The Canadian Press/AP)
O garoto transgênero Wren e sua irmã menor, Avy (Foto: Jason Franson/The Canadian Press/AP)


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Cientistas criam microcérebros com células-tronco para estudar doenças

Fonte: www.g1.globo.com

28/08/2013 21h25 - Atualizado em 28/08/2013 21h30

Cientistas criam microcérebros com células-tronco para estudar doenças

Órgãos de células humanas têm apenas 4 milímetros de diâmetro.Eles não têm todas as funções do cérebro normal, mas estrutura é similar.

Da EFE
Imagem de um microcérebro criado pelos cientisas (Foto: Madeline A. Lancaster/Nature)Imagem de um microcérebro criado pelos cientistas (Foto: Madeline A. Lancaster/Nature)
Cientistas europeus desenvolveram pequenos cérebros humanos tridimensionais, de 4 milímetros de diâmetro, a partir de células-tronco pluripotentes que ajudarão a aprofundar o estudo de doenças neurológicas, divulgou nesta quarta-feira (28) a revista científica "Nature".
Os órgãos artificiais são fruto de uma pesquisa conjunta da Universidade de Bonn (Alemanha) e do Instituto de Biotecnologia Molecular de Viena (Áustria).
A complexidade do cérebro humano sempre foi uma barreira para o avanço na pesquisa das doenças neurológicas, por isso era "necessário um sistema celular que simulasse as complexas características do órgão para estudá-lo em profundidade", explicou o alemão Jürgen Knoblich, chefe do projeto.
Estes microcérebros, que incluem a crosta cerebral que cobre os dois hemisférios, são formados por diferentes tecidos dispostos em camadas, e a organização guarda muitas semelhanças com a de um cérebro nos períodos mais avançados de desenvolvimento."Esta abordagem pode superar algumas das limitações que encontramos quando realizamos experimentos com o cérebro de animais, pois eles não compartilham as mesmas peculiaridades do cérebro humano', acrescentou.
Para demonstrar a utilidade deste sistema celular, os cientistas analisaram diferentes doenças neurológicas que acontecem quando o cérebro se encontra em pleno desenvolvimento, como a microcefalia. Este transtorno neurológico, que não tem tratamento, faz com que o tamanho da cabeça das pessoas afetadas seja consideravelmente menor que o padrão em relação a idade e sexo.
A partir de células-tronco pluripotentes, a equipe acrescentou ao sistema inicial uma série de células de pacientes com microcefalia para obter um cérebro característico de uma pessoa com a doença.
Os cientistas perceberam que nos cérebros com esta doença as células precursoras dos neurônios deixavam de proliferar cedo demais, um defeito que poderia explicar algumas das causas da microcefalia.
"Este fenômeno não acontece da mesma forma quando experimentamos com ratos, já que nenhum animal apresenta a expansão neuronal que o ser humano tem", concluiu Knoblich.
Estes pequenos órgãos artificiais não apresentam as funções mentais de um cérebro humano normal, apesar de o grupo de cientistas não descartar progredir nesse sentido, e também se aprofundar em outros tipos de doenças neurológicas.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Recebe alta a menina que desafiou as normas de transplante americanas

28/08/2013 08h29 - Atualizado em 28/08/2013 08h39

Recebe alta a menina que desafiou as normas de transplante americanas

Sarah Murgaghan, de 10 anos, passou por dois transplantes de pulmão.
Família pediu à Justiça que garota pudesse receber órgão de doador adulto.

Da AP

Família recebe Sarah, de 10 anos, em casa após longa internação. (Foto: AP Photo/Matt Rourke)Família recebe Sarah (direita), de 10 anos, em casa após longa internação. (Foto: AP Photo/Matt Rourke)















A menina Sarah Murnaghan, de 10 anos, teve alta nesta terça-feira (27) depois de passar por duas cirurgias de transplante de pulmão nos últimos meses. Seus pais conseguiram na Justiça dos Estados Unidos a modificação das regras nacionais de doação de órgãos.
O primeiro transplante feito por Sarah, que recebeu um par de pulmões de adulto no dia 12 de junho, não deu certo. Três dias depois, ela teve um novo par de pulmões implantado.
Em junho, sua família conseguiu, através da ordem de um juiz, que a rede responsável por autorizar e regular os transplantes de órgãos nos Estados Unidos não obrigasse Murnaghan a esperar por um pulmão de um doador infantil menor de 12 anos e que pudesse optar pelo de um adulto.
A família pediu uma revisão das normas de transplantes, já que pessoas em estado menos grave que o de sua filha tinham preferência para optar por um pulmão válido. A garota sofre de fibrose cística, uma doença genética que afeta principalmente os pulmões.
Sarah aguarda para ser levada para casa em ambulância, após receber alta. (Foto: AP Photo/Família Murnaghan)Sarah aguarda para ser levada para casa em ambulância, após receber alta. (Foto: AP Photo/Família Murnaghan)
Sarah é beijada pela mãe Janet em conferência para a imprensa após alta hospitalar. (Foto: AP Photo/Matt Rourke)Sarah é beijada pela mãe Janet em conferência para a imprensa após alta hospitalar. (Foto: AP Photo/Matt Rourke)



















































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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mulher dá à luz após usar embriões congelados há 19 anos por outra mãe

Fonte: www.g1.globo.com


23/08/2013 07h00 - Atualizado em 23/08/2013 11h43

Mulher dá à luz após usar embriões congelados há 19 anos por outra mãe

Cientista da Nasa Kelly Burke, de 45 anos, teve Liam James há 9 meses.
Duas famílias americanas colaboraram com doações para 'adoção aberta'.

Do G1, em São Paulo

Cientista da Nasa Kelly Burke, de 45 anos, ao lado do filho Liam James (Foto: Reproductive Science Center/Divulgação)Cientista Kelly Burke, de 45 anos, com o filho Liam James (Foto: Reproductive Science Center/Divulgação)
Uma cientista da agência espacial americana (Nasa) deu à luz seu primeiro filho há nove meses, após passar por uma reprodução assistida que usou embriões congelados por outra mulher há 19 anos. Kelly Burke, de 45 anos, contou na verdade com a ajuda de duas famílias americanas para ter o pequeno Liam James, em uma espécie de "adoção aberta".
Segundo os médicos que atenderam a paciente no Centro de Ciência Reprodutiva de Bay Area, em San Francisco, na Califórnia, o embrião que resultou no menino pode ser o segundo mais antigo já preservado por congelamento – o mais velho até hoje a dar origem a um bebê tinha 19 anos e 7 meses, segundo a revista "Fertility and Sterility".
Após anos de tentativas para engravidar e vários tratamentos de fertilidade, a cientista de foguetes, que vive em Virginia Beach, no estado da Virgínia, desistiu da ideia de usar os próprios óvulos e descobriu um casal do Oregon que queria doar quatro embriões.
Há 19 anos, em 1994, outra mulher havia doado seus óvulos ao Centro de Ciência Reprodutiva de Bay Area, e esse casal do Oregon decidiu usá-los para uma fertilização in vitro. Os médicos, então, transferiram dois embriões para o útero da paciente e congelaram os restantes. Por sorte, o casal conseguiu ter gêmeos idênticos já nessa tentativa.
Os embriões remanescentes ficaram congelados até o ano passado, quando o casal do Oregon entrou em contato com Kelly, que passou por um rigoroso processo de aprovação. Ela então "adotou" quatro embriões e voou até San Francisco para implantar dois deles. Os outros dois foram congelados e podem ser usados se a cientista quiser ter um segundo filho mais tarde.
Segundo a endocrinologista reprodutiva Deborah Wachs, do centro em San Francisco, as mulheres agora têm a possibilidade de ser mães muito tempo depois do que faziam há alguns anos. Além disso, há cada vez mais condições de transferir apenas um embrião por vez, o que elimina a preocupação de nascerem bebês múltiplos.
Kelly diz que, como parte da "adoção aberta" que estabeleceu com o casal do Oregon, ela pretende um dia apresentar Liam James a seus outros irmãos, fruto do mesmo ciclo de embriões, que nasceram a mais de 4 mil quilômetros de distância e já são adolescentes.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cientistas fazem acordo com família nos EUA para usar dados genéticos

Fonte: www.g1.globo.com

09/08/2013 14h24 - Atualizado em 10/08/2013 14h36

Cientistas fazem acordo com família nos EUA para usar dados genéticos

Células doentes de fazendeira foram colhidas em 1951 sem autorização.Dados de Henrietta Lacks, vítima de câncer, revolucionaram a medicina.

Da France Presse

Henrietta Lacks (Foto: Lacks Family via The Henrietta Lacks Foundation/AP)
Henrietta Lacks em imagem registrada em 1940
(Foto: The Henrietta Lacks Foundation/AP)
Autoridades americanas anunciaram na quarta-feira (8) que finalmente chegaram a um acordo com a família da fazendeira afroamericana Henrietta Lacks, que há 62 anos, após sua morte em decorrência de um câncer de útero agressivo, teve células doentes retiradas de seu corpo por cientistas para serem usadas durante décadas em pesquisas.
Os resultados dos estudos geraram um dos maiores avanços na medicina, inclusive um Prêmio Nobel, rendendo milhões de dólares a uma indústria multimilionária que desenvolveu a vacina contra pólio e certos tipos de câncer de útero, a clonagem, a fertilização in vitro e medicamentos para tratar herpes, leucemia, gripe e mal de Parkinson.
As informações genéticas de Henrietta se tornaram a linhagem celular humana mais amplamente usada por cientistas e fizeram da mulher uma grande contribuinte da ciência médica, mesmo que involuntariamente.
Mas o fato de a paciente ou família não ter consentido com isso – nem ninguém sequer ter sabido do fato – levantou a polêmica. Com o novo acordo, os dados genéticos das células de Henrietta poderão ter seu uso continuado, embora controlado.
Agora, os descendentes da mulher também estão seguindo os passos dela, contribuindo para estabelecer as bases para o uso ético de dados genéticos obtidos em nome da ciência.
"É realmente adequado, em vista das contribuições inestimáveis que Henrietta Lacks deu para a ciência e a medicina, que sua história agora esteja catalisando mudanças políticas", declarou a jornalistas Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA.
"Todos nós devemos colocar Henrietta Lacks e sua família entre os grandes filantropos do nosso tempo, se considerarmos como eles contribuíram para o avanço da ciência e da saúde humana", acrescentou.
Mãe de cinco filhos, Henrietta tinha 31 anos quando morreu, em 1951, no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, no estado de Maryland. Naquela época, as leis americanas não exigiam aos médicos que obtivessem o consentimento dos familiares para coletar amostras celulares dos pacientes.
Células HeLa
As células extraídas de Henrietta, chamadas HeLa em alusão às primeiras sílabas de seu nome e sobrenome, causaram grande excitação nos círculos científicos. Elas foram as primeiras células humanas a crescer incessantemente em laboratório, enquanto todas as outras coletadas até então acabavam morrendo.

"As células HeLa são consideradas um dos maiores milagres médicos do século passado", explicou em comunicado a Universidade de Washington em Seattle, que publicou nesta quarta-feira (8) uma sequência genética das células na revista "Nature", sob os termos do novo acordo.
"As células permitiram aos cientistas realizar experimentos sem precisar de um ser humano vivo, e levaram a importantes avanços médicos", informou o texto.
A identidade de Henrietta foi revelada em um periódico científico em 1971, o que se seguiu a um documentário televisivo em 1997 e à publicação, em 2010, de um livro intitulado "The Immortal Life of Henrietta Lacks" (A vida imortal de Henrietta Lacks, em tradução livre), que agora está sendo adaptado para o cinema.
Genoma divulgado
Em março, cientistas do Laboratório de Biologia Molecular Europeu, na Alemanha, publicaram o genoma completo da linhagem celular, incluindo dados que poderiam revelar alguns traços hereditários dos descendentes de Henrietta.

Essa informação, que pode apontar a propensão a doenças como alcoolismo, mal de Alzheimer e distúrbio bipolar, pode ser usada para negar às pessoas um seguro de vida ou a cobertura para incapacidades. Os dados foram removidos de fóruns públicos em questão de dias, após protestos da família.
O incidente resultou em conversas entre a família Henrietta e os NIH, que por sua vez anunciaram o acordo, que determina os termos que os cientistas precisam aplicar para usar os dados genéticos das células HeLa ao estudá-las, de acordo com os termos definidos por um painel que incluirá familiares de Henrietta, o que vai contribuir para criar um banco de dados.
"Hoje, a divulgação do sequenciamento do genoma humano é um evento histórico e transformador", afirmou a neta e porta-voz da família de Henrietta, Jeri Lacks Whye, por teleconferência. Jeri explicou que a decisão foi complicada e tentou equilibrar as necessidades da ciência e a proteção à privacidade da família.
O acordo abrange pesquisadores financiados pelos NIH e não impedirá que outros juntem as peças de grandes partes do genoma a partir de dados que já estão em domínio público, ou sequenciá-lo a partir do zero.
Em foto de 30 de julho, pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer dos EUA coloca células HeLa em incubadora a 37° Celsius, para que elas se multipliquem (Foto: National Institutes of Health, Maggie Bartlett/AP)Em foto de 30 de julho, pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer dos EUA coloca células HeLa em incubadora a 37° C, para que elas se multipliquem (Foto: National Institutes of Health, Maggie Bartlett/AP)
Células HeLa  (Foto: INAH/National Center for Microscopy/Tom Deerinck/AP)Células HeLa vistas em microscópio (Foto: INAH/National Center for Microscopy/Tom Deerinck/AP)
Células HeLa cultivadas com proteínas fluorescentes. Complexo de Golgi aparece na cor laranja, microtúbulos em verde e DNA em azul (Foto: NIH/National Center for Microscopy/Tom Deerinck/AP)Células HeLa cultivadas com proteínas fluorescentes. Complexo de Golgi aparece na cor laranja, microtúbulos em verde e DNA em azul (Foto: NIH/National Center for Microscopy/Tom Deerinck/AP)




























































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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Australiana volta à vida depois de passar 42 minutos clinicamente morta

19/08/2013 09h50 - Atualizado em 19/08/2013 09h53

Fonte: g1.globo.com

Australiana volta à vida depois de passar 42 minutos clinicamente morta

Mulher de 41 anos teve parada cardíaca e foi declarada clinicamente morta.
Médicos usaram um dispositivo para manter fluxo de sangue até o cérebro.

Da AFP

 Vanessa Tanasio com seu filho Max e filha Ella, e sargento Mark Robertson da Polícia de Victoria. Ela foi trazida de volta à vida depois de ficar clinicamente morta por 42 minutos.  (Foto: AFP Photo/Philip Blackman)Vanessa Tanasio com seu filho Max e filha Ella, e sargento o Mark Robertson, da Polícia de Victoria. Ela foi trazida de volta à vida depois de ficar clinicamente morta por 42 minutos. (Foto: AFP Photo/Philip Blackman)

Vanessa Tanasio, 41 anos, que tem dois filhos, foi levada para o Centro Médico Monash de Melbourne na semana passada, depois de sofrer um ataque cardíaco e com uma das artérias completamente bloqueadas.

Uma australiana retornou à vida depois de passar 42 minutos clinicamente morta, informaram os médicos que trabalharam no caso.
Tanasio sofreu uma parada cardíaca e foi declarada clinicamente morta pouco depois. A expressão clinicamente morto é um termo médico que se aplica a uma pessoa que deixou de respirar e na qual o sangue parou de circular.
Mas os médicos não desistiram e usaram um dispositivo de compressão chamado Lucas 2, o único deste tipo que existe na Austrália, para manter o fluxo de sangue até o cérebro, enquanto o cardiologista Wally Ahmar abriu a artéria para desbloqueá-la.
Uma vez desbloqueada, o coração de Tanasio voltou a bater em ritmo normal. 'Utilizei múltiplas descargas, muitos medicamentos para ressuscitá-la', disse Ahmar. 'Certamente isto é um milagre. Não esperava que ela estivesse tão bem'.
Tanasio afirmou que não tinha antecedentes de doenças cardíacas e declarou estar muito agradecida. 'Recordo de estar no meu sofá, depois no chão, depois chegando ao hospital e depois dois dias desapareceram', contou Vanessa Tanasio.
'Estive morta por quase uma hora e apenas uma semana depois me sinto bem. É surreal', completou.
O dispositivo Lucas comprime o peito, de maneira similar ao que acontece durante a manobra de reanimação cardiopulmonar (CPR), e permite aos médicos trabalhar sem parar para implantar um stent (dispositivo cilíndrico) em uma artéria bloqueada.
Esta foi a primeira vez que o dispositivo foi utilizado com êxito em um paciente, segundo o hospital.
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Alemania introduce un "tercer género" legal para recién nacidos

 Lunes, 19 de agosto de 2013
Tercer género en Alemania
La nueva ley brinda derechos de escogencia de género a bebés hermafroditas.
A partir del 1 de noviembre Alemania ofrecerá a los padres tres opciones para rellenar el certificado de nacimiento de sus bebés: "masculino", "femenino" y "en blanco".
La nueva ley aprobada en mayo, pero dada a conocer sólo hasta ahora, convierte a Alemania en el primer país europeo en oficializar la tercera opción de género.
El cambio en la normativa permite a los padres la posibilidad de dejar en blanco la casilla de género para aquellos bebés nacidos físicamente con ambos sexos, conocidos como bebés hermafroditas.
La nueva legislación brinda la posibilidad de que más adelante, en edad adulta, esas personas con sexo indeterminado puedan escoger si quieren estar bajo la categoría masculina o femenina.
Pero también se ofrece la opción de quedarse bajo la categoría del tercer género o indeterminado y no tener que escoger en ningún momento de su vida entre ninguna de las dos opciones.
En Alemania, algunos medios de prensa están calificando a esta nueva ley como una "revolución legal".
Sin embargo, todavía no hay detalles sobre cómo la nueva ley afectará el uso del género en otros documentos oficiales como los pasaportes, donde hay que escoger entre una "M" y una "F".

Las implicaciones del tercer género

La publicación alemana dedicada al derecho familiar FamRZ ha pedido que esa tercera categoría sea identificada con la letra "X".
La nueva ley ya aprobada se apoya en una decisión de la corte constitucional que establece que mientras una persona "sienta profundamente" que pertenece a un cierto género, tiene también el derecho de escoger cómo se identifica legalmente.
Tercera opción
La nueva ley en Alemania abre una tercera opción además de la masculina y la femenina.
La ley, conocida como del "tercer género", también tendrá un efecto sobre las leyes que conciernen al matrimonio ya que, hasta este momento, en Alemania sólo se pueden casar mujeres con hombres.
Hace seis semanas Australia se convirtió en el primer país del mundo en aprobar una legislación sobre el tercer género, si bien ya desde 2011 las leyes australianas permitían a sus ciudadanos marcar con una "X" la casilla de género en el pasaporte, algo que también puede hacerse en Nueva Zelanda desde 2012.

Libertad para el cambio

Demian McGuinness, corresponsal de la BBC, explica cómo ha sido recibida esta nueva ley en Alemania: "Ha sido vista como un paso adelante en cuanto a los derechos de género".
La normativa también permitirá a los bebés hermafroditas cambiar su género en diferentes momentos de su vida.
"
Es algo lógico pero no es una ley tan progresista como nos gustaría que fuera "
Richard Köhler, vocero del grupo activista Transgender Europe
McGuiness explicó que todavía hay muchos puntos sobre los que no hay claridad total en casos específicos como matrimonios y adopciones.
Un ejemplo de estos casos específicos es qué pasaría si alguien con un sexo indeterminado fuera sentenciado a prisión. ¿A qué tipo de cárcel debería ir?
En todo caso, señala el corresponsal, la nueva legislación se enmarca en una tradición alemana de tolerancia al tratar derechos de género.
"Es algo lógico pero no es una ley tan progresista como nos gustaría que fuera", explicó a la BBC Richard Köhler, del grupo activista Transgender Europe.
Köhler detalló que esta ley se limita a casos donde un doctor tiene que hacer una diagnosis de hermafrodita.
Sin embargo, apunta, la normativa no brinda esta posibilidad de escogencia a personas no entren dentro de ese diagnóstico.
Köhler indicó que lo que grupos como su organización pretenden es provocar un debate para cuestionar si es necesario que una persona tenga que marcar obligatoriamente en una casilla cuál es su género

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