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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Irlanda nega direito à eutanásia a mulher com esclerose



2
maio
2013
SUICÍDIO ASSISTIDO

Irlanda nega direito à eutanásia a mulher com esclerose

A Suprema Corte da Irlanda negou, na última segunda-feira (29/4), a uma mulher com esclerose múltipla em estágio avançado o direito à eutanásia, alegando que a lei no país não permite o suicídio assistido. As informações são da BBC Brasil.
A juíza da Suprema Corte Susan Denham alegou que as leis da União Europeia permitem aos países-membros estabelecer suas próprias diretrizes quando à eutanásia e que a constituição irlandesa não prevê “um direito explícito ao suicídio ou a determinar o momento da morte da própria pessoa”.
Marie Fleming, de 59 anos, já tinha perdido o caso em um tribunal da capital da Irlanda, Dublin, em janeiro, mas decidiu apresentar um recurso à mais alta corte do país. Ela não consegue se movimentar do pescoço para baixo e, em um depoimento à Justiça, disse que temia morrer engasgada, já que ela já não consegue engolir.
Seus advogados argumentaram que, já que a lei irlandesa não proíbe o suicídio, não autorizar o suicídio assistido de pessoas que não podem fazê-lo sozinhas seria uma discriminação. Além disso, eles sustentaram que a Convenção Europeia de Direitos Humanos garante a todas as pessoas o direito à autonomia pessoal.
Ex-professora universitária, Marie Fleming recebe cuidados de seu marido, Tom Curran, e seus dois filhos adultos. Caso seu marido a ajude a encerrar a própria vida, ele pode vir a ser preso por até 14 anos.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

CFM restringe reprodução assistida para mulheres com mais de 50 anos


08/05/2013 19h34 - Atualizado em 08/05/2013 21h21

CFM restringe reprodução assistida para mulheres com mais de 50 anos

Homem não poderá doar espermatozoide depois dessa idade.
Revisão de regras do conselho deve sair nesta 5ª no Diário Oficial.

Dennis Barbosa
Do G1, em São Paulo

O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou suas regras para a prática de reprodução assistida. Uma das principais mudanças é que, a partir de agora, a idade máxima para uma mulher engravidar usando esse tipo de técnica passa a ser 50 anos. Antes não havia limite de idade.
“A resolução procura tornar a reprodução assistida um processo muito parecido com a fisiologia da mulher”, afirma Adelino Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e diretor no Brasil da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, que participou da elaboração do texto.
A idade de 50 anos foi escolhida por causa do risco obstétrico, informa o CFM. Após os 50 anos, aumentam os casos de hipertensão na gravidez, diabetes e partos prematuros.
Segundo Amaral, as novas regras passam a vale a partir desta quinta-feira (9), quando devem ser publicadas no Diário Oficial.
Pela normativa, um novo caso como o da mulher de 61 anos que teve gêmeos em Santos(SP), fica vetado. Os médicos que descumprirem a determinação do conselho poderão ser alvo de um processo ético que pode levar a advertência, suspensão e até cassação.

Em troca, a primeira recebe a doação de um óvulo. A doadora não pode ter mais de 35 anos. Para os homens, a doação de espermatozoides só pode ser feita até os 50 anos.Doação compartilhada
Outro procedimento antes não abordado nas regras do CFM é a chamada doação compartilhada de gametas. Segundo Amaral, a partir de agora esse processo poderá ser feito da seguinte maneira: uma mulher que não consegue produzir óvulos ajuda financeiramente uma outra mulher capaz de ovular, mas com dificuldades de engravidar, a fazer tratamento reprodutivo.

Um assunto problemático que também passa a ser contemplado pelo CFM é o descarte de embriões congelados. As clínicas atualmente têm de guardar todos os embriões, o que gera custos, muitas vezes sem um própósito definido. "Chegamos a ter embriões de 20 anos atrás, de casais que separaram, ou até casais em que um deles morreu", explica Amaral. Por isso, embriões com mais de 5 anos, quando autorizado pelos pais, poderão ser descartados.
A normativa apresenta ainda o procedimento a ser adotado em relação a casais homoafetivos e pessoas solteiras que desejam fazer reprodução assistida. Nesses casos, fica permitido o uso das técnicas reprodutivas, sempre respeitando o direito da objeção de consciência do médico.
Na visão de Adelino Amaral, as novas regras são suficientes para que a reprodução assistida seja praticada de forma ética no Brasil, e estão alinhadas com as normas de países europeus e dos Estados Unidos.
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Entenda como funciona afertilização in vitro (Foto: Editoria de Arte/G1)







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Menina de 2 anos recebe nova traqueia criada com células-tronco


30/04/2013 17h44 - Atualizado em 30/04/2013 21h27

Menina de 2 anos recebe nova traqueia criada com células-tronco


Hannah Warren não conseguia respirar sozinha.
Tratamento experimental foi feito com as próprias células da garota.

Do G1, em São Paulo



A menina Hannah Warren, de 2 anos, após a cirurgia de implantação da traqueia  (Foto: OSF Saint Francis Medical Center/AP)Hannah Warren após a cirurgia de implantação da traqueia (Foto: OSF Saint Francis Medical Center/AP)
Uma menina de dois anos nascida na Coreia do Sul recebeu uma nova traqueia produzida a partir de suas próprias células-tronco, tornando-se a paciente mais jovem do mundo a ser beneficiada com o tratamento, afirma a agência Associated Press. Os médicos anunciaram nesta terça-feira (30) ter sinais preliminares que mostram que a nova traqueia está funcionando, apesar de a garota ainda respirar com a ajuda de um sistema artificial. Atualmente, ela está se recuperando do procedimento.
Nascida em 2010, filha de um pai canadense e de uma mãe coreana, Hannah Warren não conseguia respirar, comer, beber ou engolir sozinha desde que veio ao mundo por não possuir traqueia, diz a agência. Ela passou a vida toda em um hospital da capital coreana, Seul, antes de ser submetida ao tratamento experimental.
Médicos operam a garota de dois anos (Foto: OSF Saint Francis Medical Center/AP)
Médicos operam a garota de dois anos
(Foto: OSF Saint Francis Medical Center/AP)
A cirurgia de implantação da traqueia foi realizada no dia 9 de abril e levou nove horas para ser concluída, segundo a agência de notícias. Os médicos dizem esperar que a garota possa deixar no futuro o hospital e ter uma vida normal.
"Nós sentimos como se ela tivesse renascido", disse o pai de Hannah, o canadense Darryl Warren, à Associated Press.
A cirurgia foi realizada em um hospital de Illinois, nos EUA. As células-tronco para a produção da nova traqueia foram obtidas da medula óssea de Hannah, extraídas com uma agulha inserida em um osso do quadril da criança.
Com a ajuda de um suporte plástico especial, as células foram cultivadas e reproduzidas pelos pesquisadores. De acordo com o jornal "New York Times", a produção da traqueia utilizou o tubo de fibras de plástico com diâmetro de meia polegada, banhado em uma solução com as células-tronco da menina. O novo órgão é uma combinação do suporte plástico e das células-tronco, segundo o jornal.


O tratamento contou com um cirurgião italiano que atua na Suécia, Paolo Macchiarini, pioneiro no uso de células-tronco para a produção de tecidos da traqueia. Outro médico, Mark Holterman, ajudou a obter o tratamento nos EUA sem custos para a família, com apoio de instituições de caridade.Em um mês Warren disse esperar poder levar a pequena Hannah para casa pela primeira vez em cerca de um mês - ela faz 3 anos em agosto. "Vai ser maravilhoso para nós finalmente nos reunirmos como uma família", disse ele à Associated Press.

Macchiarini já participou de 14 cirurgias de traqueia que envolveram o uso de células-tronco dos pacientes, diz a Associated Press. Nove usaram suportes produzidos a partir de traqueias de cadáveres e cinco contaram com aparatos similares ao usado em Hannah, mas foram operações realizadas em adultos.
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Pais de Hannah brincam com a garota, que está em recuperação no hospital (Foto: OSF Saint Francis Medical Center/AP)Pais de Hannah brincam com a garota, que está em recuperação no hospital (Foto: OSF Saint Francis Medical Center/AP)
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Síndrome faz menina de 5 anos ter apetite 'incontrolável'


29/04/2013 15h28 - Atualizado em 29/04/2013 15h31

Síndrome faz menina de 5 anos ter apetite 'incontrolável'


Ava Carvey vive sob dieta rígida por possuir síndrome de Prader-Willi.

Família inglesa restringe entrada de garota na cozinha da casa.

Da Caters

A menina Ava Carvey, de 5 anos, sofre de síndrome de Prader-Willis (Foto: Caters)A menina inglesa Ava Carvey, de 5 anos, sofre da síndrome de Prader-Willi (Foto: Caters)
Uma menina inglesa de cinco anos de idade segue uma dieta de baixas calorias e está sob vigilância permanente dos pais por possuir um distúrbio raro, que faz com que ela tenha um apetite "incontrolável": a síndrome de Prader-Willi. Se não for monitorada, a doença pode fazer com que ela coma até a morte, segundo a Caters.
Marika, de 35 anos, nunca deixa os irmãos de Ava comerem na frente da garota, para evitar que ela tente pegar a comida deles. "Obesidade é um problema comum em crianças com essa síndrome. Então, ao invés de biscoitos e doces, nós damos passas para ela como sobremesa", disse a mãe à Caters.A cozinha da casa de Ava Carvey possui grades e a entrada dela ao ambiente é restrita, afirmou a mãe da garota, Marika Carvey, à agência de notícias. A menina foi diagnosticada com a síndrome quando completou nove semanas de vida.
A síndrome é genética e costuma causar baixa estatura, fraqueza muscular e apetite excessivo, o que pode levar ao peso exagerado. "Eu nunca dei ovos de Páscoa para ela [Ava]. Em seu aniversário, ela ganha gelatina ao invés de bolo", ressaltou a mãe, Marika.
Outra característica da doença é que seus portadores não costumam gastar energia tão rápido quanto outras pessoas, aponta a agência de notícias. "Ava está começando a entender que a Prader-Willi faz com que ela sinta fome, mas não a impede de comer [quando precisa]. Então ela está progredindo bem", afirmou a mãe, em entrevista.
Cuidados
A família toma certos cuidados para evitar que Ava Carvey fique exposta à comida, sob o risco de ela "surtar" por não poder se alimentar. "Ela já teve alguns ataques, especialmente quando há comida e ela não pode pegar. Mas a maior parte do tempo ela é uma menina bem alegre e feliz", conta a mãe.
Os pais pedem que garçons em restaurantes deem a ela porções menores que para os demais membros da família, e assim que todos acabam de comer, eles saem rapidamente do local. "Se ela nota quais são os alimentos que outras pessoas estão comendo [em outras mesas], ela começa a ficar fora de si - e às vezes tenta comer sobras", pondera Marika.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

EUA autorizam venda da pílula do dia seguinte a partir dos 15 anos

01/05/2013 08h51 - Atualizado em 01/05/2013 09h02

EUA autorizam venda da pílula do dia seguinte a partir dos 15 anos

Autorização revisa uma decisão da FDA de 2011.
Órgão liberou a venda sem necessidade de receita.

Da France Presse
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou na terça-feira (30) que autoriza a venda, sem necessidade de receita, da pílula do dia seguinte para as adolescentes a partir dos 15 anos.
EUA autorizaram venda da pílula do dia seguinte a partir dos 15 anos (Foto: AP)
EUA autorizaram venda da pílula do dia seguinte a partir dos 15 anos (Foto: AP)
A autorização revisa uma decisão da FDA que em 2011 havia proibido a venda livre da pílula para as jovens, sem limite de idade, uma proibição que em 5 de abril foi anulada por um juiz de Nova York.
A FDA, no entanto, afirma em um comunicado que sua decisão não está relacionada com a determinação do juiz, mas que responde a um pedido para regulamentar a venta da pílula apresentada por uma filial do fabricante Teva Pharmaceuticals Industries.

A empresa havia solicitado inicialmente permissão para a venda livre da pílula a todas as mulheres em idade reprodutiva, sem importar a idade.

A autorização para a venda a partir dos 15 anos marca um novo capítulo em uma longa batalha de mais de 10 anos nos Estados Unidos sobre o acesso a este mecanismo de contracepção de emergência, que pode evitar a gravidez se for tomado até 72 horas depois de uma relação sexual sem proteção.

Em dezembro de 2011, a FDA esteve a ponto de permitir a venda livre de uma pílula chamada Plan B One-Step, fabricada pelo laboratório Teva Pharmaceuticals, mas a iniciativa foi bloqueada pelo Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos Estados Unidos (HHS, em inglês), diante das pressões de grupos conservadores.

Margaret Hamburg, diretora da FDA, ressaltou os benefícios da pílula ao afirmar em um comunicado que "as pesquisas demonstraram que o acesso à anticoncepção de emergência tem o potencial de reduzir ainda mais a gravidez não desejada nos Estados Unidos".

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Mulher desfigurada por soda cáustica passa por transplante de rosto

01/05/2013 14h42 - Atualizado em 01/05/2013 15h02

Mulher desfigurada por soda cáustica passa por transplante de rosto

Americana teve 80% do corpo queimado pelo ex-marido em 2007.
Ela veio a público nesta quarta-feira, após cirurgia feita em fevereiro.

Da Associated Press
A americana Carmen Blandin Tarleton após transplante de rosto (Foto: Charles Krupa/AP Photo)    
A americana Carmen Blandin Tarleton após transplante de rosto (Foto: Charles Krupa/AP Photo)
Uma americana de 44 anos que sofreu queimaduras após ser agredida pelo ex-marido ganhou um novo rosto após ser submetida a um transplante facial total. A cirurgia foi realizada em fevereiro, e nesta quarta-feira (1) ela falou a jornalistas pela primeira vez.
Carmen Blandin Tarleton havia ficado com a face irreconhecível após ser atacada com soda cáustica em 2007.

Imagem mostra a americana Carmen Blandin Tarleton antes do transplante de rosto, com a face queimada por soda cáustica (Foto: Charles Krupa/AP Photo)
Imagem mostra a americana Carmen Tarleton antes do transplante, com a face desfigurada
(Foto: Charles Krupa/AP Photo)
A cirurgia foi feita em um hospital de Boston e incluiu transplantar a pele da face da doadora no pescoço, nariz e lábios de Tarleton. Músculos faciais, artérias e nervos também foram transplantados.
Quando o procedimento foi finalizado, Tarleton enviou uma declaração por meio de sua irmã, afirmando que estava "realmente bem e feliz". "Quero agradecer à família da doadora o ótimo presente que eles me deram", afirmava a carta. "...Eu me sinto forte e confiante de que tenho força para lidar com o que vier pela frente".
A filha da doadora, Marinda Righter, foi à coletiva de imprensa desta quarta-feira e mostrou uma foto de sua mãe, Cheryl Denelli-Righter.

Cegueira

Além de ter mais de 80% do corpo queimado ao ser atacada pelo ex-marido, a enfermeira ficou cega quando seu agressor bateu nela com um taco de baseball.
Ela teve que passar por mais de 50 cirurgias desde então, que incluíram enxertos de pele e uma técnica que lhe devolveu a visão em um dos olhos.
O transplante de rosto durou 15 horas e foi realizado por uma equipe com mais de 30 profissionais de saúde. O cirurgião chefe, Bohdan Pomahac, afirma que as queimaduras da paciente são as piores que ele já viu em sua carreira. "Carmen é uma lutadora", disse.
A equipe do médico já realizou cinco transplantes faciais no hospital. Ele afirma que o último paciente que tiveram está se recuperando bem.

Marinda Righter, filha da doadora Cheryl Denelli-Righter, abraça Carmen Tarleton; à dir., ela mostra a foto de sua mãe (Foto: Charles Krupa/AP Photo)
Marinda Righter, filha da doadora Cheryl Denelli-Righter, abraça Carmen Tarleton; à dir., ela mostra a foto de sua mãe (Foto: Charles Krupa/AP Photo)


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quinta-feira, 2 de maio de 2013

SUS passa a realizar cirurgia única de retirada e reparação de mama


25/04/2013 07h04 - Atualizado em 25/04/2013 08h22

SUS passa a realizar cirurgia única de retirada e reparação de mama

Lei aprovada em março foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial.
De 2008 até 2012, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por câncer.

Do G1, em Brasília

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a realizar a partir desta quinta-feira (25) a cirurgia plástica reparadora de mama imediatamente após sua retirada por decorrência de câncer, preferencialmente no mesmo procedimento cirúrgico. A determinação foi publicada nesta quinta no Diário Oficial da União.
Quando foi aprovado no Senado, em 26 de março, a relatora do projeto, Ana Amélia (PP-RS), afirmou que a lei deve beneficiar as mulheres mais pobres. A senadora criticou que as cirurgias são adiadas “indefinidamente” em muitas unidades do sistema público habilitadas para o procedimento.A portaria estabelece que, caso não seja possível a reconstrução imediata, a paciente deve ser encaminhada para acompanhamento e deve ter "garantia de realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas".
No dia 28 de março, o "Bom Dia Brasil" relatou um grupo de mulheres que tiveram a mama retirada por causa do câncer e aguardava há anos pela cirurgia. (Veja vídeo ao lado)
"Minha vontade era de fazer a plástica e ficar bonita. Eu não sinto que sou eu, a autoeestima fica lá embaixo", relatou a dona de casa Maria do Carmo Diniz, que espera pela operação desde 2008. Aparecida Alves está na fila há 2 anos. "Os seios são uma parte muito importante para a mulher: a nossa feminidade", diz.
De 2008 até 2012, segundo dados do SUS, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por conta do câncer. Nesse mesmo período, menos de 10% conseguiram fazer a cirurgia reparadora. O Governo Federal não sabe dizer quantas mulheres no total aguardam na fila.
"Nós estamos fazendo um diagnóstico detalhado do Brasil com um novo sistema de informação em câncer implantado em todo o país até maio, com isso teremos detalhadamente onde precisamos ampliar serviços junto aos estados e municípios", afirmou na época o secretário de atenção à saúde do ministério, Helvécio Magalhães.



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Embrião gerado a partir de três doadores pode nascer sem doenças hereditárias

25/10/2012 21:25

Genética

Embrião gerado a partir de três doadores pode nascer sem doenças hereditárias

Pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que método funciona em óvulos humanos


Na foto, macacos que nasceram em 2009, frutos da pesquisa da Universidade de Oregon: Embriões foram gerados a partir de três doadores
Na foto, macacos que nasceram em 2009, frutos da pesquisa da Universidade de Oregon: Embriões foram gerados a partir de três doadores (Nature / Oregon University)

Uma equipe internacional de cientistas gerou um embrião a partir do DNA de três doadores — duas mulheres e um homem — com o objetivo de desenvolver um método que permita que os bebês, no futuro, nasçam sem doenças hereditárias. O trabalho, desenvolvido na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, e publicado nesta quarta-feira na revista Nature, representa uma nova e controversa técnica de fertilização in vitro. Nele, os pesquisadores conseguiram substituir um DNA defeituoso da mitocôndria, estrutura produtora de energia para a célula, por outro saudável em óvulos humanos, um avanço que pode ajudar a evitar a aparição de doenças de herança materna.



CONHEÇA A PESQUISA




Onde foi divulgada: revista Nature


Quem fez: Masahito Tachibana, Paula Amato, Michelle Sparman, Joy Woodward, Dario Melguizo Sanchis, Hong Ma, Nuria Marti Gutierrez, Rebecca Tippner-Hedges, Eunju Kang, Hyo-Sang Lee, Cathy Ramsey, Keith Masterson, David Battaglia, David Lee, Diana Wu,Jeffrey Jensen, Phillip Patton, Sumita Gokhale, Richard Stouffer e Shoukhrat Mitalipov


Instituição: Universidade de Oregon, Estados Unidos


Resultado: Gerar um embrião a partir de três doadores (um homem e duas mulheres) pode evitar que mães transmitam doenças hereditárias ligadas a mitocôndrias defeituosas
Cerca de uma em cada 4.000 crianças tem algum defeito mitocondrial, que pode desencadear doenças raras e graves, como a deficiência de carnitina, condição que impede que o organismo utilize a gordura como fonte de energia. Um DNA mitocondrial defeituoso também está relacionado a doenças mais comuns, como Parkinson e esclerose múltipla. Como a mitocôndria possui DNA próprio, que é herdado apenas da mãe, substituir as células deficientes dos óvulos de mães que apresentam um maior risco de transmitir determinadas doenças pode ser uma forma de garantir a saúde dos bebês.
Foi nessa hipótese que a equipe, liderada pelo cientista japonês Masahito Tachibana, pensou ao iniciar os estudos em torno da nova técnica de fertilização in vitro. Em 2009, nasceu o primeiro filhote do estudo, a macaca Chrysta, cujo embrião foi fecundado por três doadores.
Núcleo substituído — O procedimento feito entre os animais foi o mesmo aplicado em óvulos humanos. Nele, o núcleo celular (que contém 99% das características de uma pessoa) de um óvulo com mitocôndrias defeituosas, doado pela mãe, é retirado. Depois, ele é inserido em um óvulo de outra doadora que tem mitocôndrias saudáveis, mas cujo núcleo foi retirado. Assim, a célula une quase todas as características da mãe, mas 1% de características da segunda doadora — incluindo as mitocôndrias saudáveis. O embrião, então, estaria livre das doenças que, de outro modo, lhe seriam transmitidas por sua progenitora, segundo explicou Shoukhrat Mitalipov, um dos autores do estudo, em entrevista coletiva.
De acordo com os autores, o método precisa ser ajustado para que sua eficiência aumente e para que as autoridades de saúde aprovem a técnica. "Mas o método está pronto para a prática clínica. Vocês podem esperar a primeira criança saudável a nascer com este método dentro de três anos", disse Mitalipov. 
(Com agência EFE)











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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Jovem britânica morre após tomar agrotóxico vendido como remédio para emagrecer


BBC
25/04/2013 07h09 - Atualizado em 25/04/2013 07h44

Jovem britânica morre após tomar agrotóxico vendido como remédio para emagrecer

Sarah Houston, de 23 anos, comprou pílulas de DNP pela internet; apesar de banido para consumo humano, substância é legalmente comercializada como herbicida.

Da BBC

Sarah Houston, de 23 anos, morreu após tomar agrotóxico vendido também como pílula para emagrecer (Foto: Press Association)
Sarah Houston, de 23 anos, morreu após tomar
agrotóxico vendido também como pílula para
emagrecer (Foto: Press Association)
Uma investigação sobre a morte de uma estudante de medicina britânica de 23 anos concluiu que ela morreu após ingerir um agrotóxico que comprou pela internet como pílula para emagrecer.
Sarah Houston, da cidade de Chesham, na Inglaterra, foi encontrada morta em seu quarto em setembro do ano passado.
Apesar de proibido para consumo humano, o DNP (cujo composto ativo é o dinitrofenol) está disponível para compra online por seu uso legítimo como herbicida.
Os pais da jovem, Geoff e Gina Houston, disseram à BBC esperar que a morte de Sarah sirva de alerta para o perigo do consumo do DNP por outras pessoas.
"Esta é a terceira morte nos últimos seis meses. O consumo deve ser muito mais amplo do que imaginamos. Queremos que as pessoas saibam que estão correndo um grande perigo", disse o pai da jovem.
Ele fez ainda um apelo aos fornecedores da substância que estão oferecendo o produto em cápsulas de emagrecer para compra online.
"Por favor, por favor, parem, se vocês tiverem alguma noção de decência. Essas pílulas estão matando pessoas", apelou Geoff.
A mãe, tentando justificar por que a filha recorreu à substância para emagrecer, contou que Sarah tinha um problema de autoestima, se achava acima do peso e se recuperava também de uma bulimia.
"Ela se achava gorda, apesar de nunca ter sido", disse ela.
Falência dos órgãos

Gina explicou que o DNP age acelerando o metabolismo do organismo e aumenta a temperatura corporal para queimar gordura.

Em um comentário na Câmara dos Comuns sobre os resultados do inquérito sobre a morte da jovem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que vai discutir com o governo formas eficientes de alertar as pessoas sobre o perigo deste tipo de substância.

"Basicamente, isso leva à falência dos órgãos. É um caminho sem volta, você cozinha por dentro. E foi isso que matou nossa filha", disse Gina que, junto ao marido, disse que não sabia que Sarah estava tomando a substância "extremamente perigosa".
"Só descobrimos depois dos resultados do relatório toxicológico", afirmou a mãe da jovem.
Além do DNP, a estudante de medicina também estava tomando um remédio para tratar bulimia, que pode ter como efeito colateral o aumento da temperatura corporal. Na avaliação da mãe de Sarah, isto pode ter 'mascarado' os sintomas letais provocados pelo DNP.



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Estudo sugere usar bactéria em tratamento do câncer de pâncreas


22/04/2013 16h09 - Atualizado em 22/04/2013 17h01

Estudo sugere usar bactéria em tratamento do câncer de pâncreas

Bactéria listeria infecta células de câncer e impede metástase.
Teste experimental foi feito em camundongos nos Estados Unidos.

Da France Presse
Um tratamento experimental que usa a bactéria Listeria para infectar células de câncer no pâncreas e transportar substâncias que matem o tumor demonstrou ser promissora em pesquisas com animais de laboratório, afirmaram cientistas dos EUA nesta segunda-feira (22).
Embora ainda desconheçam se o método pode funcionar em seres humanos, cientistas da Escola de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, em Nova York, contaram ter ficado entusiasmados com sua habilidade para deter a metástase ou disseminação do câncer.
"Neste ponto, podemos dizer que temos um tratamento que é muito eficiente em reduzir a metástase em camundongos", afirmou a co-autora sênior Claudia Gravekamp, professora associada de microbiologia e imunologia na instituição.
A técnica experimental, descrita no periódico da Academia Americana de Ciências, a revista "PNAS", funciona usando uma forma enfraquecida de listeria, que em estado natural pode provocar doenças transmitidas por alimentos.
Segundo o estudo, 90% das cobaias com câncer de pâncreas tratadas com a nova técnica não demonstraram evidências de disseminação do câncer após três semanas. Os cientistas suspenderam o experimento após 21 dias porque é quando o grupo de controle de camundongos, que tinham câncer de pâncreas mas não foram tratados, começaram a morrer.
Metástase
O câncer de pâncreas tende a se espalhar rapidamente pelo corpo e é particularmente letal, pois costuma ser descoberto somente quando já avançou para além do órgão. Pacientes sem tratamento costumam morrer no prazo de três a seis meses e a taxa de sobrevivência de cinco anos é de apenas 4%.

Cientistas inseriram rádio-isótopos, comumente usados no tratamento de câncer, na bactéria. Em seguida, a bactéria radioativa infectou as células cancerígenas, mas não as células normais.
O tratamento interrompeu a disseminação do câncer na maior parte dos casos e aparentemente não tem efeitos nos ratos, porém mais estudos são necessários para ver se é possível prolongar o tempo de sobrevivência. "Com melhorias adicionais, nossa abordagem tem o potencial de iniciar uma nova era no tratamento do câncer de pâncreas metastático", disse Gravekamp. A equipe é a primeira a testar o conceito em um modelo animal.



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