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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Professora com síndrome de Down lança livro de fábulas sobre inclusão

Fonte: www.g1.globo.com
05/08/2013 06h30 - Atualizado em 05/08/2013 06h30

Professora com síndrome de Down lança livro de fábulas sobre inclusão

Débora Seabra usa animais para falar de preconceito, rejeição e amizade.
Ela é a primeira professora do país com síndrome de Down.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )
Débora Araújo Seabra de Moura, de 32 anos, a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, acaba de lançar um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo. O livro traz contos que se passam em uma fazenda e têm os animais como protagonistas. Eles lidam com problemas humanos como preconceito e rejeição, caso do sapo deficiente que não conseguia nadar, da galinha excluída do grupo por ser surda e do passarinho de asa quebrada que precisou ganhar a confiança dos outros bichos para poder voar com eles.
Com 32 páginas, a obra "Débora conta histórias" (Araguaia Infantil, R$ 34,90) estará à venda nas livrarias a partir desta segunda-feira (5). As ilustrações são de Bruna Assis Brasil.


Em outra, Débora conta a história de amizade entre um cachorro e um papagaio. Alguns contos foram escritos baseados em situações vividas por ela. O texto da contracapa é do escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, João Ubaldo Ribeiro.

A professora também usa os bichos para abordar a importância da tolerância, respeito e amizade. Uma das fábulas é sobre a discriminação que o pato sofria por não querer namorar outras patas, e sim, patos.
"Usei os animais, mas as histórias se encaixam aos humanos. É preciso respeitar e incluir todo mundo, aceitar as diferenças de cada um. Ainda existe preconceito", afirma Débora.
O livro nasceu em 2010, quando a jovem resolveu escrevê-lo para dar presente de Natal aos pais, o médico psiquiatra José Robério e a advogada Margarida Seabra. "Queria fazer uma surpresa, e eles ficaram felizes, adoraram a ideia."
Margarida lembra que a filha passou alguns meses dedicada a escrever a obra escondida no quarto, quando a mãe entrava de surpresa ela tratava logo de proteger o presente.
Veja ao lado reportagem do Fantástico sobre a professora Débora
"A gente não imaginava, achávamos que fosse um diário." Os contos não foram escritos com a expectativa de se tornar livro, mas como o resultado agradou a todos, Margarida se rendeu aos conselhos e pedidos dos amigos e da família e foi em busca de uma editora. Antes, cogitou publicá-lo de forma independente, mas não foi preciso.
Não foi a primeira vez que a professora testou o lado escritora. Antes do livro de fábulas, escreveu a própria história que depois de ter as folhas impressas e presas por um espiral, foi dada aos pais. "Toda a família leu, guardamos como lembrança, mas achei que era comum. Já com as fábulas fiquei muito emocionada. As pessoas se surpreenderam pela dedicadeza das histórias", diz Margarida.
A obra "Débora conta histórias" será lançada oficialmente no mês de setembro em um evento para convidados, em Natal. Ainda não há data definida.
Escolas regulares
A autora da obra nasceu em Natal (RN) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional da cidade, a Escola Doméstica. Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Quando começou a frequentar a escola, pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Débora contou com o apoio da família que contrariou a tendência de matricular a filha uma escola especial, assim como fazia os pais naquela época. "Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa", diz Margarida.
Nem sempre foi fácil. Débora já foi vítima de preconceito. Ainda na educação infantil, lembra de ter sido chamada de 'mongol' por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que 'mongóis' eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.
Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito, como apresentações teatrais - mais uma de suas paixões.
Débora Seabra, de 31 anos, com alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal)Débora Seabra lê histórias aos alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal)









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Procedimentos como o do 'nariz na testa' são feitos desde os anos 1970

Fonte: www.g1.globo.com

25/09/2013 18h54 - Atualizado em 26/09/2013 07h49

Procedimentos como o do 'nariz na testa' são feitos desde os anos 1970

Órgão artificial é moldado a partir da cartilagem do próprio paciente.
Nesta 4ª, foram divulgadas fotos de chinês com nariz sobre a testa.

Mariana LenharoDo G1, em São Paulo

A imagem da esquerda mostra a cartilagem já integrada sob a pele do antebraço do paciente, dois meses após a colocação; a imagem da direita mostra o resultado final da reconstrução da orelha, dois meses após o transplante microcirúrgico da pele do braço para a face. (Foto: Julio Morais/Divulgação)A imagem da esquerda mostra a cartilagem já integrada sob a pele do antebraço do paciente, dois meses após a colocação; a imagem da direita mostra o resultado final da reconstrução da orelha, dois meses após o transplante microcirúrgico da pele do braço para a face. O paciente havia perdido a orelha devido a um acidente automobiístico. (Foto: Julio Morais/Divulgação)
Pacientes que passam por acidentes ou doenças que danificam órgãos como o nariz ou a orelha têm como alternativa de reparação a técnica de "retalho pré-fabricado" ou "retalho pré-moldado". É o caso do paciente chinês, divulgado nesta quarta-feira (25), cujos médicos criaram um nariz artificial na sua testa, para posterior substituição do nariz original.
Na estratégia do "retalho pré-fabricado", o órgão é moldado a partir da cartilagem do próprio paciente e implantado em uma outra parte do corpo como o antebraço, por exemplo.

Nesse caso, prepara-se a estrutura a ser implantada em outra região, mais sadia, e quando a cartilagem está aderida à pele, a estrutura toda é transplantada para o lugar definitivo. Morais conta que os primeiros estudos descrevendo esse método foram publicados na década de 1970 e que ele fez a primeira cirurgia do tipo no Brasil em 1980. Desde então, já realizou de 10 a 15 intervenções similares no Hospital das Clínicas, em São Paulo. As imagens acima mostram um dos casos que já atendeu.
Quando ocorre a aderência da cartilagem à pele dessa região, o órgão artificial é transplantado para substituir o órgão original, danificado. Com essa técnica, o paciente fica durante um período que vai de algumas semanas até alguns meses com o órgão artificial em uma parte diferente do corpo.


De acordo com o médico Julio Morais, professor assistente da disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), essa técnica é indicada em situações de exceção: quando, por exemplo, a área onde o novo órgão deve ser implantado está traumatizada, com feridas abertas ou danificada por radioterapia.



Situação rara
“São situações relativamente raras. É difícil encontrar o doente ideal em que a técnica funcione”, diz Morais. Segundo o cirurgião, a cartilagem que serve de matéria prima para a construção do órgão artificial geralmente é retirada nas costelas, mas também pode ser retirada da própria orelha ou do septo nasal.

Depois de extrair uma porção de cartilagem de um desses locais, a equipe médica faz uma escultura a partir desse material, que reproduza o órgão a ser substituído. “No caso particular da orelha, a escultura é bem delicada e é preciso ter inclusive uma noção de arte. É uma estrutura muito mais trabalhada do que o nariz, cheia de nuances e de voltas”, diz Morais.
Paciente identificado com Xiaolian, 22 anos, é visto com 'nariz' moldado com tecido implantado na cabeça, em hospital de Fuzhou, China. Ele sofreu infecção que corroeu a cartilagem do nariz após um acidente, e se prepara para o transplante do novo órgão. (Foto: Reuters/Stringer)
Paciente chinês é visto com 'nariz' moldado com
tecido implantado na testa. (Foto: Reuters/Stringer)
Ele explica que a região onde o órgão vai ser implantado provisoriamente tem de ter uma pele semelhante à região final do implante. Para o nariz, a área preferencial é a testa ou o antebraço. Para a orelha, a área preferencial é o antebraço ou a fáscia temporal, região lateral do crânio.
Morais conta que em um procedimento como o do paciente chinês, que teve o nariz construído na testa, o órgão não é completamente retirado para ser reimplantado: é apenas “rodado” até chegar ao lugar certo. Já quando o implante ocorre no antebraço, a cirurgia é mais delicada, pois o novo órgão é completamente removido e o procedimento tem que levar junto uma artéria ou veia que vai servir para nutrir o tecido.
De acordo com o cirurgião Carlos Alberto Komatsu, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), “a vantagem do retalho pré-moldado é que primeiro se faz o enxerto pegar bem, até que tenha uma boa circulação no tecido, para depois fazer a transferência.”


Segundo o cirurgião plástico Cesar Augusto Adami Raposo do Amaral, do Hospital Sobrapar, especializado em cirurgias de reconstrução de crânio e face, há inclusive a possibilidade de o órgão artificial ser feito de aloplástico, material inerte ao corpo humano.

Ele conta que a instituição já realizou cirurgias de reconstrução em pacientes com deformidades congênitas – quando a pessoa nasce sem orelha ou sem nariz, por exemplo – ou deformidades adquiridas – por traumas ou tumores.


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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Menino argentino de 6 anos é reconhecido como transexual

Atualizado: 26/09/2013 22:16 | Por Agência Brasil, Agência Brasil


Monica Yanakiew

Correspondente da Agência Brasil/EBC

Buenos Aires - A presidenta Cristina Kirchner aceitou hoje (26) o pedido de uma mãe para mudar o nome na carteira de identidade de menino argentino de 6 anos, que desde os 2 se considera menina e alterar oficialmente de gênero e nome. Antes de recorrer à presidenta, os pais da criança já haviam feito o pedido para alterar o documento da criança, mas ele foi rejeitado três vezes pelo Registro de Pessoas da província de Buenos Aires. Um dos argumentos é que era preciso esperar a puberdade para tomar uma decisão.

A mãe, Gabriela, não desistiu e escreveu uma carta para a presidenta Cristina Kirchner e outra ao governador de Buenos Aires, Daniel Scioli. Hoje (26), a pedido do governo, o caso foi revisto e o pedido aceito. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil, o transexual é aquele que 'tem uma identidade de gênero diferente do designado no nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto'.

Segundo o presidente da Comunidade Homossexual da Argentina (CHA), Cesar Ciugliutti 'é o primeiro caso no mundo em que foi possível modificar o gênero de uma pessoa tão jovem em um documento sem recorrer à Justiça'. Gabriela usou a Lei de Identidade de Gênero para embasar o caso do filho.

Aprovada em maio de 2012, a legislação permite a travestis e transexuais mudarem seus nomes nos documentos sem recorrer à Justiça. Pelas estimativas da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (FALGBT), a lei deve beneficiar 60 mil pessoas. 'Esta foi a primeira vez que um Estado dá um documento novo a uma pessoa tão jovem, sem a intervenção de um juiz', disse a psicóloga Valeria Pavan em entrevista à Agência Brasil. Pavan é psicóloga da família há dois anos.

'Conheci Lulu quando ela tinha 4 anos', disse Pavan. 'Na época chamava-se Manoel e era um menino triste. Chorava muito, se escondia debaixo da cama, vestia uma camiseta da mãe, que nele parecia um vestido e colocava um pano na cabeça para fingir que tinha cabelos longos. Desde os 2 anos ele soube que queria ser menina', explicou.
Tanto Lulu, quando Manuel são nomes fictícios, que a família usou para divulgar o caso na imprensa e, ao mesmo tempo, proteger a privacidade da criança. O primeiro que percebeu que Manuel era diferente dos outros meninos foi seu irmão gêmeo. 'Ele dizia à mãe que Manuel era uma menina, que só queria brincar de boneca, sem saber que estava dizendo uma verdade', disse Pavan.

Segundo a psicóloga, as pessoas definem sua identidade cedo na vida. 'Ouvi muitas histórias de vida, de adultos e adolescentes, que tem lembranças de como se sentiam mal, na própria pele, desde os 3 ou 4 anos', disse Pavan. 'A novidade, neste caso, é que os pais deram ouvidos à criança. Na maioria das vezes, não dão'.
Antes de recorrer a Pavan, a família tentou outros psicólogos, que recomendavam terapias envolvendo uma maior presença do pai - para que Manuel pudesse se identificar mais com o sexo masculino. 'Mas a criança ficava cada vez mais triste', conta a psicóloga. Até que, aos 4 anos, a mãe resolveu fazer a vontade do filho: passou a chamá-lo de Lulu e tratá-lo como menina. 'Ela acha que tomou a decisão correta, porque antes tinha um menino triste, hoje ela diz que tem uma menina feliz', disse Pavan. Feliz, mas com problemas.

Apesar de Manuel ter sido bem aceito na escola, após mudar sua aparência e nome, ele passava por situações desconfortáveis em qualquer outro espaço público, onde tinha que apresentar um documento de identidade - como na sala de emergência de um hospital, lotada de crianças e seus pais. Com o novo documento, isso não voltará a acontecer.
'Mas Lulu vai precisar de muito acompanhamento psicológico porque, apesar de o Estado ter aceito sua mudança de gênero e nome, ela não é igual às outras meninas. E vai ter que esperar até ser mais velha para fazer tratamentos hormonais ou cirurgias', explicou Pavan. 'Mas espero que esse caso, emblemático ajude outras famílias a ajudar seus filhos a sentirem-se cômodos com quem são'.

A Argentina é pioneira na defesa dos direitos de homossexuais e transexuais. A Lei de Identidade e Gênero também prevê tratamentos com hormônios e cirurgias gratuitas para mudar de sexo em hospitais públicos. Antes mesmo da lei entrar em vigor, em 2011, Angie Beatriz Alvarez - uma agente da polícia de Rosário (no interior da Argentina) conquistou o direito de usar uniforme feminino no trabalho. Também houve o caso da primeira professora transexual da rede de ensino público da cidade de Buenos Aires: Jose D’Oro foi casado e pai de duas filhas mas há seis anos decidiu que preferia ser chamado de Melissa e vestir-se como mulher. A Argentina também foi um dos primeiros países a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Edição: Fábio Massalli

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Médicos removem 'segunda cabeça' de bebê no Afeganistão

BBC
26/09/2013 06h15 - Atualizado em 26/09/2013 07h30

Médicos removem 'segunda cabeça' de bebê no Afeganistão

Menina de dois meses nasceu com outro crânio colado à sua cabeça.

Da BBC

Criança no Afeganistão nasceu com um crânio colado à sua cabeça. (Foto: BBC)Criança no Afeganistão nasceu com um crânio colado à sua cabeça. (Foto: BBC)
Médicos do leste do Afeganistão realizaram uma rara cirurgia para remover um crânio que estava crescendo paralelamente à cabeça de uma menina de dois meses de idade.
A operação foi bem-sucedida, e a menina, Asree Gul, recebeu alta do hospital da província de Nangarhar, no leste do país, na quarta-feira.
Asree Gul é filha de produtores rurais no distrito de Chaparhar. Ela tem uma irmã gêmea que nasceu em perfeitas condições de saúde.
Os médicos acreditam que um terceiro gêmeo estava se formando junto com elas, mas não conseguiu se desenvolver e morreu. O crânio deste terceiro bebê teria ficado colado à cabeça de Asree Gul antes do nascimento.
A família da menina procurou os médicos. A bebê não conseguia dormir direito, e a família disse que estava sendo estigmatizada dentro da sua comunidade.
O médico que liderou a cirurgia, Ahmad Obaid Mojadid, disse que foi a primeira vez que algo assim foi tentado no leste do Afeganistão.
'Nós não temos equipamentos muito avançados, mas estamos muito felizes de realizar esta cirurgia com sucesso', disse ele.
O médico decidiu operar o bebê gratuitamente, já que os pais não tinham dinheiro para cobrir os custos, em torno de R$ 9 mil.

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Cirurgiões chineses fazem crescer 'nariz' artificial na testa de paciente

25/09/2013 08h31 - Atualizado em 25/09/2013 08h39

Cirurgiões chineses fazem crescer 'nariz' artificial na testa de paciente

Jovem teve cartilagem do nariz corroída por infecção depois de acidente.
Órgão artificial será transplantado para substituir órgão original.

Da Reuters

Paciente identificado com Xiaolian, 22 anos, é visto com 'nariz' moldado com tecido implantado na cabeça, em hospital de Fuzhou, China. Ele sofreu infecção que corroeu a cartilagem do nariz após um acidente, e se prepara para o transplante do novo órgão. (Foto: Reuters/Stringer)Xiaolian se prepara para o transplante do novo órgão, que cresceu na sua testa a partir do implante de um expansor de tecido e com pedaço de cartilagem da costela. (Foto: Reuters/Stringer)
Cirurgiões chineses fizeram crescer um 'nariz' artificial na testa de um paciente. O 'órgão', construído com cartilagem retirada da costela do próprio paciente, será transplantado para substituir o nariz danificado por uma infecção.
Médico examina nariz de paciente, cuja cartilagem foi corroída por uma infecção não tratada. (Foto: Reuters/Stringer)
Médico examina nariz de paciente, cuja cartilagem
foi corroída por uma infecção não tratada. (Foto:
Reuters/Stringer)
O paciente Xiaolian, de 22 anos, sofreu um acidente de carro em agosto do ano passado, quando teve um trauma no nariz. Depois de vários meses, a infecção, que não foi tratada adequadamente, corroeu grande parte da cartilagem do nariz, tornando a reparação impossível para os cirurgiões.
A equipe do hospital na cidade de Fuzhou, na província de Fujian, decidiu, então, construir um nariz artificial para substituir o original. Isso foi possível graças ao implante de um expansor de tecido da pele no formato de um nariz na testa de Xiaolian. Cartilagem retirada da costela do paciente também foi utilizada na construção do órgão artificial.
Cirurgiões afirmam que o nariz tem um bom formato e que a cirurgia de transplante pode ser realizada em breve, segundo relatos da mídia local.


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Implante transparente pode criar 'janela para o cérebro'

Fonte: www.g1.globo.com

03/09/2013 13h30 - Atualizado em 03/09/2013 13h52

Implante transparente pode criar 'janela para o cérebro'

Cientistas afirmam que dispositivo permitirá melhor acesso ao órgão e pode ajudar no tratamento de doenças.

Da BBC

Pequeno implante poderá, segundo pesquisadores, tornar exames e tratamentos mais eficientes. (Foto: Divulgação/BBC)Pequeno implante poderá, segundo pesquisadores, tornar exames e tratamentos mais eficientes. (Foto: Divulgação/BBC)
Pesquisadores dos EUA afirmam ter projetado um implante que cria uma 'janela para o cérebro' e permite que médicos vejam através do crânio - algo que pode abrir novas oportunidades de tratamento.
O dispositivo, descrito em um estudo na publicação científica Nanomedicine: Nanotechnology, Biology and Medicine, é feito com uma versão transparente de um material usado para implantes de quadril e é capaz de substituir uma pequena parte do crânio.
A equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside diz que a novidade pode, no futuro, permitir que raios laser sejam mais eficientemente disparados dentro do cérebro, maximizando seus efeitos para tratar distúrbios neurológicos.
'(O implante) é um primeiro passo crucial em direção a novos conceitos que estamos desenvolvendo, cujo objetivo é promover formas clinicamente viáveis para acesso visual ao cérebro, quando necessário, em áreas amplas, de forma recorrente, sem a necessidade de craniectomias (intervenção cirúrgica que retira parte do cérebro)', diz o estudo.
Acesso ao cérebro

Os pesquisadores explicam que tomografias e novos tratamentos a laser para pacientes vítimas de câncer ou derrames requerem cada vez mais acesso ao cérebro. No entanto, esse acesso costuma ser limitado, já que parte do crânio precisa ser removida e recolocada a cada intervenção médica.

Com o implante transparente, essa exigência deixaria de existir.
'(O implante) é colocado sob o couro cabeludo, temporária ou permanentemente, e permite o uso de fibras óticas para distribuir laser a partes do cérebro mais superficiais ou profundas', explicam os cientistas.
O material escolhido - zircônia estabilizada con ítria, usado em alguns implantes de cerâmica para quadris e para coroas dentárias - foi adaptado para se tornar transparente.
Segundo os cientistas, o material é seguro para implantes.
'Neste caso, temos uma ideia que parece ficção científica, mas que se tornou fato científico, com grande potencial para impacto positivo nos pacientes', diz o professor de engenharia mecânica Guillermo Aguilar, um dos autores do estudo.
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Garoto sofre de síndrome que faz com ele que não pare de sorrir

Fonte: www.g1.globo.com
4/09/2013 13h51 - Atualizado em 04/09/2013 14h34

Garoto sofre de síndrome que faz com ele que não pare de sorrir

Devido a problema genético, ele também tem dificuldade para andar e falar.
Mãe percebeu o problema ao notar que criança não se concentrava.

Do G1, em São Paulo

Menino Ollie Petherick, de dois anos, sofre da Síndrome de Angelman, que faz com que ele esteja sempre sorrindo. (Foto: Reprodução/Facebook/Annie Campbell)Menino Ollie Petherick, de dois anos, sofre da Síndrome de Angelman, que faz com que ele esteja sempre sorrindo. (Foto: Reprodução/Facebook/Annie Campbell)

A família vive na cidade de Devizes, no Reino Unido. A mãe, Annie Campbell, conta que notou que havia algo errado com o filho quando constatou que ele não conseguia concentrar-se. Aos seis meses de idade, já era possível perceber que seu desenvolvimento não era tão rápido quanto o do irmão mais velho.

O menino britânico Ollie Petherick, de dois anos, sofre da síndrome de Angelman, um problema genético raro. Além da dificuldade de aprendizado e de locomoção ocasionada pelo problema, outro sintoma da doença é que ele carrega um sorriso permanente em seu rosto. As informações foram publicadas no "Daily Mail". 
Síndrome faz com que Ollie Petherick tenha dificuldade de andar e falar. (Foto: Reprodução/Facebook/Annie Campbell)Síndrome faz com que Ollie Petherick tenha
dificuldade de andar e falar. (Foto: Reprodução/
Facebook/Annie Campbell)
Ela levou o garoto ao hospital, onde foi constatado que o problema era neurológico. Antes mesmo do diagnóstico final, ela já estava convencida de que o filho tinha a síndrome de Angelman, doença que ela tinha conhecido ao ler sobre o assunto em uma revista.
Annie conta que começou a pesquisar tudo o que pode sobre o assunto na internet e passou a frequentar grupos de apoio a mães de crianças com a síndrome.
“Eu me preocupo com ele no futuro e me pergunto como saberei se alguma vez ele ficar chateado ou triste, quando a Síndrome de Angelman faz com que ele fique tão feliz todo o tempo”, diz. Ela conta que, por enquanto, o sorriso do filho faz com que todas as dificuldades valham a pena.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Físico Stephen Hawking defende direito ao suicídio assistido

17/09/2013 18h44 - Atualizado em 17/09/2013 18h45

Físico Stephen Hawking defende direito ao suicídio assistido

'Quem tem uma doença terminal deve ter direito de escolher', disse.
Culpa de quem ajuda suicídio nesses casos é debatida em vários países.

Da Reuters

O físico Stephen Hawking (Foto: Bruno Fahy/AFP)O físico Stephen Hawking (Foto: Bruno Fahy/AFP)
O físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking declarou apoio ao direito de pessoas com doença terminal optarem por cometer suicídio e receberem auxílio para isso, desde que sejam tomadas as devidas precauções.
Hawking, que se locomove em uma cadeira de rodas, foi diagnosticado com uma doença neuromotora aos 21 anos, quando lhe disseram que teria de dois a três anos de vida. Agora com 71 anos, ele é um dos cientistas de maior destaque no mundo, conhecido especialmente por seu trabalho sobre buracos negros e como autor do bestseller internacional "Uma Breve História do Tempo".
Em entrevista anterior ao lançamento nesta semana de um documentário sobre sua vida, Hawking afirmou apoiar o direito ao suicídio, mas somente caso a pessoa envolvida faça essa escolha. Ele lembrou como em certa ocasião esteve sob o auxílio de máquinas para manter-se vivo devido a uma pneumonia, e foi dada à sua mulher a opção de desligar a máquina, mas essa não era a vontade dele.
"Eu acho que aqueles que têm uma doença terminal e estão sob grande dor devem ter o direito de escolher terminar com sua vida, e aqueles que os ajudarem devem estar livres de acusação", disse Hawking à rede BBC.
"Deve haver a certeza de que a pessoa em questão genuinamente quer dar fim a sua vida e não está sendo pressionada a isso, ou que isso seja feito sem seu conhecimento e consentimento, como teria sido o meu caso".
O suicídio assistido é crime no Reino Unido e a questão sobre se deve ser descriminalizado para pessoas cuja vida seja insuportável é tema de debate em vários países. Os defensores do direito ao suicídio dizem que aqueles capazes de tomar tal decisão devem receber permissão para morrer com dignidade. Opositores dizem que flexibilizar a lei pode pôr pessoas vulneráveis em risco.
Hawking, que aparece regularmente em programas de TV, diz que sua mente ativa e senso de humor são peças-chave para sua sobrevivência. Hawking se comunica através de um sensor que conecta os músculos de suas bochechas a um sistema de voz computadorizado. Ele encoraja a todos que tenham condições especiais a se concentrarem naquilo que podem fazer.
"A física teórica é um campo em que ser deficiente não é limitador. Está tudo na mente", disse o cientista, que trabalha da Universidade de Cambridge. O documentário "Hawking", da Vertigo Films, tem lançamento marcado para 20 de setembro no Reino Unido.

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Mulher tem face reconstruída em 3D depois de enfrentar grave câncer

Fonte: www.g1.globo.com

04/09/2013 13h55 - Atualizado em 04/09/2013 14h34

Mulher tem face reconstruída em 3D depois de enfrentar grave câncer

Técnica utilizada é menos invasiva, o que permite melhor recuperação do paciente.

BBC

A britânica Ann O'Sullivan, de 69 anos, passou por uma cirurgia para remoção de um grave tumor na face, utilizando uma moderna tecnologia de modelagem em três dimensões. (Veja o vídeo no site da BBC)

 Com a nova técnica, aplicada em apenas 30 pacientes até agora, cirurgiões britânicos puderam remover com precisão a área comprometida pelo câncer.
O procedimento também permitiu reestabelecer a irrigação sanguínea e a estrutura óssea do lado esquerdo do rosto.
A cirurgia foi feita há quatro meses no hospital Saint Georges, em Londres, pelos cirurgiões Kavin Andi e Graham Smith.
Mulher tem face reconstruída em 3D depois de enfrentar grave câncer (Foto: BBC)Mulher tem face reconstruída em 3D depois de enfrentar grave câncer (Foto: BBC)






















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