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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Jovem do DF que nasceu sem língua quer estudar odontologia ou nutrição


15/01/2013 16h47 - Atualizado em 15/01/2013 17h09

Jovem do DF que nasceu sem língua quer estudar 

odontologia ou nutrição

Ela afirma que tem o sonho de ajudar pessoas com problemas como os dela.


Estudante abandonou o emprego para se dedicar ao curso de enfermagem.

Lucas NaniniDo G1 DF

Auristela Viana da Silva, jovem de Brasíliaque nasceu sem a língua, quer ser dentista ou nutricionista. Estudante do curso técnico de enfermagem, ela afirma que tem o sonho de se formar em uma das áreas que foram importantes para melhorar sua qualidade de vida.
“Pretendo estudar, me formar, para poder ajudar as pessoas que têm a mesma anomalia que eu ou outras anomalias”, diz.
Auristela, de 23 anos, trabalhou durante dois anos em um supermercado. Em 2012 ela decidiu deixar o emprego para se dedicar aos estudos. "Eu quis trabalhar porque queria ter o meu dinheiro, ter experiência de vida. Foi bom, eu gostava de trabalhar, mas queria me dedicar mais aos estudos. Eu gosto de estudar e sempre tiro boas notas. Só tiro 'apto' nas provas", diz a jovem.
Eu falava assim: bebê agora é minha irmã. Não sou mais bebê."
Auristela da Silva,  estudante. Sobre quando, aos 6 anos, decidiu mudar sua alimentação
“Ela é responsável, comprometida, chegava no horário", diz uma colega de trabalho.  "Nunca teve problema. A gente não queria que ela saísse, mas ela não estava conseguindo conciliar o trabalho com o estudo. A gente até tentou mudar o horário de trabalho dela, mas não foi possível”, afirma. Auristela conta que foi necessário escolher.  "Eu entrava muito cedo, às 5h. Não dava pra estudar direito", diz.
O tempo para os estudos também pesou no último namoro. “A gente se dava bem, mas eu queria era estudar, e não estava sobrando tempo para ele", afirma. Agora, a intenção dela é se formar primeiro e depois se casar. O curso de enfermagem, com duração de dois anos, deve ser concluído em abril de 2014. Ela diz estar na expectativa de fazer um estágio em um centro de saúde da capital ainda neste ano. "Tem outra coisa que também quero estudar, que é arquivologia", diz.
Estudante Auristela Viana da Silva, que nasceu sem a língua, mostra como era a parte interna de sua boca antes das duas cirurgias para alargar a mandíbula (Foto: Lucas Nanini/G1)Estudante Auristela Viana da Silva, que nasceu sem a língua, mostra como era a parte interna de sua boca antes das duas cirurgias para alargar a mandíbula (Foto: Lucas Nanini/G1)
Caso raro
Auristela nasceu com uma anomalia rara chamada aglossia. O caso da estudante de Brasília é um dos três únicos já relatados na literatura médica, de acordo com o cirurgião maxilofacial Frederico Salles. Os outros dois casos ocorreram nos Estados Unidos.

O cirurgião afirma que a menina só sobreviveu porque a mãe conseguia alimentá-la esguichando o leite materno direto na garganta. “Eu achei interessante que no caso da americana [outra paciente que nasceu com a mesma anomalia] a mãe dela fez a mesma coisa que eu”, afirma a mãe da jovem, a dona de casa Adriana Silva.


O dentista foi o responsável pelo tratamento e pelas duas cirurgias de Auristela, realizadas em 2003 e 2004. Além de não ter língua, a jovem tinha a dentição inferior no meio da boca. O procedimento para alargar a mandíbula e trazer os dentes para o lugar certo permitiu que ela pudesse mastigar os alimentos.
Novos sabores

Desde pequena, a estudante só consumia alimentos pastosos, triturados no liquidificador ou líquidos. A mudança radical aconteceu quando os pais da menina tiveram uma segunda filha. Auristela tinha 6 anos quando decidiu que “não seria mais a bebê da casa”.
Auristela Silva ao lado do pai, José Silva, e da mãe, Adriana Silva. Jovem leva vida normal e sonha casar e ter filhos (Foto: Lucas Nanini/G1)Auristela Silva ao lado do pai, José Silva, e da mãe, Adriana
Silva. Jovem leva vida normal e sonha casar e ter filhos
(Foto: Lucas Nanini/G1)
“Quando a minha irmã nasceu aconteceu uma cena inédita, que até a minha mãe ficou surpresa. Eu saí da comida pastosa para a comida normal, que é arroz, frango, e comecei a mastigar. Foi um momento muito bacana, que até hoje quando eu me lembro dá vontade de rir. Eu falava assim: ‘bebê agora é minha irmã. Não sou mais bebê’”, diz Auristela.
Apesar de não ter língua, a estudante sabe distinguir sabores desde criança. Segundo a nutricionista Patrícia Costa Bezerra, estudos sugerem que há papilas gustativas, responsáveis por esta percepção, em outras regiões da boca.
Durante testes, Auristela mostrou que identifica os sabores com mais facilidade que pessoas da mesma faixa etária. Nessas avaliações, ela e outros cinco jovens deveriam identificar o doce, o amargo, o ácido e o salgado.
O que percebemos é que ela [Auristela] tem uma percepção muito apurada. Parece que ela desenvolveu uma habilidade que permite ter maior sensibilidade"
Patrícia Costa Bezerra, nutricionista
"O que percebemos é que ela tem uma percepção muito apurada. Parece que ela desenvolveu uma habilidade que permite ter maior sensibilidade. O mesmo aconteceu com a americana que também não tem língua", afirma Patrícia.
Os doces, em especial os brigadeiros e bolos, são os alimentos prediletos dela. Ela também diz gostar de chocolates, arroz, frango, peixe, macarrão e outras massas.
O odontólogo Frederico Salles afirma que a jovem conseguiu aprender a falar porque os músculos da parte debaixo da boca dela são três vezes mais fortes que o normal e tocam os dentes. A estudante fez acompanhamento com psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, dentista e dois cirurgiões durante 16 anos. Atualmente, ela se consulta a cada 15 dias com uma fono e vai uma vez por ano ao dentista para fazer limpeza bucal.


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Nova lei assegura proteção a direitos de autistas


16/01/2013 16h06 - Atualizado em 16/01/2013 17h14

Nova lei assegura proteção a direitos de autistas

Texto foi sancionado por Dilma Rousseff no final de dezembro.Gestor escolar que recusar matrícula de autista poderá ser punido.

Do G1, em São Paulo

No final de dezembro, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei aprovada pelo Congresso que assegura novos direitos aos autistas. A medida vale para serviços de saúde, educação, nutrição, moradia, trabalho, previdência e assistência social. Devem se beneficiar não só os pacientes com diagnóstico fechado, mas também aqueles casos em que há suspeita.
Ao instituir a "Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista", a lei dá a esse grupo os benefícios legais de todos os indivíduos com deficiência, incluindo desde a reserva de vagas em empresas com mais de cem funcionários até o atendimento preferencial em bancos e repartições públicas, segundo informou a Agência Câmara.
O texto afirma ainda que "em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular (...) terá direito a acompanhante especializado".

O texto sancionado prevê ainda uma punição para gestores escolares que recusarem a matricular alunos com autismo. O responsável pela negação está sujeito a multa de 3 a 20 salários mínimos. Em caso de reincidência, os gestores podem até perder o cargo.
A pessoa autista também não poderá ser impedida de participar de planos de saúde em razão de sua condição, como já previa uma lei específica sobre o tema. Além disso, esses pacientes terão direito a atendimento com uma equipe de médicos, como neurologista, psiquiatra e terapeuta de fala.
De acordo com a Agência Câmara, no entanto, o texto foi sancionado com vetos que causaram polêmica entre representantes do setor. Foram retirados dois dispositivos que garantem atendimento especial a alunos que não puderem frequentar a rede regular de ensino, sempre em função das necessidades de cada estudante.
O argumento do governo é de que a exclusão dos alunos autistas das escolas regulares é contrária à Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário. Segundo o acordo, todas as pessoas com deficiência devem ter acesso aos ensinos primário e secundário inclusivos.
Outro veto derruba a previsão de horário de trabalho especial para funcionários públicos que sejam pais de pessoas com deficiência ou responsáveis por elas. Atualmente, já existe uma lei que prevê um regime de trabalho especial para os servidores públicos com deficiência, mas a extensão desse benefício aos familiares só poderia ocorrer após iniciativa do Executivo.
Diagnóstico
O diagnóstico de autismo já é possível antes dos 3 anos de idade, desde que seja feito por um profissional experiente, segundo a psicóloga Emanuelle Leal. Em geral, as principais características de uma criança com essa condição são: dificuldades na interação social, comunicação tardia, palavras e movimentos repetitivos – que podem se manifestar em maior ou menor grau, dependendo do tipo de autismo.
A psicóloga recomenda que os pais com suspeitas levem o filho ao pediatra e, caso o profissional desconheça o problema, a criança seja encaminhada a um neuropediatra ou psiquiatra infantil. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de favorecer o desenvolvimento do paciente e diminuir problemas futuros.

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Morre garota inglesa que fez 'lista de desejos' após saber que tinha câncer



BBC
16/01/2013 08h27 - Atualizado em 16/01/2013 14h10

Morre garota inglesa que fez 'lista de desejos' após 

saber que tinha câncer


Alice Pyne, com 17 anos, conseguiu realizar muito do que queria, como ver a banda Take That.

Da BBC

A garota inglesa que ganhou notoriedade por publicar em um blog uma lista de últimos desejos após ser diagnosticada com um câncer terminal morreu no último sábado, na Grã-Bretanha.
Alice Pyne morreu aos 17 anos e conseguiu cumprir vários de seus objetivos, como observar baleias no Canadá, encontrar a banda Take That e inscrever sua cachorra Mabel em um concurso.
Ela também conseguiu que mais de 40 mil britânicos se cadastrassem como doadores de medula óssea.
Alice foi diagnosticada com um linfoma de Hodgkin aos 13 anos. Em 2011, os médicos acabaram com as esperanças de cura e a garota, então com 15 anos, resolveu criar um blog para falar de seus desejos.
A menina Alice Pyne (Foto: BBC)A menina Alice Pyne (Foto: BBC)
'Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta', dizia Alice, na apresentação de seus blog. 'É uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer', escreveu ela.
A morte da menina, que passou os últimos momentos ao lado da família, foi anunciada pela mãe, Vicky Pyne, em sua página no Facebook.
'Nossa querida Alice ganhou as asas dos anjos hoje'. 'Nós estamos destruídos e sabemos que nossa vida nunca mais será a mesma', desabafou a mãe.
Campanha por doadores

Um dos desejos de Alice era fazer com que todos os britânicos se tornassem doadores de medula.
A garota ganhou inclusive o apoio do primeiro-ministro, David Cameron, que se sensibilizou com o apelo e se inscreveu como doador, junto com mais de 40 mil outros britânicos.
Por causa de seu ativismo, Alice ganhou a Medalha do Império Britânico junto com a irmã, Milly, que esteve ao seu lado na luta contra o câncer.
Elas conseguiram levantar mais de 100 mil libras (equivalente a R$ 340 mil reais) para dar início a uma fundação cujo objetivo era satisfazer os desejos de crianças com doença terminal.
Em seu blog, Alice tinha consciência de que não conseguiria completar toda sua lista de desejos.
'Algumas coisas não vão acontecer, porque eu não posso nem mesmo viajar mais', dizia. Um dos itens de sua lista era 'viajar para o Quênia'.
Leia a lista de Alice:
- Nadar com tubarões
- Faz er todos assinarem lista de doadores de medula óssea
- Viajar ao Quênia (não posso viajar para lá agora, mas gostaria)
- Inscrever a cachorra Mabel em um concurso
- Fazer uma sessão de fotos com 4 amigas
- Ter uma sessão privada de cinema com as melhores amigas
- Desenhar uma caneca para vender para caridade Viajar em um trailer
- Passar uma noite em um trailer
- Ter um iPad roxo
- Ser uma treinadora de golfinhos (também não posso mais fazer esta)
- Encontrar a banda Take That
- Ir ao Cadbury World (parque temático da fábrica) e comer um monte de chocolate
- Tirar uma boa foto com a Mabel
- Ficar em um quarto de chocolate no (parque de diversões) Alton Towers
- Fazer meu cabelo, se alguém puder fazer algo com ele
- Fazer uma massagem nas costas
- Ver baleias


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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Testamento Vital




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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Anomalia faz americana de 20 anos ter corpo e idade mental de criança


11/01/2013 11h07 - Atualizado em 11/01/2013 15h10

Anomalia faz americana de 20 anos ter corpo e idade mental de criança

Norte-americana Brooke Greenberg é considerada um desafio científico.
Seu código genético pode fornecer dados do processo de envelhecimento.


Do G1, em São Paulo


A norte-americana Brooke Greenberg, 20 anos, se tornou um desafio para a ciência. Apesar de já ter atingido a fase adulta, Brooke tem a aparência de uma criança, idade mental de nove meses e dentes de um bebê.

Incapaz de falar, ela só consegue se deslocar com a ajuda de um carrinho de bebê, sempre empurrado pelos pais. Os médicos ainda não sabem o que a atinge -- por isso tratam a doença como "Síndrome X". No entanto, afirmam que não há nenhuma anormalidade no sistema endócrino ou mudanças nos cromossomos.

De acordo com o jornal britânico “Daily Mail”, Brooke requer auxílio dos pais o tempo todo e sua alimentação é feita com a ajuda de um tubo inserido no estômago – já que o esôfago dela é pequeno.
Os cientistas acreditam que seu código genético pode proporcionar uma nova visão sobre o processo de envelhecimento, com informações sobre o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças relacionadas à velhice, como o Parkinson e o Alzheimer.

A norte-americana Brooke Greenberg tem 20 anos, mas sua aparência física e cognitiva correspondem ao de uma criança (Foto: Reprodução)

A norte-americana Brooke Greenberg tem 20 anos, mas sua aparência física e cognitiva correspondem ao de uma criança (Foto: Reprodução)


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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Inglês passa por cirurgia pioneira e recebe nova mão


04/01/2013 08h15 - Atualizado em 04/01/2013 08h15

Inglês passa por cirurgia pioneira e recebe nova mão

Mark Cahill estava com a mão direita paralisada pela gota havia cinco anos.

Cirurgia foi a primeira feita em um paciente não amputado, diz jornal.


Do G1, em São Paulo


Um inglês de 51 anos se tornou a primeira pessoa no país a receber um transplante de mão. A cirurgia foi também a primeira do mundo a ser realizada em um paciente que já tinha a mão antes de receber o transplante, segundo o jornal “Daily Mail”.

Mark Cahill sofria de um caso muito severo de gota, que deixou sua mão direita completamente paralisada – havia cinco anos que ele não conseguia sequer mexer os dedos.

Mark Cahill passou por um transplante de mão (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Mark Cahill passou por um transplante de mão (Foto: Reprodução/Daily Mail)

A operação pioneira feita na Enfermaria Geral de Leeds retirou sua mão e a substituiu com a de um doador. Os médicos ligaram músculos, tendões, nervos, veias e artérias e introduziram placas e pinos de titânio para integrar a mão ao novo corpo.

A cirurgia de oito horas de duração aconteceu na semana passada, em 27 de dezembro, e Mark já é capaz de mover seus dedos normalmente. Agora, ele espera retomar seu trabalho – é dono de um bar – e atividades simples do cotidiano.

“Mudou minha vida”, definiu Mark ao “Daily Mail”. “É ótimo olhar para essa mão e vê-la se mexer. Antes da operação, eu não conseguia amarrar meus cadarços, abotoar a camisa, cortar minha comida ou brincar com os brinquedos do meu neto, e espero fazer tudo isso agora”, completou.


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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SP fará internação involuntária de dependente de crack


fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,sp-fara-internacao-involuntaria-de-dependente-de-crack,980196,0.htm

SP fará internação involuntária de dependente de crack

03 de janeiro de 2013 | 14h 45
BRUNO BOGHOSSIAN - Agência Estado
O governo de São Paulo passará a fazer internações involuntárias de dependentes de crack no Estado, ou seja, sem a necessidade do consentimento do usuário da droga. A ação deve começar daqui a dez dias, com foco na região da cracolândia do centro da capital paulista. Um grupo de juízes, promotores e advogados poderá determinar a internação dos dependentes, a partir da orientação de uma equipe médica, mesmo que os usuários recusem o tratamento.
Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o objetivo da medida é proporcionar o tratamento dos casos mais graves de dependência química. Os usuários de crack serão levados por parentes ou agentes de saúde e assistência social do governo para o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), que fica na região da cracolândia do centro de São Paulo.
"É um trabalho de internação involuntária, para casos mais graves, que comprometem a vida e a saúde das pessoas. Já vai ter no Cratod o juiz, o promotor e o advogado. Então acho que estamos avançando (no combate ao crack)", disse Alckmin, na manhã desta quinta-feira, após a inauguração do Bom Prato da região de Perus, no noroeste da capital paulista.
A ação será detalhada na próxima semana pela Secretaria de Justiça, pela Secretaria de Desenvolvimento Social e pela Secretaria de Saúde do Estado. A Justiça paulista, o Ministério Público do Estado e a comissão antidrogas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) participarão do programa. O governo estuda se a internação involuntária valerá somente para adultos ou também para menores de idade.
Alckmin fez nesta quinta-feira um balanço da operação de combate ao consumo de crack na cracolândia do centro de São Paulo, que completa um ano. O governador disse que as ações do governo e da Prefeitura da capital internaram mais de mil pessoas e prenderam traficantes de drogas que atuavam na região.
"A gente tem consciência do problema. Não vai resolver rápido. É uma tarefa permanente, mas já diminuiu muito. É uma tarefa permanente, que vamos continuar", afirmou. "Infelizmente, nós temos hoje dependentes químicos no Brasil inteiro, nas capitais, nas grandes cidades e até nas cidades médias. Não podemos nos omitir. Sempre dissemos que não vamos desistir."

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Estado do Kansas pede que doador de sêmen pague pensão a casal de lésbicas

fonte: http://br.noticias.yahoo.com/estado-kansas-pede-que-doador-sêmen-pague-pensão-123517761.html

Estado do Kansas pede que doador de sêmen pague pensão a casal de lésbicas

DESTAQUES EM MUNDO

KANSAS CITY, Estados Unidos, 3 Jan (Reuters) - Um homem do Kansas, que doou esperma para um casal de lésbicas para que elas pudessem ter um filho, disse na quarta-feira estar chocado, pois o Estado agora está tentando fazê-lo pagar pensão alimentícia para a criança.

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William Marotta, de 46 anos, doou esperma para Jennifer Schreiner e Angela Bauer sob um acordo escrito de que ele não seria considerado o pai da criança, nem responsável por pagar pensão alimentícia. Jennifer deu à luz uma menina, hoje com 3 anos.
Em outubro, porém, o Estado do Kansas entrou com uma ação pedindo para que Marotta fosse declarado o pai da criança e financeiramente responsável por ela, depois de o casal passar por dificuldades financeiras.
Marotta vai pedir ao tribunal durante a audiência, marcada para 8 de janeiro, para desconsiderar o pedido, que se baseia em uma lei estadual na qual consta que o esperma deve ser doado por meio de um médico licenciado para que o pai seja livre de quaisquer obrigações financeiras posteriormente.
O doador deu um recipiente de sêmen para o casal, que o encontrou no site de anúncios Craigslist, em vez de doar por meio de um médico ou clínica.
O caso é visto com potencial de repercussões para outros doadores de esperma. Os bancos de sêmen normalmente fornecem o material para as pessoas que querem ter um filho sob entendimento de que os doadores não são responsáveis ​​pelas crianças.
O Kansas está buscando o pagamento de pensão de Marotta, incluindo cerca de 6.000 dólares em despesas médicas relacionadas com o nascimento da criança, de acordo com a petição apresentada.
"Isso foi totalmente inesperado", disse Marotta em uma entrevista por telefone. "A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que nenhuma boa ação fica impune."
O caso atraiu a atenção nacional. A diretora jurídica do Centro Nacional de Direitos Lésbicos, Shannon Minter disse quarta-feira que "é lamentável e injusto" que o Kansas esteja buscando dinheiro de um doador de esperma.
"Isso pode certamente ter um efeito negativo sobre a disposição de outros homens em ajudar casais que precisam de um doador, o que seria prejudicial para todos", disse Shannon.
"Eu também acho que prejudica o respeito de todos pela lei, quando você a vê funcionar tão arbitrariamente."
Autoridades do Estado devem, segundo a lei, determinar quem é o pai da criança quando alguém busca benefícios do governo, disse a porta-voz do Departamento para Crianças e Famílias, Angela de Rocha. O casal foi obrigado a fornecer a informação, que levou a uma investigação sobre a doação do sêmen.

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Notificação de HIV no Brasil passará a ser obrigatória

fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/notificação-de-hiv-no-brasil-passará-a-ser-obrigatória

Notificação de HIV no Brasil passará a ser obrigatória

O Ministério da Saúde vai tornar compulsória a notificação de todas as pessoas infectadas com o vírus HIV, mesmo...
O Ministério da Saúde vai tornar compulsória a notificação de todas as pessoas infectadas com o vírus HIV, mesmo as que não desenvolveram a doença. A portaria ministerial que trata da obrigatoriedade de aviso de todos os casos de detecção do vírus da aids no País deve ser publicada em janeiro.
Atualmente, médicos e laboratórios informam ao Ministério da Saúde apenas os casos de pacientes que possuem o HIV e tenham, necessariamente, manifestado a doença. Os dados serão mantidos em sigilo. Somente as informações de perfil (sem a identificação do nome) poderão ser divulgadas para fins estatísticos.
Hoje, o governo monitora os soropositivos sem aids de maneira indireta. As informações disponíveis são de pessoas que fizeram a contagem de células de defesa nos serviços públicos ou estão cadastradas para receber antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O novo banco de dados será usado para planejamento de políticas públicas de prevenção e tratamento da aids.
"Para a saúde pública é extremamente importante, porque nós vamos poder saber realmente quantas pessoas estão infectadas e o tipo de serviços que vamos precisar", explica Dirceu Grego, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
A mudança ocorre quatro meses após o governo anunciar a ampliação do acesso ao tratamento com medicação antirretroviral oferecido pelo SUS. A prescrição passou a ser feita em estágios menos avançados da aids.
Desde então, casais com um dos parceiros soropositivo passaram a ter acesso à terapia em qualquer estágio da doença.
O ministério também recomendou que a droga seja ministrada de forma mais precoce para quem não têm sintomas de aids, mas possui o vírus no organismo - uma tendência na abordagem da doença, reforçada na última Conferência Internacional de Aids, realizada em julho deste ano nos Estados Unidos.
À época, o ministério calculou que o número de brasileiros com HIV fazendo uso dos antirretrovirais aumentaria em 35 mil. Atualmente, são cerca de 220 mil pacientes com aids.
Outras 135 mil pessoas, estima o governo, têm o HIV, mas não sabem. Elas estão no foco da mudança na obrigatoriedade de notificação, porque não foram ainda diagnosticadas. Segundo Grego, essas pessoas devem ser incorporadas ao tratamento. Assim como ocorre quando os pacientes são diagnosticados com aids, caberá aos médicos e laboratórios avisar ao ministério sobre a descoberta de pessoas infectadas - os soropositivos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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