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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Testamento Vital




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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Anomalia faz americana de 20 anos ter corpo e idade mental de criança


11/01/2013 11h07 - Atualizado em 11/01/2013 15h10

Anomalia faz americana de 20 anos ter corpo e idade mental de criança

Norte-americana Brooke Greenberg é considerada um desafio científico.
Seu código genético pode fornecer dados do processo de envelhecimento.


Do G1, em São Paulo


A norte-americana Brooke Greenberg, 20 anos, se tornou um desafio para a ciência. Apesar de já ter atingido a fase adulta, Brooke tem a aparência de uma criança, idade mental de nove meses e dentes de um bebê.

Incapaz de falar, ela só consegue se deslocar com a ajuda de um carrinho de bebê, sempre empurrado pelos pais. Os médicos ainda não sabem o que a atinge -- por isso tratam a doença como "Síndrome X". No entanto, afirmam que não há nenhuma anormalidade no sistema endócrino ou mudanças nos cromossomos.

De acordo com o jornal britânico “Daily Mail”, Brooke requer auxílio dos pais o tempo todo e sua alimentação é feita com a ajuda de um tubo inserido no estômago – já que o esôfago dela é pequeno.
Os cientistas acreditam que seu código genético pode proporcionar uma nova visão sobre o processo de envelhecimento, com informações sobre o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças relacionadas à velhice, como o Parkinson e o Alzheimer.

A norte-americana Brooke Greenberg tem 20 anos, mas sua aparência física e cognitiva correspondem ao de uma criança (Foto: Reprodução)

A norte-americana Brooke Greenberg tem 20 anos, mas sua aparência física e cognitiva correspondem ao de uma criança (Foto: Reprodução)


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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Inglês passa por cirurgia pioneira e recebe nova mão


04/01/2013 08h15 - Atualizado em 04/01/2013 08h15

Inglês passa por cirurgia pioneira e recebe nova mão

Mark Cahill estava com a mão direita paralisada pela gota havia cinco anos.

Cirurgia foi a primeira feita em um paciente não amputado, diz jornal.


Do G1, em São Paulo


Um inglês de 51 anos se tornou a primeira pessoa no país a receber um transplante de mão. A cirurgia foi também a primeira do mundo a ser realizada em um paciente que já tinha a mão antes de receber o transplante, segundo o jornal “Daily Mail”.

Mark Cahill sofria de um caso muito severo de gota, que deixou sua mão direita completamente paralisada – havia cinco anos que ele não conseguia sequer mexer os dedos.

Mark Cahill passou por um transplante de mão (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Mark Cahill passou por um transplante de mão (Foto: Reprodução/Daily Mail)

A operação pioneira feita na Enfermaria Geral de Leeds retirou sua mão e a substituiu com a de um doador. Os médicos ligaram músculos, tendões, nervos, veias e artérias e introduziram placas e pinos de titânio para integrar a mão ao novo corpo.

A cirurgia de oito horas de duração aconteceu na semana passada, em 27 de dezembro, e Mark já é capaz de mover seus dedos normalmente. Agora, ele espera retomar seu trabalho – é dono de um bar – e atividades simples do cotidiano.

“Mudou minha vida”, definiu Mark ao “Daily Mail”. “É ótimo olhar para essa mão e vê-la se mexer. Antes da operação, eu não conseguia amarrar meus cadarços, abotoar a camisa, cortar minha comida ou brincar com os brinquedos do meu neto, e espero fazer tudo isso agora”, completou.


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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SP fará internação involuntária de dependente de crack


fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,sp-fara-internacao-involuntaria-de-dependente-de-crack,980196,0.htm

SP fará internação involuntária de dependente de crack

03 de janeiro de 2013 | 14h 45
BRUNO BOGHOSSIAN - Agência Estado
O governo de São Paulo passará a fazer internações involuntárias de dependentes de crack no Estado, ou seja, sem a necessidade do consentimento do usuário da droga. A ação deve começar daqui a dez dias, com foco na região da cracolândia do centro da capital paulista. Um grupo de juízes, promotores e advogados poderá determinar a internação dos dependentes, a partir da orientação de uma equipe médica, mesmo que os usuários recusem o tratamento.
Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o objetivo da medida é proporcionar o tratamento dos casos mais graves de dependência química. Os usuários de crack serão levados por parentes ou agentes de saúde e assistência social do governo para o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), que fica na região da cracolândia do centro de São Paulo.
"É um trabalho de internação involuntária, para casos mais graves, que comprometem a vida e a saúde das pessoas. Já vai ter no Cratod o juiz, o promotor e o advogado. Então acho que estamos avançando (no combate ao crack)", disse Alckmin, na manhã desta quinta-feira, após a inauguração do Bom Prato da região de Perus, no noroeste da capital paulista.
A ação será detalhada na próxima semana pela Secretaria de Justiça, pela Secretaria de Desenvolvimento Social e pela Secretaria de Saúde do Estado. A Justiça paulista, o Ministério Público do Estado e a comissão antidrogas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) participarão do programa. O governo estuda se a internação involuntária valerá somente para adultos ou também para menores de idade.
Alckmin fez nesta quinta-feira um balanço da operação de combate ao consumo de crack na cracolândia do centro de São Paulo, que completa um ano. O governador disse que as ações do governo e da Prefeitura da capital internaram mais de mil pessoas e prenderam traficantes de drogas que atuavam na região.
"A gente tem consciência do problema. Não vai resolver rápido. É uma tarefa permanente, mas já diminuiu muito. É uma tarefa permanente, que vamos continuar", afirmou. "Infelizmente, nós temos hoje dependentes químicos no Brasil inteiro, nas capitais, nas grandes cidades e até nas cidades médias. Não podemos nos omitir. Sempre dissemos que não vamos desistir."

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Estado do Kansas pede que doador de sêmen pague pensão a casal de lésbicas

fonte: http://br.noticias.yahoo.com/estado-kansas-pede-que-doador-sêmen-pague-pensão-123517761.html

Estado do Kansas pede que doador de sêmen pague pensão a casal de lésbicas

DESTAQUES EM MUNDO

KANSAS CITY, Estados Unidos, 3 Jan (Reuters) - Um homem do Kansas, que doou esperma para um casal de lésbicas para que elas pudessem ter um filho, disse na quarta-feira estar chocado, pois o Estado agora está tentando fazê-lo pagar pensão alimentícia para a criança.

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William Marotta, de 46 anos, doou esperma para Jennifer Schreiner e Angela Bauer sob um acordo escrito de que ele não seria considerado o pai da criança, nem responsável por pagar pensão alimentícia. Jennifer deu à luz uma menina, hoje com 3 anos.
Em outubro, porém, o Estado do Kansas entrou com uma ação pedindo para que Marotta fosse declarado o pai da criança e financeiramente responsável por ela, depois de o casal passar por dificuldades financeiras.
Marotta vai pedir ao tribunal durante a audiência, marcada para 8 de janeiro, para desconsiderar o pedido, que se baseia em uma lei estadual na qual consta que o esperma deve ser doado por meio de um médico licenciado para que o pai seja livre de quaisquer obrigações financeiras posteriormente.
O doador deu um recipiente de sêmen para o casal, que o encontrou no site de anúncios Craigslist, em vez de doar por meio de um médico ou clínica.
O caso é visto com potencial de repercussões para outros doadores de esperma. Os bancos de sêmen normalmente fornecem o material para as pessoas que querem ter um filho sob entendimento de que os doadores não são responsáveis ​​pelas crianças.
O Kansas está buscando o pagamento de pensão de Marotta, incluindo cerca de 6.000 dólares em despesas médicas relacionadas com o nascimento da criança, de acordo com a petição apresentada.
"Isso foi totalmente inesperado", disse Marotta em uma entrevista por telefone. "A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que nenhuma boa ação fica impune."
O caso atraiu a atenção nacional. A diretora jurídica do Centro Nacional de Direitos Lésbicos, Shannon Minter disse quarta-feira que "é lamentável e injusto" que o Kansas esteja buscando dinheiro de um doador de esperma.
"Isso pode certamente ter um efeito negativo sobre a disposição de outros homens em ajudar casais que precisam de um doador, o que seria prejudicial para todos", disse Shannon.
"Eu também acho que prejudica o respeito de todos pela lei, quando você a vê funcionar tão arbitrariamente."
Autoridades do Estado devem, segundo a lei, determinar quem é o pai da criança quando alguém busca benefícios do governo, disse a porta-voz do Departamento para Crianças e Famílias, Angela de Rocha. O casal foi obrigado a fornecer a informação, que levou a uma investigação sobre a doação do sêmen.

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Notificação de HIV no Brasil passará a ser obrigatória

fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/notificação-de-hiv-no-brasil-passará-a-ser-obrigatória

Notificação de HIV no Brasil passará a ser obrigatória

O Ministério da Saúde vai tornar compulsória a notificação de todas as pessoas infectadas com o vírus HIV, mesmo...
O Ministério da Saúde vai tornar compulsória a notificação de todas as pessoas infectadas com o vírus HIV, mesmo as que não desenvolveram a doença. A portaria ministerial que trata da obrigatoriedade de aviso de todos os casos de detecção do vírus da aids no País deve ser publicada em janeiro.
Atualmente, médicos e laboratórios informam ao Ministério da Saúde apenas os casos de pacientes que possuem o HIV e tenham, necessariamente, manifestado a doença. Os dados serão mantidos em sigilo. Somente as informações de perfil (sem a identificação do nome) poderão ser divulgadas para fins estatísticos.
Hoje, o governo monitora os soropositivos sem aids de maneira indireta. As informações disponíveis são de pessoas que fizeram a contagem de células de defesa nos serviços públicos ou estão cadastradas para receber antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O novo banco de dados será usado para planejamento de políticas públicas de prevenção e tratamento da aids.
"Para a saúde pública é extremamente importante, porque nós vamos poder saber realmente quantas pessoas estão infectadas e o tipo de serviços que vamos precisar", explica Dirceu Grego, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
A mudança ocorre quatro meses após o governo anunciar a ampliação do acesso ao tratamento com medicação antirretroviral oferecido pelo SUS. A prescrição passou a ser feita em estágios menos avançados da aids.
Desde então, casais com um dos parceiros soropositivo passaram a ter acesso à terapia em qualquer estágio da doença.
O ministério também recomendou que a droga seja ministrada de forma mais precoce para quem não têm sintomas de aids, mas possui o vírus no organismo - uma tendência na abordagem da doença, reforçada na última Conferência Internacional de Aids, realizada em julho deste ano nos Estados Unidos.
À época, o ministério calculou que o número de brasileiros com HIV fazendo uso dos antirretrovirais aumentaria em 35 mil. Atualmente, são cerca de 220 mil pacientes com aids.
Outras 135 mil pessoas, estima o governo, têm o HIV, mas não sabem. Elas estão no foco da mudança na obrigatoriedade de notificação, porque não foram ainda diagnosticadas. Segundo Grego, essas pessoas devem ser incorporadas ao tratamento. Assim como ocorre quando os pacientes são diagnosticados com aids, caberá aos médicos e laboratórios avisar ao ministério sobre a descoberta de pessoas infectadas - os soropositivos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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França condena psiquiatra devido a crime de paciente

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1204108-franca-condena-psiquiatra-devido-a-crime-de-paciente.shtml


França condena psiquiatra devido a crime de paciente

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DE SÃO PAULO

A psiquiatra francesa Daniele Canarelli, 58, foi sentenciada a um ano de prisão por ter, segundo juízes, falhado em reconhecer o perigo imposto por Joel Gaillard, seu paciente por quatro anos.
Gaillard, 43, fugiu do hospital de Marselha onde se consultava com Canarelli em fevereiro de 2004 --20 dias depois, ele usou um machado para matar um homem de 80 anos, parceiro de sua avó, em Gap, na região dos Alpes.
A condenação de Canarelli é o primeiro caso do tipo na França, e causou o protesto de uniões sindicais de psiquiatras. Ela está recorrendo em liberdade.
Representantes da categoria dizem que o veredito põe em risco a profissão, ao transformá-la em bode expiatório de casos complexos.
Anne-Christine Poujoulat/AFP
Daniele Canarelli, 58, foi sentenciada a um ano de prisão por ter falhado em reconhecer o perigo imposto por seu paciente
Daniele Canarelli, 58, foi sentenciada a um ano de prisão por ter falhado em reconhecer o perigo imposto por seu paciente
Segundo sindicatos, Canarelli havia notificado a polícia sobre a fuga do paciente.
Gaillard sofria de um tipo de esquizofrenia paranoica e já tinha sido internado diversas vezes por acidentes. A corte afirma que a psiquiatra deveria tê-lo encaminhado a uma unidade especial ou a um outro grupo médico, como teria sido sugerido a ela.
Fabrice Castoldi, presidente da corte, afirma que a recusa dela constituiu "uma espécie de cegueira" grave.
Advogados de defesa afirmam que a decisão da Justiça francesa poderá ter sérias repercussões no tratamento de enfermidades. Se um psiquiatra tiver de trabalhar sob o temor de ser sentenciado, provavelmente irá tratar seus pacientes com maior rigor.
Michel Trabuc, filho da vítima, espera que o caso abra um precedente. "Não existe uma situação sem risco", afirmou. "Mas eu espero que isso faça a psiquiatria progredir e, acima de tudo, que isso nunca mais aconteça."
Gaillard está atualmente internado em um hospital psiquiátrico.

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Justiça britânica determina cirurgia em menino contra vontade da mãe


Justiça britânica determina cirurgia em menino contra vontade da mãe

18 de Dezembro de 2012 • 17h29 • atualizado às 17h31


 A neozelandesa Sally brigava na Justiça para evitar que o fiho fosse tratado com sessões de radioterapia Foto: AFP
A neozelandesa Sally brigava na Justiça para evitar que o fiho fosse tratado com sessões de radioterapia
Foto: AFP

Um tribunal britânico determinou nesta terça-feira que um menino de 7 anos deve ser submetido a uma cirurgia para tratar de um tumor no cérebro, contrariando a vontade de sua mãe. O jovem Neon Roberts havia sido operado no ano passado para a retirada do tumor, e sua mãe, a neozelandesa Sally, brigava na Justiça para evitar que ele fosse tratado com sessões de radioterapia.

Ela dizia temer que a radioterapia pudesse causar danos de longo prazo na saúde de seu filho, como infertilidade e problemas cerebrais. Os médicos, porém, alegavam que, sem a radioterapia, a expectativa de vida de Neon seria de poucos meses. Nesta terça, pareceres médicos entregues ao tribunal apontaram que Neon precisará de uma nova cirurgia, já que exames revelaram que uma parte residual do tumor permanece no cérebro do menino.

Um médico ouvido pelo tribunal disse que a ausência de tratamento torna "altamente provável" que Neon morra "dentro de um período relativamente curto". O juiz David Bodey, da divisão de casos familiares da Alta Corte britânica, citou evidências médicas indicando que o tumor residual de Neon tem mais de 1,5 cm quadrado.

Isso significa que sua cirurgia pode ser de alto risco e que ele pode precisar de doses mais fortes de radio e quimioterapia. Sally Roberts respondeu dizendo que gostaria de ouvir a opinião de mais especialistas "antes de seguir adiante" com o tratamento de Neon. Mas o juiz afirmou que ela não quer aceitar as evidências apresentadas pelos especialistas consultados - incluindo uma segunda opinião médica, obtida a pedido dela.

Empatia

Segundo Bodey, todos sentem empatia com a posição de Sally, mas, tratando-se de um caso de extrema urgência, não se pode contar com "o luxo do tempo" para permitir mais atrasos no tratamento de Neon. O juiz também afirmou que, no final desta semana, deve se pronunciar a respeito de outros tratamentos - inclusive radioterapia - a que o menino poderá ser submetido.

O caso de Neon ganhou contornos dramáticos em 5 de dezembro, quando Sally e o filho desapareceram e foram encontrados após uma busca policial. Sally pediu desculpas à Justiça por ter desaparecido com o filho, alegando que havia entrado em pânico. Ela afirmou também que não é "uma mãe louca" e que apenas queria o melhor para seu filho.






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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Anulado registro de paternidade assumida por homem em crise bipolar

Anulado registro de paternidade assumida por homem em crise bipolar

Publicado em 12/12/2012 às 10:33Fonte: Tribunal de Justiça - SC
  O vício de consentimento no registro de nascimento de uma criança foi reconhecido pela Câmara Especial Regional de Chapecó, que manteve sentença da comarca local em ação que resultou em anulação de registro civil. 

  Um profissional da área médica, em grave crise de transtorno bipolar, no ano de 2009 reconheceu ser o pai da filha de sua faxineira, com quem fazia programas, mesmo depois de ter realizado cirurgia de vasectomia. 

  Após internação e tratamento, ele pediu a anulação do registro, sob o argumento de que, naquele período, não tinha discernimento completo para praticar e responder por seus atos.

  Para comprovar a alegação, juntou documentos e laudos psiquiátricos realizados na época dos fatos. A mãe, representando a criança, afirmou apenas que, ainda que o autor não seja o pai biológico, existem laços afetivos entre eles.

  O desembargador substituto Artur Jenichen Filho, relator da apelação, apontou dados de artigos da literatura médica, especialmente na área da psiquiatria, e reconheceu o vício de consentimento. O magistrado entendeu não ser possível que o autor, profissional da área médica, em juízo perfeito acreditasse que a menina fosse sua filha após a cirurgia de vasectomia, comprovada no processo. 

  Ele também concluiu inexistirem os laços afetivos alegados por mãe e filha. “De mais a mais, as provas amealhadas não são capazes de demonstrar qualquer vínculo afetivo (...), até porque, existindo a alegada relação afetiva entre as partes, não há como aceitar que durante as internações do autor (...) nunca tenham se preocupado, nem ao menos ido visitá-lo”, finalizou Jenichen Filho.
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Osso da perna enxertado em espinha salva menina em cirurgia pioneira


Osso da perna enxertado em espinha salva menina em cirurgia pioneira

BBC


Uma menina britânica de 5 anos que corria o risco de morrer a qualquer momento por compressão dos órgãos internos foi salva graças a uma cirurgia pioneira que corrigiu um buraco em sua espinha com ossos retirados de suas pernas.

Segundo sua família, antes da operação, Rosie Davies era "basicamente uma bomba-relógio". Com ossos faltando na parte inferior de sua espinha, o peso de seu corpo não tinha apoio e seus órgãos internos estavam sendo comprimidos.

Para a cirurgia que salvou sua vida, ela teve amputadas as partes inferiores de suas duas pernas, que ela não era capaz de mover.

Rosie nasceu com um problema raro chamado disgenesia vertebral segmentar. Cinco ossos que fariam parte de sua espinha estavam faltando, deixando um vazio de 10 centímetros em sua coluna vertebral.

Ela também tinha pouca sensação nas pernas, que eram contorcidas em direção à barriga.

A menina estava gradualmente ficando com pouco espaço em seu torso, o que eventualmente levaria à falência dos órgãos internos comprimidos.

Em seu último exame antes da operação havia evidências de que seus rins estavam sendo comprimidos.

Suporte adicional

As pernas de Rosie foram amputadas do joelho para baixo e um pedaço do osso foi retirado para cobrir o espaço que faltava em sua espinha.

Duas varetas de metal foram então parafusadas à parte superior de sua espinha e aos quadris para prover um suporte adicional.

A operação, no hospital infantil de Birmingham, na Inglaterra, levou 13 horas.

"Antes da operação ela era basicamente uma bomba-relógio - não sabíamos o quanto tempo levaria, não sabíamos quanto tempo teríamos com ela", afirma Scott Davies, pai de Rosie.

"Desde a operação, ela teve sua expectativa de vida aumentada para a de uma criança normal", diz.

Após a cirurgia, também há sinais de que ela está voltando a ter sensação nas pernas, o que significa que ela poderá um dia ser capaz de andar com próteses.

"A Rosie tem uma personalidade forte. É só dar a ela um equipamento para usar e ela usará, seja muletas ou pernas artificiais ou suas mãos. Ela dará um jeito de andar", afirma a mãe da menina, Mandy.

"Tudo o que ela sempre quis foi ser como sua irmã. Tudo o que ela quis fazer era andar de bicicleta como a irmã, correr como a irmã", afirma.

Os pais de Rosie afirmam que agora ela está mais confiante.

'Caso complicado'

Uma operação nesta escala havia sido tentada uma única vez no passado, há dez anos na Nova Zelândia.

"Estamos muito felizes com os resultados da operação", afirma Guirish Solanki, um dos neurocirurgiões que operaram Rosie.

"Esta é apenas a segunda vez no mundo que uma equipe cirúrgica tentam fixar a espinha toráxica à lateral do quadril para um problema tão raro quanto o de Rosie", diz o médico.

"Esse caso era muito complicado, porque normalmente as crianças com essa condição não têm uma medula ou nervos que funcionem, mas a Rosie tinha. Então, ao fazer essa operação, tínhamos que ser extremamente cautelosos para não danificar seus nervos", afirma Solanki.
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