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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Justiça autoriza aborto de feto anencéfalo em Minas Gerais

 
24/04/2012 21h22 - Atualizado em 24/04/2012 21h38

Justiça autoriza aborto de feto anencéfalo em Minas Gerais

Gestante solicitou a interrupção da gravidez após fazer 3 exames.
Decisão é da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Do G1 MG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou, na tarde desta terça-feira (24), que uma moradora de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, interrompa a gestação por estar grávida de um feto anencéfalo. A decisão unânime foi tomada pela 18ª Câmara Cível, seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o TJMG, a mulher conta nos autos que engravidou no final de 2011. No último dia 8 de março, ela realizou uma ultrassonografia obstétrica, quando foi constatada a anencefalia fetal. Ainda segundo consta no processo, ela fez outros dois exames para confirmar o diagnóstico e, então, solicitou à Justiça a interrupção da gravidez.

O pedido foi negado pela comarca de Brumadinho, mas o recurso foi aceito em segunda instância. O desembargador Corrêa Camargo, relator do caso, foi favorável ao pedido da gestante por entender que, com a impossibilidade de sobrevida do feto portador de anencefalia, deve ser deferida a autorização para a imediata interrupção da gravidez. "Entende-se que a continuação da gravidez se apresenta como um processo verdadeiramente mórbido", afirmou o desembargador em sua decisão.

Decisão do STF

Foi publicada no Diário de Justiça desta terça-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a interrupção da gestação de fetos sem cérebro. Com isso, as grávidas de anencéfalos poderão solicitar a antecipação terapêutica do parto em hospitais da rede pública ou privada.

De acordo com a decisão do STF, órgãos públicos deverão definir os procedimentos a serem adotados pelos profissionais de saúde na interrupção da gestação em caso de anencefalia diagnosticada.

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domingo, 22 de abril de 2012

Com rara condição genética, bebê nasce com 6 pernas no Paquistão

Com rara condição genética, bebê nasce com 6 pernas no Paquistão

16 de abril de 2012 • 15h17 • atualizado às 16h54

Segundo médico que não quis se identificar, o menino sofre de uma rara condição genética que atinge um recém-nascido a cada 1 milhão ou mais. Foto: AFP


Segundo médico que não quis se identificar, o menino sofre de uma rara condição genética que atinge um recém-nascido a cada 1 milhão ou mais
Foto: AFP


Médicos paquistaneses lutam para salvar a vida de um menino que nasceu com seis pernas devido a uma rara condição genética. Jamal Raza, diretor do Instituto Nacional de Saúde Infantil, em Karachi, afirma que o bebê nasceu há uma semana e está na unidade de tratamento intensivo (UTI). As informações são do site do jornal inglês The Daily Telegraph e da agência AFP.

Segundo o jornal, um médico do hospital que não quis se identificar afirma que o menino sofre de uma desordem genética que afeta um recém-nascido a cada 1 milhão ou mais. "Os médicos estão examinando a criança para planejar o tratamento necessário para salvar a vida do bebê e garantir que ele tenha uma vida normal", diz nota oficial do governo.

Imran Shaikh, pai da criança, vive em Sukkur, 450 km ao norte de Karachi. "Somos uma família pobre. Estou grato pelo governo ajudar a tratar meu bebê", diz à imprensa.



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Família busca cura para menina com síndrome que deforma rosto

Família busca cura para menina com síndrome que deforma rosto


10 de abril de 2012 • 09h19 • atualizado às 09h36

Shameem Asghar conta que a família já conseguiu levantar 50 mil libras para Maha. Foto: BBC Brasil


Shameem Asghar conta que a família já conseguiu levantar 50 mil libras para Maha
Foto: BBC Brasil


Uma família de Manchester, na Inglaterra, está tentando conseguir uma cirurgia nos Estados Unidos para curar uma síndrome rara que está destruindo o rosto da filha de três anos. Há um ano, a criança, Maha Asghar, foi diagnosticada com a Síndrome Parry-Romberg, um problema facial raro que afeta uma em um milhão de pessoas.

A doença faz com que o sistema imunológico ataque a criança e já está começando a destruir o rosto de Maha. A família está tentando levantar 70 mil libras (mais de R$ 200 mil) para conseguir fazer o tratamento.

O National Health Service (NHS), o serviço público de saúde britânico, oferece cirurgia plástica para estes casos apenas a partir dos 16 anos, mas a família acredita que será tarde demais para Maha e quer levá-la para fazer tratamento nos Estados Unidos o mais rápido possível.

"No momento está afetando a visão dela e esta é minha principal preocupação, pois pode deixá-la sem enxergar", disse a mãe da criança, Shameem Asghar. "Está destruindo os ossos, está destruindo a língua e a gengiva e causando muitos danos atrás da orelha, o que pode afetar a audição. Ela pode ter episódios de dor que podem durar de duas a três horas e é uma dor insuportável", descreveu a mãe da criança.

"É bem difícil assistir (às crises) sabendo o que pode acontecer. É como se estivéssemos em uma montanha-russa emocional", acrescentou.

Técnica pioneira

Até o momento, a família de Maha Ashghar conseguiu levantar 50 mil libras (quase R$ 145 mil) promovendo eventos e espera levar Maha para fazer a cirurgia em maio. Shameem Asghar afirma que o NHS ofereceu o fornecimento do medicamento metotrexato, cujos efeitos colaterais "podem afetar os rins, podem até matá-la".

O professor de cirurgia John Siebert do Hospital da Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, é o pioneiro em intervenções precoces nestes casos. Nestes procedimentos, o médico usa a reconstrução microcirúrgica para reparar a deformação.

A cirurgia de Siebert envolve a retirada de tecidos do próprio corpo do paciente e o transplante destes tecidos para o rosto. O professor americano passou 20 anos aperfeiçoando a técnica que pode não apenas reparar a deformação, mas também mudar a biologia da doença e parar seu avanço.

Até o momento a cirurgia foi feita em 120 pacientes com a Síndrome de Parry-Romberg. A doença, também conhecida como 
atrofia hemifacial progressiva, causa o encolhimento progressivo e a degeneração dos tecidos embaixo da pele, geralmente apenas em um lado do rosto. A doença pode levar à perda da visão, dores fortes e convulsões. Ainda não existe cura.


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sábado, 21 de abril de 2012

Colombiana indígena de 10 anos dá à luz menina e gera polêmica

06/04/2012 15h08 - Atualizado em 06/04/2012 15h10


Colombiana indígena de 10 anos dá à luz menina e gera polêmica

Jovem é de tribo chamada Wayuu, cuja autonomia é garantida pelo Estado.
Jornais especulam sobre pai da criança: menino de 15 ou homem de 30.


Do G1, em São Paulo


Uma menina colombiana de 10 anos de idade gerou polêmica ao se tornar uma das mães mais novas de que se tem notícia. A jovem faz parte de uma tribo indígena chamada Wayuu, na península La Guajira, no norte do país, e deu à luz uma menina saudável após a gestação com uma semana a mais que o normal.


Avó mostra a recém-nascida em seu colo após o parto da jovem mãe de 10 anos de idade na Colômbia (Foto: Reprodução/Univision)
Avó mostra a recém-nascida em seu colo após o parto da jovem mãe de 10 anos de idade na Colômbia (Foto: Reprodução/Univision)

Segundo a reportagem da emissora Univision, o parto foi a primeira visita ao médico que a menina fez relacionada a sua gestação. Ela chegou ao hospital sangrando e com muitas dores, dizem os relatos.

Após o parto de cesárea, tanto a mãe quanto o bebê passam bem, apesar de ela se recusar a amamentar a filha, nascida com 2,3 quilos. As duas estão sendo mantidas em uma unidade neonatal cuja localidade não foi divulgada.
O Estado poderia até processar os pais da menina por terem permitido que ela tivesse relações sexuais, mas as leis do país garantem autonomia às tribos indígenas em costumes como esse.
Jornais locais especulam sobre a identidade do pai da recém-nascida. Fala-se que poderia ser um jovem de 15 anos ou um homem de 30.

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Justiça de RR autoriza transexual a trocar nome sem cirurgia de sexo

19/04/2012 17h56 - Atualizado em 19/04/2012 17h56

Justiça de RR autoriza transexual a trocar nome sem cirurgia de sexo

Sandra dos Santos conseguiu tirar RG, CPF e título de eleitor em Boa Vista.
Apesar disso, dois documentos ainda a identificam como 'masculino'.

Glauco Araújo
Do G1, em São Paulo


Sandra com sua nova certidão de nascimento (Foto: Arquivo Pessoal)

Sandra com sua nova certidão de nascimento, em
Roraima (Foto: Arquivo Pessoal)
A locutora Sandra Gomez dos Santos, 33 anos, está passando uma nova fase em sua vida depois que o juiz Erasmo Hallysson Campos, da 3ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Roraima, autorizou a mudança do nome em seus documentos, sem a necessidade de cirurgia de mudança de sexo. A decisão foi tomada no dia 3 deste mês. Nesta terça-feira (17), a transexual conseguiu fazer a correção em seu título de eleitor.
Em ano de eleições municipais, Sandra está feliz por poder votar pela primeira vez assinando o nome que ela considera que a identifica em sua essência. "Será a primeira experiência eleitoral verdadeiramente como mulher", disse a locutora.
Com a decisão do juiz em mãos, Sandra foi ao cartório de registros de Boa Vista no mesmo dia e já pediu a emissão de sua nova certidão de nascimento. "O único detalhe ruim desta decisão é que, apesar de ter mudado meu nome do documento, o sexo continua identificado como masculino. Esse é o lado ruim da decisão pela troca do nome sem a necessidade da cirurgia de readequação genital. Continuo como 'masculino' na certidão e no RG."
Sandra disse ainda que o próximo passo é conseguir a emissão do diploma da faculdade. "Quando me formei, pedi para não emitirem o documento porque queria que fosse com o meu nome de mulher. Agora, já fiz o pedido e é só esperar."
A locutora se considera conhecida em Boa Vista por trabalhar em rádio e por militar pelos direitos homossexuais, mas ainda assim não ficou de fora dos problemas com sua identificação. "Tinha vergonha de apresentar meus documentos. Me sentia péssima, pois sempre tinha de me explicar. Essa decisão judicial foi tudo para mim. E olha que quando somos conhecidos as coisas ficam mais fáceis."
O defensor público Natanael Ferreira, que representou Sandra no processo, disse que o caso da locutora apresentava um "descompasso entre o sexo anatômico e o psicológico". Ele afirmou que este é o primeiro caso em que a Justiça do estado decide pela autorização da mudança de nome sem mudança de sexo. "Há outros casos em andamentos no estado e essa decisão vai servir de jurisprudência", disse ele.
Problemas com Call Center
Além de tratar como vitória a emissão de documentos como o nome de Sandra, a locutora disse que vai deixar de viver um dos problemas que considerava o pior de todos. "Call center. Isso era um verdadeiro problema para mim. Minha voz é feminina e todas as tratativas eram tranquilas até a hora de falar meu nome [José]. Depois de alguns desconfortos com isso, passei a dizer que meu nome não era José e sim Jôse. Aí as coisas ficavam mais fáceis."
Cirurgia de mudança de sexo
"O próximo passo é fazer a cirurgia de readequação genital. Aqui em Roraima não conheço lugar onde poderia fazer isso. Esse tipo de procedimento já é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é bem possível que eu entre com pedido de tratamento fora de domicílio para eu poder fazer a cirurgia em outro estado."
Quando conseguir fazer a cirurgia, Sandra terá outro "problema". "Vou ter de entrar com processo novamente para, dessa vez, mudar a minha indicação de gênero nos documentos que já tenho com meu nome de mulher", brincou a locutora.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Doador de esperma que trabalha por conta própria já tem mais de 80 filhos

16/04/2012 10h20 - Atualizado em 16/04/2012 10h20

Doador de esperma que trabalha por conta própria já tem mais de 80 filhos

Holandês é alternativa mais barata a clínicas de fertilização.
Ed Houben faz sexo com muitas das clientes, mas era virgem até os 34 anos.

Do G1, em São Paulo

Um holandês que se sustenta como um doador de esperma profissional já tem 82 filhos espalhados pelo mundo e mais dez em gestação. Ed Houben trabalha por conta própria, sem passar por bancos de esperma e clínicas de fertilização, e, em boa parte dos casos, realmente faz sexo com as mulheres que querem ser mães.

Ed começou a doar esperma aos 29 anos. Depois de quatro anos, já tinha doado quantidade suficiente para gerar 25 crianças, limite legal na Holanda. A partir daí, ele passou a procurar na internet em outras formas de
 continuar doando.
Ed Houben tem 82 filhos nascidos e dez em gestação (Foto: Reprodução/Der Spiegel)
Ed Houben tem 82 filhos nascidos e dez em gestação (Foto: Reprodução/Der Spiegel)

Inicialmente, o holandês usava um copinho e as mulheres interessadas colocavam o esperma na vagina com algum tubo ou seringa.

Em 2004, quando tinha 34 anos, Ed conheceu um casal em que o homem era infértil. Os dois queriam que o filho fosse concebido com intimidade e emoção. Foi só neste dia que ele perdeu a virgindade.
Em geral, o método sai mais em conta e é mais rápido que a fertilização artificial. Na Alemanha, de onde vêm muitas das clientes, as clínicas de fertilização impõem regras rigorosas, que são vistas como complicadores pelas mulheres. Estas regras dificultam principalmente casais de lésbicas, que costumam recorrer a Ed. Mas heterossexuais também o procuram, e ele inclusive está namorando com uma ex-cliente.

Com uma alta contagem de espermatozoides, o holandês consegue cerca de 80% de aproveitamento, segundo ele mesmo contou à revista alemã “Der Spiegel”.

O que ele faz não é considerado ilegal nem na Alemanha nem na Holanda, mas é perigoso do ponto de vista biológico. Quando um mesmo pai tem muitos filhos, existe o risco de que dois irmãos venham a ter relações sexuais sem saber do parentesco. Os filhos de casamentos consanguíneos têm maior probabilidade de apresentar problemas genéticos.

"Doação é o negócio jurídico bilateral gratuito, logo, não pode o doador se beneficiar economicamente do ato de doação; e no Brasil, o CFM não admite a compra e venda de esperma. Se, no Brasil, um homem tem relações sexuais com uma mulher casada e o marido assume a paternidade da criança, em razão do pater est, temos adoção à brasileira." - Comentário de Iara Antunes de Souza, Doutoranda e Mestre em Direito Privado pela PUC Minas.
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Decisão judicial aprova mudança de nome de transexual em Ceres, Goiás

14/04/2012 08h40 - Atualizado em 14/04/2012 08h54

Decisão judicial aprova mudança de nome de transexual em Ceres, Goiás

Registrado como Vando, microeemprededor pretende se chamar Ana Kely.
Para advogado, conquista abre as portas para outros transexuais.

Humberta Carvalho Do G1 GO

Justiça concede troca de nome para transexual de Goiás (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Justiça concede troca de nome para transexual de Goiás (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Um juiz da 2ª Vara de Ceres, a 177 quilômetros de Goiânia, acolheu parecer do Ministério Público (MP) e foi favorável a um pedido de mudança de documentação civil de Vando Carvalho dos Santos. Desde os 20 anos, o transexual, atualmente com 31 anos, mudou seu guarda-roupa, se traveste de mulher e passou a atender por Ana Kely.

Mesmo ainda não tendo se submetido à cirurgia de mudança de sexo, segundo a decisão judicial, ficou comprovado que a transexual Ana Kely possui características femininas e porta-se como mulher em seu cotidiano. A retificação do nome, segundo o magistrado, foi concedida devido ao constrangimento sofrido pelo rapaz, que está se submetendo a tratamento psicológico para passar por procedimento cirúrgico para mudar de sexo e faz tratamento com hormônio desde os 15 anos. A ação que aprovou a mudança de nome durou aproximadamente quatro meses.

Segundo Ana Kely Carvalho dos Santos, a mudança do nome foi um passo mais importante que a própria cirurgia, que está prevista para acontecer no final de 2013, quando termina o tratamento psicológico. “Não estou dando muita importância para a cirurgia. Eu já estou 95% completa. Não fiz a mudança de sexo, mas já consegui o que era o mais importante”, relata Ana Kely.

A transexual, que é microempreendedora, afirma já ter passado por vários constrangimentos na rua e no trabalho pelo fato de ter registrado o nome de homem e ter aparência de mulher. “O nome sempre me causou mais constrangimento porque se passar por uma mulher não é fácil”, conta Ana Kely.

Mudanças

Ana Kely, como é chamada por amigos e familiares desde os 15 anos, conta que notou modificações em seu comportamento quando tinha apenas oito anos: “Comecei a notar que meu comportamento era diferente. Eu notei que gostava e sentia desejo por pessoas do mesmo sexo que eu, mas não entendia. Eu pensava: ‘Mas eu gosto de meninos?’. Era estranho porque o certo, segundo a sociedade de um modo geral acredita, seria gostar de meninas”.

Com silicone, cabelos longos, voz mais fina após uma cirurgia nas cordas vocais e no pomo de adão, realizada há aproximadamente um mês, Ana Kely conta que a época de colegial, entre seus 15 e 18 anos, foi quando sofreu mais preconceito. “Nessa época, eu comecei a deixar o cabelo crescer, já usavas blusas femininas e maquiagem. Ouvia de tudo: ‘boiolinha’, ‘menininha’, ‘bichinha’. Sempre pedi à direção da escola que mudasse meu nome na chamada, porque era estranho. Eles me chamavam de Vando, mas, quando me olhava no espelho, não era isso que eu via”, relata o transexual.

Família

Ana Kely tem mais duas irmãs e um irmão. Ela conta que em casa nunca enfrentou problemas por causa de sua condição sexual: “Em casa foi tranquilo, não teve choque, não foi preciso reuniões. Eu sempre fui mais delicada, mais reservada e não gostava de roupas masculinas. Então, tudo aconteceu naturalmente, sem muito exagero”.

Segundo o advogado do transexual, José Barreto Neto, a conquista de sua cliente abre portas para que pessoas na mesma situação consigam mudar de nome: “Ela sofria muito preconceito, sempre sofreu. O nome na identidade já foi mudado e o sexo também será alterado no documento assim que ela passar pela cirurgia”.

Até este sábado (14), Ana Kely ainda não havia dado entrada para os novos documentos, mas afirmou que já está se preparando para realizar o procedimento.
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terça-feira, 17 de abril de 2012

Supremo decide por 8 a 2 que aborto de feto sem cérebro não é crime

12/04/2012 20h33 - Atualizado em 12/04/2012 21h14

Supremo decide por 8 a 2 que aborto de feto sem cérebro não é crime

Com a decisão, STF libera a interrupção de gravidez de feto anencéfalo.
Lei criminaliza aborto, com exceção dos casos de estupro e risco para mãe.

Débora Santos Do G1, em Brasília

Após dois dias de debate, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (12) que grávidas de fetos sem cérebro poderão optar por interromper a gestação com assistência médica. Por 8 votos a 2, os ministros definiram que o aborto em caso de anencefalia não é crime.

A decisão, que passa a valer após a publicação no "Diário de Justiça", não considerou a sugestão de alguns ministros para que fosse recomendado ao Ministério da Saúde e ao Conselho Federal de Medicina que adotassem medidas para viabilizar o aborto nos casos de anencefalia. Também foram desconsideradas as propostas de incluir, no entendimento do Supremo, regras para a implementação da decisão.

Plenário do STF durante julgamento do aborto de feto sem cérebro (Foto: Nelson Jr. / STF)
Plenário do Supremo durante julgamento do aborto de feto sem cérebro nesta quinta (Foto: Nelson Jr. / STF)
O Código Penal criminaliza o aborto, com exceção aos casos de estupro e de risco à vida da mãe, e não cita a interrupção da gravidez de feto anencéfalo. Para a maioria do plenário do STF, obrigar a mulher manter a gravidez diante do diagnóstico de anencefalia implica em risco à saúde física e psicológica. Aliado ao sofrimento da gestante, o principal argumento para permitir a interrupção da gestação nesses casos foi a impossibilidade de sobrevida do feto fora do útero.

“Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. O feto anencéfalo é biologicamente vivo, por ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal. [...] O anencéfalo jamais se tornará uma pessoa. Em síntese, não se cuida de vida em potencial, mas de morte segura. Anencefalia é incompatível com a vida”, afirmou o relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello.

Impedir a interrupção da gravidez sob ameaça penal equivale à tortura"
Luiz Fux, ministro do STF
Ao final do julgamento, uma manifestante se exaltou e os ministros deixaram o plenário enquanto ela gritava palavras de ordem. "Eu tenho vergonha. Hoje para mim foi rasgada a Carta Magna. Se ela não protege os indefesos, que dirá a nós", disse Maria Angélica de Oliveira Farias, advogada e participante de uma associação de espíritas.

O voto do ministro Marco Aurélio foi acompanhado pelos ministros Ayres Britto, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso, presidente da corte, foram contra. O caso foi julgado por 10 dos 11 ministros que compõem a Corte. Dias Toffoli não participou porque se declarou impedido, já que, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema, a favor do aborto de fetos sem cérebro.

"Um bebê anencéfalo é geralmente cego, surdo, inconsciente e incapaz de sentir dor. Apesar de que alguns indivíduos com anencefalia possam viver por minutos, a falta de um cérebro descarta complementamente qualquer possibilidade de haver consciência. [...] Impedir a interrupção da gravidez sob ameaça penal equivale à tortura”, disse o ministro Luiz Fux.

O entendimento do Supremo valerá para todos os casos semelhantes, e os demais órgãos do Poder Público estão obrigados a respeitá-lo. Em caso de recusa à aplicação da decisão, a mulher pode recorrer à Justiça para interromper a gravidez.

A decisão foi tomada pelo STF ao analisar ação proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, que pediu ao Supremo a permissão para, em caso de anencefalia, ser interrompida a gravidez.

Os ministros se preocuparam em ressaltar que o entendimento não autoriza “práticas abortivas”, nem obriga a interrupção da gravidez de anencéfalo. Apenas dá à mulher a possibilidade de escolher ou não o aborto em casos de anencefalia.

“Faço questão de frisar que este Supremo Tribunal Federal não está decidindo permitir o aborto. [...] Não se cuida aqui de obrigar. Estamos deliberando sobre a possibilidade jurídica de um médico ajudar uma pessoa que esteja grávida de feto anencéfalo de ter a liberdade de seguir o que achar o melhor caminho”, disse Cármen Lúcia.

O ministro Marco Aurélio Mello, que relatou a ação que pediu liberação do aborto para feto anencéfalo (Foto: Fellipe Sampaio / SCO / STF )
O ministro Marco Aurélio Mello, que relatou a ação que pediu liberação do aborto para feto anencéfalo
(Foto: Fellipe Sampaio / SCO / STF )
Julgamento

O julgamento começou na manhã desta quarta-feira (11) e cerca de sete horas depois foi interrompido quando já havia cinco votos favoráveis à permissão de aborto de anencéfalos.

O primeiro dia foi marcado por vigílias de grupos religiosos e de defesa da vida e pela presença, no plenário, de mulheres que sofreram gravidez de feto anencéfalo e de uma criança que chegou a ser diagnosticadascom a doença e sobreviveu após o parto. A sessão foi retomada na tarde desta quinta com o voto do ministro Ayres Britto, em defesa do aborto diante do diagnóstico de anencefalia. Foram mais de seis horas de julgamento nesta quinta - cerca de 13 horas de debates no total.

“[O aborto do feto anencéfalo] é um direito que tem a mulher de interromper uma gravidez que trai até mesmo a ideia-força que exprime a locução ‘dar à luz’. Dar à luz é dar à vida e não dar à morte. É como se fosse uma gravidez que impedisse o rio de ser corrente”, afirmou o ministro Ayres Britto, cujo voto definiu a maioria dos ministros a favor do aborto de feto anencéfalo.

Celso de Melo destacou que a gravidez de anencéfalo "não pode ser taxada de aborto". "O crime de aborto pressupõe gravidez em curso e que o feto esteja vivo. E mais, a morte do feto vivo tem que ser resultado direto e imediato das manobras abortivas. [...] A interrupção da gravidez em decorrência da anencefalia não satisfaz esses elementos."

Tema controverso

O pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde foi atendido pelo STF após oito anos de tramitação do processo. Em 2004, o relator chegou a liberar o aborto de anencéfalos em decisão liminar (provisória), que meses depois foi derrubada pelo plenário. Em 2008, audiências públicas reuniram cientistas, médicos, religiosos e entidades da sociedade civil para discutir o tema controverso.
No feto anencefálico, o cérebro sequer começa a funcionar. Então não há vida em sentido técnico e jurídico. De aborto não se trata"
Luís Roberto Barroso, advogado que defendeu a interrupção da gravidez de anencéfalo no plenário do STF
Para a entidade, não se trata de aborto, mas da “antecipação terapêutica do parto”, diante da inviabilidade de sobrevivência do feto.

"A interrupção nesses casos não é aborto. Então, não se enquadra na definição de aborto do Código Penal. O feto anencefálico não terá vida extra-uterina. No feto anencefálico, o cérebro sequer começa a funcionar. Então não há vida em sentido técnico e jurídico. De aborto não se trata", afirmou o advogado da entidade, Luís Roberto Barroso durante sua sustentação oral no plenário do STF.

Entidades religiosas
O ministro Gilmar Mendes criticou a opção do relator por não incluir como partes da ação entidades religiosas. Para ele, o debate precisava ser “desemocionalizado”.

“Essas entidades são quase que colocadas no banco dos réus como se tivessem fazendo algo de indevido e não estão. É preciso ter muito cuidado com esse tipo de delírio desses faniquitos anticlericais”, afirmou Mendes.

No caso de extermínio do anencéfalo encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso superior que, detentor de toda força, infringe a pena de morte a um incapaz de prescendir à agressão e de esboçar-lhe qualquer defesa"
Cezar Peluso, presidente do STF
Divergência

Apenas os ministros Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso se manifestaram contra o aborto de fetos sem cérebro, entre os dez que analisaram o tema.

Para Lewandowski, o Supremo não pode interpretar a lei com a intenção de “inserir conteúdos”, sob pena de “usurpar” o poder do Legislativo, que atua na representação direta do povo. Ele afirmou que o assunto e suas conseqüências ainda precisam ser debatidos pelos parlamantares.

"Uma decisão judicial isentando de sanção o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extra-uterina", disse.

O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, que se manifestou contra o aborto de feto sem cérebro (Foto: Fellipe Sampaio / SCO / STF)
O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso,  que se manifestou contra o aborto de feto sem cérebro (Foto: Fellipe Sampaio / SCO / STF)
Peluso comparou o aborto de fetos sem cérebro ao racismo e também falou em "extermínio" de anencéfalos. Para o presidente do STF, permitir o aborto de anencéfalo é dar autorização judicial para se cometer um crime.

"Ao feto, reduzido no fim das contas à condição de lixo ou de outra coisa imprestável e incômoda, não é dispensada de nenhum ângulo a menor consideração ética ou jurídica nem reconhecido grau algum da dignidade jurídica que lhe vem da incontestável ascendência e natureza humana. Essa forma de discriminação em nada difere, a meu ver, do racismo e do sexismo e do chamado especismo", disse Peluso.

"Todos esses casos retratam a absurda defesa em absolvição da superioridade de alguns, em regra brancos de estirpe ariana, homens e ser humanos, sobre outros, negros, judeus, mulheres, e animais. No caso de extermínio do anencéfalo encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso superior que, detentor de toda força, infringe a pena de morte a um incapaz de prescendir à agressão e de esboçar-lhe qualquer defesa", completou o presidente do STF, que proferiu seu voto antes de proclamar o resultado do julgamento.

Anencefalia

O relator do caso, ministro Marco Aurélio, citou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), referentes ao período entre 1993 e 1998, segundo os quais o Brasil é o quarto país no mundo em incidência de anencefalia fetal, atrás de Chile, México e Paraguai. De acordo com o ministro Gilmar Mendes, dos 194 países vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU), 94 permitem o aborto quando verificada a ausência parcial ou total de cérebro no feto.

A chamada anencefalia é uma grave malformação fetal que resulta da falha de fechamento do tubo neural (a estrutura que dá origem ao cérebro e a medula espinhal), levando à ausência de cérebro, calota craniana e couro cabeludo. A junção desses problemas impede qualquer possibilidade de o bebê sobreviver, mesmo se chegar a nascer.

Estimativas médicas apontam para uma incidência de aproximadamente um caso a cada mil nascidos vivos no Brasil. Cerca de 50% dos fetos anencéfalos apresenta parada dos batimentos cardíacos fetais antes mesmo do parto, morrendo dentro do útero da gestante, de acordo com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Um pequeno percentual desses fetos apresenta batimentos cardíacos e movimentos respiratórios fora do útero, funções que podem persistir por algumas horas e, em raras situações, por mais de um dia. O diagnóstico pode ser dado com total precisão pelo exame de ultrassom e pode ser detectado em até três meses de gestação.

Clique aqui para ver os votos dos ministros.
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Garoto de três anos sobrevive por 251 dias com coração artificial

11/04/2012 08h03 - Atualizado em 11/04/2012 09h42

Garoto de três anos sobrevive por 251 dias com coração artificial

Menino britânico vítima de cardiomiopatia dilatada teve de esperar oito meses até receber transplante.

Da BBC

Joe Skerratt teve uma doença chamada síndrome de Barth (Foto: Great Ormond Street Hospital/BBC)
Joe Skerratt teve uma doença chamada síndrome de Barth (Foto: Great Ormond Street Hospital/BBC)
Um menino britânico de três anos foi mantido vivo com um coração artificial por mais de oito meses, tempo considerado recorde para uma criança na Grã-Bretanha.

Joe Skerratt, de Kent, no sudeste britânico, foi diganosticado com cardiomiopatia dilatada, condição em que o coração tem dificuldades para bombear o sangue pelo corpo.

O menino foi temporariamente ligado a um coração artificial, que ficou com a função de transportar seu sangue enquanto esperava por um doador. Após 251 dias, no ano passado, ele finalmente obteve um transplante de coração.

A mãe de Joe, Rachel, disse que a família começou a perceber a 'personalidade dele voltar à vida' quando ele foi conectado ao coração artificial. Mas essa etapa foi apenas o começo de uma longa espera por um doador de órgão.

'Quando ele passou a marca de 200 dias ligado ao coração artificial, começamos a nos perguntar o que poderia ser feito caso não conseguíssemos (um doador). Mas no fundo sabíamos que não havia muito a ser feito', disse Rachel.

'No 251º dia, recebemos o telefonema que esperávamos. Havia um coração.'

Diagnóstico
O diagnóstico de cardiomiopatia foi feito quando Joe tinha apenas três semanas de vida. Pálido, ele foi levado ao hospital por seus pais, e um exame de raio-x mostrou que seu coração estava muito acima do tamanho normal. Os médicos identificaram que ele tinha um problema genético - a síndrome de Barth, que provoca fraqueza muscular, baixa estatura e dificuldades de alimentação.

Coração artificial fica acoplado a um dispositivo fora do corpo (Foto: Great Ormond Street Hospital/BBC)
Coração artificial fica acoplado a um dispositivo fora do corpo (Foto: Great Ormond Street Hospital/BBC)
Em dezembro de 2010, o quadro era delicado: o coração de Joe estava começando a falhar, e os médicos descobriram que suas válvulas não estavam funcionando. O órgão havia aumentado ainda mais de tamanho, ocupando espaço demais em seu peito.

Dias depois, a criança sofreu duas paradas cardíacas enquanto estava no hospital. Foi transferida para o hospital londrino Great Ormond Street, onde seu coração parou pela terceira vez.
Estabilizado, ele foi conectado ao 'Berlin Heart', o coração artificial, que é do tamanho de uma geladeira portátil pequena.

Algumas crianças ficam ligadas ao aparelho por apenas poucas semanas; para outras, porém, a espera por um coração pode levar meses.

'Muito tempo conosco'
Após a cirurgia, o peito de Joe não foi fechado por quatro dias, e os pais puderam ver seu novo coração funcionando. 'Ver o órgão, de tamanho normal, batendo em seu peito, foi incrível', disse Rachel.

A primeira noite após a alta do hospital foi celebrada com a refeição favorita de Joe: pizza.

'Estamos realmente felizes com o fato de ele estar tão bem, depois de passar tanto tempo conosco no hospital', disse o cardiologista pediátrico Alessandro Giardini.

'Somos eternamente gratos à família do doador', agregou Rachel. 'Não podemos imaginar (a dor) pela qual eles passaram, mas sua generosidade durante um momento tão horrível foi incrível.'
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Mulher vítima de paralisia infantil lança livro escrito com a boca

Mulher vítima de paralisia infantil lança livro escrito com a boca



São Paulo, 10 abr (EFE).- Uma paciente de 38 anos do Hospital das Clínicas de São Paulo, que teve paralisia infantil e perdeu os movimentos do pescoço para baixo, apresenta nesta terça-feira (10) sua autobiografia escrita com a boca.
Eliana Zagui vive há 36 anos na unidade de ortopedia do hospital desde que a poliomielite lhe causou graves paralisias que lhe impedem de movimentar-se e respirar sozinha.

Mesmo assim, a paciente estudou, aprendeu inglês, italiano e fez cursos de arte - tudo graças à boca que usa para escrever, pintar e digitar.

No hospital que virou seu lar, Eliana lança o livro "Pulmão de Aço - Uma vida no maior hospital do Brasil", da Belaletra Editora, memórias que escreveu usando uma caneta amarrada a uma espátula e mais adiante no computador.

O livro, de 240 páginas, cujo título saiu de uma máquina inventada em 1920 na qual colocavam as pessoas com insuficiência respiratória, narra as experiência da paciente no hospital e as poucas vezes que saiu dali.

 Eliana, nos anos 70, maquiada para a festa junina do hospital e hoje, aos 38 anos. (Fotos: Arquivo pessoal)

Entre 1955 e o final da década de 1970 quase seis mil crianças com pólio passaram pelo Hospital das Clínicas, sendo que sete sofriam a variação mais severa da doença.

"Nós nos apegávamos um ao outro, como numa grande família. Era a única maneira de suportar aquilo tudo", lembrou Eliana.

Entre todos eles, só sobreviveram a própria Eliana e Paulo Machado, de 43 anos, que divide o quarto com a amiga e cuja história também aparece no livro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou em 1988 a Iniciativa Mundial pela Erradicação da Pólio, um programa que reduziu a incidência desta doença em 99%.

Clique aqui para ver o vídeo "Pulmão de Aço - A vida no maior hospital do Brasil "

 
Capa do livro 'Pulmão de Aço'. (Foto: Belaletra Editora/ Divulgação)
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