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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Americana com esclerose múltipla dá à luz a própria neta

BBC
04/09/2015 08h51 - Atualizado em 04/09/2015 08h51

Americana com esclerose múltipla dá à luz a própria neta

Filha de Sherri Dickson tinha perdido o primeiro bebê, que nascera prematuro, e precisava de 'barriga de aluguel'.

da BBC
Sherri Dickson se ofereceu como "barriga de aluguel" à sua filha, Mandy Stephens. (Foto: BBC)Sherri Dickson se ofereceu como "barriga de aluguel" à sua filha, Mandy Stephens (Foto: BBC)
Uma mulher de 51 anos que sofre de esclerose múltipla deu à luz a sua própria neta nos Estados Unidos. Assista ao vídeo.
Sherri Dickson se ofereceu como "barriga de aluguel" à sua filha, Mandy Stephens.
Stephens já tinha perdido um menino, que nascera prematuro, fruto de sua primeira gravidez.
A filha disse que Sherri Dickson é uma "estrela do rock" por enfrentar o "difícil processo".
Americana com esclerose múltipla dá à luz a própria neta; sua filha tinha perdido o primeiro bebê, que nascera prematuro, e precisava de 'barriga de aluguel' (Foto: BBC)Americana com esclerose múltipla dá à luz a própria neta; sua filha tinha perdido o primeiro bebê, que nascera prematuro, e precisava de 'barriga de aluguel' (Foto: BBC)

















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White woman accidentally impregnated with black man’s sperm loses legal battle

White woman accidentally impregnated with black man’s sperm loses legal battle


   
A white woman who sued after she was accidentally impregnated with the sperm of an African American man will be forced to refile the lawsuit after an Illinois judge tossed out her claim against the sperm bank.
Jennifer Cramblett filed suit against Midwest Sperm Bank in 2014 because she was artificially inseminated with sperm from the wrong donor and gave birth to a mixed-race daughter.
The sperm bank apologized and refunded part of the cost to Cramblett and her partner Amanda Zinkon. But Cramblett’s suit alleged that the mistake caused her and her family stress, pain, suffering and medical expenses. And, the suit said, in Cramblett’s predominantly white community, she feared that her daughter, Payton, now 3, would grow up feeling like an “outcast.”
But DuPage County judge Ronald Sutter threw out the lawsuit Thursday, agreeing with attorneys for the sperm bank who argued that it lacked legal merit, according to the Chicago Tribune.
Attorneys for the sperm bank had argued that “wrongful birth” suits typically apply to cases where the child is born with a birth defect that doctors should have warned parents about; in this case, the child was healthy. Cramblett had also sought damages for a “breach of warranty.” The judge rejected both claims but said that Cramblett could refile the suit as a “negligence claim,” the Tribune reported.
At the heart of the lawsuit was Cramblett’s claim that she was unprepared to raise an African American child and that her community and her “unconsciously insensitive” family members might not be accepting of a child of a different race.
“Getting a young daughter’s hair cut is not particularly stressful for most mothers, but to Jennifer it is not a routine matter, because Payton has hair typical of an African American girl,” the lawsuit said. “To get a decent cut, Jennifer must travel to a black neighborhood, far from where she lives, where she is obviously different in appearance, and not overtly welcome.”
According to the suit, the couple chose sperm from donor No. 380, a white man; instead, they were given sperm from donor No. 330, a black man. They blame a paper records system that allegedly caused an employee to misread the numbers.
“Jennifer’s stress and anxiety intensify when she envisions Payton entering an all-white school,” the lawsuit says. “Ironically, Jennifer and Amanda moved to Uniontown from racially diverse Akron, because the schools were better and to be closer to family.”
“Jennifer is well aware of the child psychology research and literature correlating intolerance and racism with reduced academic and psychological well-being of bi-racial children.”
She sought at least $50,000 in damages.







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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Menina acende debate sobre uso medicinal da maconha no México

03/09/2015 18h31 - Atualizado em 03/09/2015 18h31

Menina acende debate sobre uso medicinal da maconha no México

Graciela é 1ª pessoa a poder receber remédio a base de maconha no país.
Garota de 8 anos sofre até 400 ataques epiléticos por dia.

Da France Presse
 Graciela Elizalde, de 8 anos, brinca em sua casa em Guadalupe, no México: menina foi a primeira pessoa autorizada a usar medicamento a base de maconha no país  (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)Graciela Elizalde, de 8 anos, brinca em sua casa em Guadalupe, no México: menina foi a primeira pessoa autorizada a usar medicamento a base de maconha no país (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)
Aos oito anos, Graciela fez história sobre a legalização da maconha no México ao se tornar a primeira pessoa a poder receber um medicamento à base da droga - sua última esperança para aliviar os mais de 400 ataques epilépticos que sofre diariamente.
A pequena deverá dobrar a grande oposição por parte das autoridades do México, país de onde são traficadas enormes quantidades de maconha para os Estados Unidos.
Grace, como é chamada pelos pais, nasceu com grandes olhos castanhos mas tem o olhar perdido. Após passar por um eletroencefalograma em decorrência de uma deficiência no seu sistema motor, foi diagnosticada com Síndrome de Lennox-Gastaut, variante da epilepsia muito difícil de tratar.
A pequena, que vive em Monterrey, no noroeste do país, começou então uma via crucis de cirurgias e 19 tratamentos anti-convulsivos. Todos ineficazes ante sua cada vez mais deteriorada condição.
Quando tinha um ano e meio, "Grace dizia 'mamãe' e tomava papinha, agora ela já não diz mais nenhuma palavra, toma mamadeira e engatinha (...) é como se ela fosse um bebê, mas com um 1,15 metros e 18 quilos", contou à AFP sua mãe, Mayela Benavides.
 Mayela Benavides dá comida para sua filha Graciela, que sofre de epilepsia  (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)Mayela Benavides dá comida para sua filha Graciela, que sofre de epilepsia (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)










Embora tenha passado por uma radiocirurgia cerebral e experimentado tratamentos alternativos como a equinoterapia, as crises epilépticas "aumentaram de maneira impressionante tanto em intensidade quanto em força e quantidade, chegando a 400 episódios, sem contar os que ela sofre enquanto dorme", explica Benavides.
Tudo parecia perdido até que surgiu o caso de Charlotte, uma menina que graças a um azeite de cannabis conseguiu aliviar sua epilepsia no estado norte-americano do Colorado, que legalizou o consumo de maconha para fins recreativos e medicinais.
Mas o governo do presidente Enrique Peña Nieto não esconde sua franca oposição à legalização de qualquer uso da erva.
Corrida de obstáculos 
O pai de Grace, Raúl Elizalde, percorreu 2 mil quilômetros para conseguir o precioso remédio no Colorado, mas não conseguiu comprar porque não era residente.
Os pais da menina pediram então uma permissão para conseguir o tratamento junto à Secretaria de Saúde do México, mas o Conselho de Saúde Geral, do governo, respondeu com um categórico "não".
Garota Graciela Elizalde (dir.) e sua irmã Valentina brincam em sua casa: Graciela passará a receber remédio a base de maconha  (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)Garota Graciela Elizalde (dir.) e sua irmã Valentina brincam em sua casa: Graciela passará a receber remédio a base de maconha (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)
A defesa da pequena entrou com um recurso e, em uma decisão histórica, um juiz federal o concedeu em 17 de agosto. A decisão outorga aos pais de Graciela a possibilidade de importar e portar o canabidiol, um dos componentes da maconha.
"Uma menina conseguiu tirar o primeiro ladrilho do muro que é a absurda proibição (do uso da maconha) no México", estimou Fernando Belaunzarán, ex-deputado de esquerda que iniciou uma fracassada iniciativa para legalizar o uso medicinal da planta.
'Divisor de águas'
Trata-se de um "divisor de águas" que abre uma brecha no México para as pessoas que sofrem de epilepsias graves e até câncer, esclerose múltipla e glaucoma, acrescentou.
Mas Grace ainda poderia sofrer um revés caso a procuradoria decida impugnar a resolução do juiz, informou Fabián Aguinaco, seu advogado.
Contatada pela AFP, a procuradoria se negou a informar se realizou ou realizará a impugnação, cujo prazo vence nesta sexta-feira.
Graciela faz fisioterapia em sua casa no México (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)Graciela faz fisioterapia em sua casa no México (Foto: AFP Photo/Carlos Ramirez)
"Demonizar uma planta é a coisa mais estúpida que existe no século XXI", opina Belaunzarán, contando que nesta quinta-feira um grupo de legisladores apresentará diante do Congresso uma iniciativa para que se reconheçam as propriedades médicas da maconha.
Viver com Lennox-Gastaut 
"Foi provado muitas e muitas vezes que a maconha tem capacidade" para reduzir as crises epilépticas provocadas pela Síndrome de Lennox-Gastaut, apontou o psiquiatra Gady Zabicky, que realizou a primeira recomendação ao juiz responsável pelo caso de Graciela.
A mãe de Graciela vive apenas para cuidar da filha. Veste suas roupas da cabeça aos pés, troca suas fraldas, luta para dar a ela todos os remédios, anda com ela em sua cadeira de rodas cor-de-rosa, a acompanha durante a crise.
"É a minha companheira de vida...e é muito doloroso vê-la sofrer", conta Benavides, ao explicar que as raras ocasiões em que Grace sorri são um anúncio inequívoco de um novo ataque.
Nos ataques mais graves, "ela fica rígida, mexe os olhos de um lado para o outro e parece que sua respiração está comprometida", conta a engenheira de 34 anos.
Mas entre cada crise sobra tempo para o amor e a alegria. Valentina, a irmã menor, sempre está pendurada em Grace, que aplaude quando vai entrar na piscina, passear de carrinho de mão ou tomar suco.


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Sperm donor children want answers, says Australian doco

August22

A new Australian documentary has given voice to a small group of donor conceived Australians now trying to find their fathers.
Sperm Donors Anonymous is a cautionary tale about the effects of anonymous sperm donation on donor-conceived children, their families and on the donors. It is based around a number of real-life cases of both donor-conceived children and sperm donors, looking to connect with their kin.
In an op-ed in the Guardian, documentary producer Lisa Horler wrote: “In making our film…we are hoping to reach the thousands of men who donated sperm anonymously and say: please watch these stories of children conceived with anonymous sperm.” Horler encourages anonymous donors to take steps to attempt to contact their donor children.
Ross Hunter, a Melbourne man, discovered he was donor conceived at age 33. Hunter has created a new website, RUDC? (Are You Donor Conceived?), encouraging children to ask their parents this question.
New laws in Victoria mandate that donor information be available to donor conceived children, regardless of whether the donor consents. The new Victorian law stands in contrast to South Australia, where legislation does not explicitly recognize the right of donor conceived children to know the identity of their donor.  
















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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Portadores de deficiência mostram histórias de superação e provam autonomia


Portadores de deficiência mostram histórias de superação e provam autonomia


25/08/2015 14:21 | Atualizado em 25/08/2015 14:41


Portadores de deficiência mostram histórias de... por jornaldaalterosa











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Juiz autoriza conversão de união homoafetiva em casamento

Juiz autoriza conversão de união homoafetiva em casamento

A Vara da Direção do Foro da Comarca de Lajeado (RS) deferiu, na última quinta-feira (20), pedido de conversão de união estável em casamento formulado por um par homossexual. A sentença favorável leva em conta “o farto material apresentado e reforçado por testemunhas, provando a relação e a ausência de obstáculos”.
Os dois homens vivem juntos há algum tempo e, desde 2011, têm firmada a união estável, assim como pacto antenupcial com regime de comunhão universal de bens. O pedido foi apreciado pelo juiz Luís Antônio de Abreu Johnson a partir de encaminhamento feito pelo Cartório de Registro Civil local.
Para além do pedido - autorizado sem maiores considerações acerca do mérito - o magistrado se ateve, na decisão, a explicar que o procedimento seria dispensável, podendo ser efetuado em cartório. E apontou como inconstitucional o art. 1726 do Código Civil, que o estabelece que o pedido de ser submetido ao juiz de Direito.
O magistrado lembrou que a Resolução nº 175 do Conselho Nacional de Justiça de maio de 2013, veda “às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo”. O juiz salienta o seu entendimento: “por autoridade competente, leia-se, o oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais”.
A citada Resolução nº 175 do CNJ é consequência das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) referentes à ADI nº 4277 e à ADPF nº 132, consideradas marcos no combate à discriminação e ao preconceito no tocante às uniões homoafetivas.
Portanto, na prática – segundo a sentença – “o pedido de conversão de união estável homoafetiva em casamento que chegue regularmente ao cartório não necessita ser encaminhado à homologação judicial - mesmo que a Lei dos Registros Públicos, o Código Civil e a Consolidação Normativa Notarial e Registral, amparem a medida”.
No fecho da sentença vem referido que “a necessidade de processo judicial é fator complicador, não se justificando a exigência, mesmo para agregar efeito retroativo ao casamento”.



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​Justiça autoriza casal gay a registrar gêmeos que ainda nascerão

DUPLA PATERNIDADE

​Justiça autoriza casal gay a registrar gêmeos que ainda nascerão


Um brasileiro e um norte-americano que mantêm relação homoafetiva e moram na Califórnia (EUA) conquistaram na Justiça daqui o direito de registrar como filhos um menino e uma menina. As crianças são gêmeas e estão com o nascimento previsto para o dia 10 de outubro, em Santos (SP).
Para a concepção das crianças, desde 2011, foram realizadas cinco tentativas de fertilização in vitro utilizando espermatozoides do americano e óvulos da irmã do brasileiro. Juridicamente, a mãe biológica será apenas tia das crianças.
Apesar de os homens serem os autores do pedido com a anuência da irmã do brasileiro, que apenas quis colaborar com a realização do sonho do casal de ter filhos, a Justiça não os considera os beneficiários da decisão.
“O direito aqui não é propriamente dos genitores, mas encarado sob outra perspectiva, do próprio feto, o direito a nascer tendo os pais que lhe desejaram. É o que a doutrina chama de primazia do melhor interesse do menor’”, diz Frederico dos Santos Messias, juiz da 4ª Vara Cível de Santos.
Messias concedeu tutela antecipada requerida pelas advogadas Leila Nader e Rosângela Novaes para determinar que, na Declaração de Nascido Vivo (DNV), constem os nomes do brasileiro e do seu parceiro americano como pais dos gêmeos. O documento será a base para a certidão de nascimento das crianças. Além disso, o casal poderá acompanhar o parto dos filhos.
Especialistas em Direito homoafetivo, as advogadas enaltecem a sensibilidade do magistrado ao tratar do tema, acrescentando que a decisão é inédita no Estado de São Paulo por envolver crianças nascidas de reprodução assistida e dupla paternidade.
Presidente da Comissão Estadual da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Rosângela destaca que “os avanços precisam ser divulgados, para que a população LGBTI conheça os seus direitos e lute por eles”.
Messias afirma que “orientação sexual não tem relação com o exercício do pátrio poder” e que existe “plena equiparação entre a união estável e o casamento homoafetivo”, devendo ser iguais os direitos em ambos os tipos de relacionamento.
“A Constituição não confere meio direito, ou a aplicamos por inteiro ou a rasgamos, abdicando do Estado Democrático de Direito”, frisa. O juiz também cita que o Conselho Federal de Medicina autoriza o “útero emprestado”, quando o ato é voluntário.
Debate jurídico a parte, para antecipar a tutela pleiteada, Messias sintetiza a sua fundamentação recorrendo a uma máxima conhecida por qualquer leigo: “Genitor é quem cuida, dá amor e carinho”.
Atualmente, o brasileiro, que se naturalizou norte-americano, e o seu companheiro estão nos Estados Unidos. Em breve, eles viajam ao Brasil para acompanhar o nascimento dos filhos. A grávida que emprestou o útero reside em Guarujá (SP).









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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Por dignidade da gestante, juiz autoriza aborto de feto sem os dois rins

MORTE PROVÁVEL

Por dignidade da gestante, juiz autoriza aborto de feto sem os dois rins


28 de agosto de 2015, 10h00

Quando se constata que a morte de um feto é inevitável, impor à gestante a manutenção de gravidez “fadada ao insucesso” afronta claramente a sua dignidade. Assim entendeu o juiz Edison Ponte Burlamaqui, da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, ao autorizar que uma mulher interrompa a gravidez porque o feto não tem nenhum dos rins (doença denominada agenesia renal bilateral).
De acordo com o laudo médico anexado aos autos, esses órgãos são essenciais para o desenvolvimento dentro do útero, porque produzem o líquido amniótico, que serve como proteção mecânica ao feto, e estimulam a formação dos pulmões e do sistema gastrointestinal. Assim, esse quadro é incompatível com a vida em 100% das gestações, conforme o documento.
O juiz concluiu que “o abortamento aqui discutido é figura atípica por falta de lesão ao bem jurídico vida, (...) porquanto a sobrevivência extrauterina é absolutamente inviável”. Burlamaqui aplicou por analogia a tese definida pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar a interrupção de gravidez nos casos de feto anencefálico (sem formação do cérebro).
Além disso, considerou necessário preservar a dignidade da gestante. “O sofrimento de saber, a cada dia, que se carrega uma vida inviável é algo imensurável, ainda mais por tratar-se de sua prole. Não está aqui a se dizer que a realização do aborto não será algo traumatizante. Entretanto, a sua rápida realização diminuirá o sofrimento físico e psicológico da mulher, além de adiantar o período de aceitação e recuperação da mesma”, afirma a decisão. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
Clique aqui para ler a decisão.
Processo 0356331-96.2015.8.19.0001













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Rede social 'aprende' personalidade de usuário para continuar postando após sua morte

Rede social 'aprende' personalidade de usuário para continuar postando após sua morte

  • 25 agosto 2015



Robô em evento em Tóquio (Foto: Kazuhiro Nogi/AFP/Getty Images)Image copyrightAFP
Image captionSite promete usar inteligência artificial para alimentar perfil de usuário em rede social após sua morte

Um novo site promete proporcionar aos usuários a "imortalidade digital" usando uma espécie de robô para analisar suas postagens.
A ideia da página, chamada Eter9, é que esse robô passe a postar na internet por você após sua morte.
Se sua atividade nas redes sociais consiste em falar sobre a cantora americana Taylor Swift e reclamar de empresas de transporte, isso significa que você pode passar a eternidade postando sobre esses assuntos.
Também poderá "sorrir" para postagens – algo similar ao botão curtir – para sempre.
A rede social tem uma página principal, que funciona como o feed de notícias do Facebook, e um "córtex", que atua de forma parecida à de seu perfil na rede social de Mark Zuckerberg.
Há ainda robôs chamados "Niners", que mantêm seus níveis de engajamento na rede interagindo com seu "espelho virtual" – sem a necessidade de acionar um humano sequer.
Além disso, você pode conhecer seu "espelho virtual" antes de morrer: o usuário controla o nível de atividade de seu robô enquanto vivo, dando a ele a chance de postar na rede enquanto seu "original" está offline.


Image copyrightOther
Image captionIdeia é que site continue a alimentar perfil com assuntos favoritos do usuário (ou melhor, ex-usuário)

Desenvolvido pelo português Henrique Jorge, o site já tem mais de cinco mil pessoas inscritas, embora ainda funcione em uma versão beta.
Jorge disse à BBC Newsbeat que, diante da entrada de novos usuários todos os dias, já planeja deixar o sistema mais potente.
"Estamos tentando criar um sistema-robô que aprenderia mais rápido com outras redes, como o Facebook. No momento, a capacidade do Eter9 é bem pequena."

Novidade?

A ideia de criar um perfil de rede social que capta seu comportamento e continua a postar por você após a morte não é totalmente nova.
A questão é que muitos sites que prometem vida eterna enfrentam, eles mesmos, problemas de mortalidade.
Uma página chamada Virtual Eternity (Eternidade Virtual), criada em 2010, permitia treinar seu "espelho virtual" com testes de personalidade e fazer uploads de voz e de fotos para que ele tivesse sobre o que falar. Mas acabou fechado dois anos depois – apenas 10 mil pessoas haviam se inscrito.
Não pense, porém, que a ideia de usar a inteligência artificial nas redes sociais está longe da realidade.


Marck Zuckerberg (Foto: AFP)Image copyrightAFP
Image captionInteligência artificial é objeto estudos no Facebook, rede social de Mark Zuckerberg

O Facebook tem três laboratórios de inteligência artificial e, em junho passado, Mark Zuckerberg revelou que essas divisões têm a meta de criar sistemas "que são melhores que os humanos em relação aos nossos sentidos primários: ver, escutar etc.".
A rede social já usa um software de reconhecimento facial que, segundo diz, acerta em 83% das vezes. E também anunciou ter um programa capaz de gerar imagens que humanos pensam ser reais em 40% dos momentos. Assustador, não?

Ideia fixa

Enquanto isso, o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos EUA está tentando criar um software que proporcionaria aos usuários um outro tipo de imortalidade.
Chamado eterni.me, ele se descreve da seguinte forma: "coleto seus pensamentos, histórias e memórias, organizo tudo isso e crio um avatar inteligente que se parece com você".
Atualmente em fase de testes privados, esse programa já tem muito mais inscritos do que o esperado: 29 mil pessoas.
E rede social após a morte é um assunto que continua a nos preocupar, já que o Facebook agora permite ao usuário apontar um "herdeiro", ou seja, alguém que poderá administrar seu perfil após sua morte. Antes, a rede social apenas congelava a conta.







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Casais com síndrome de Down falam da intimidade no dia a dia

Edição do dia 30/08/2015
30/08/2015 22h35 - Atualizado em 31/08/2015 08h58

Casais com síndrome de Down falam da intimidade no dia a dia

Sexualidade na síndrome de Down ainda é um assunto que preocupa e assusta os pais.

Nas últimas semanas, o doutor Drauzio Varella e o Breno Viola vêm trazendo um novo olhar sobre a síndrome de Down. Chegou a hora de falar de um assunto ainda considerado tabu para muitas famílias: desejo e sexualidade. Pessoas com síndrome de Down também querem namorar, casar e sonham até em ter filhos. Qual é a diferença?
Uma mulher apaixonada que não deixa o marido ficar com fome no trabalho. Quinta-feira sagrada: aqui ninguém perde a noite de sair com os amigos. E neste domingo (30), o Breno vai falar de seus planos para o futuro.
Breno foi até a Praia Grande, no litoral de São Paulo, para uma missão que muito lhe interessa: descobrir com a Ilka e o Arthur Grassi como é a vida de casado. Já vai fazer três anos que Ilka e Arthur trocaram alianças em uma igreja em São Paulo.
A Ilka e o Arthur têm entre quatro paredes a intimidade de qualquer casal. Mas a sexualidade na síndrome de Down ainda é um assunto que preocupa e assusta os pais. É preciso abertura e muita atenção porque fingir que o desejo sexual não existe pode transformar o que é da natureza humana num problema.
“Às vezes a família acaba esquecendo da idade cronológica ne e acaba tratando o filho, principalmente na fase da adolescência, ainda como criança. Ela tem uma sexualidade como outra pessoa qualquer, mas parece que fica aflorada porque ela não tem as condições de exercitar”, destaca a psicóloga Cátia Macedo.
“Isso vai sendo contido, contido e quando vem, vem que vem”, diz Maria Antônia Goulart, do Movimento Down.
Drauzio Varella: Na adolescência quando começam os bombardeios de hormônios sexuais, como você orienta os pais?
Dr Zan Mustacchi: Eu digo para eles que eles têm que orientar da forma mais normal possível, para que não haja punição vinculada com isso. Eles tem que dizer aos filhos que eles também fazem isso, mas que eles fazem isso no quarto, por isso que ele nunca viu.
Em Campinas, no interior de São Paulo, toda quinta é assim: Andrea e seus amigos escolhem um bar e se encontram para conversar, paquerar e namorar.  Um terapeuta sempre acompanha o grupo nessas saídas.
Drauzio Varella: Catia, ao contrário do que muitos pensam a sexualidade se impõe, você não decide se você vai ser homossexual ou heterossexual, isso simplesmente é o desenvolvimento humano.
Psicóloga: Jovens com síndrome de Down podem ser heteros, homossexuais. A grande questão é que como isso não é trabalhado, então a gente não percebe.
Quando eles encontram o amor, não existe felicidade maior. É como se cada um virasse protagonista de seu próprio filme romântico.
Samanta mora em São Paulo, Breno no Rio. Já são quase três anos de namoro. Mas para ser feliz de verdade com a Samanta, o Breno precisou antes conquistar os pais dela.
“Ela vinha com acompanhante, antes a gente não podia dormir junto, aí tinha uma pessoa segurando vela”, conta Breno.
Denise então levou a filha para a ginecologista para encontrar o método anticoncepcional mais adequado. E a partir daí você imagina o que aconteceu. Esse é um assunto delicado para os pais dos jovens com síndrome de Down.
É muito raro encontrar pessoas com síndrome de Down que tenham tido filhos. Entre as mulheres com Down, 50% apresentam dificuldades para engravidar. Já entre os homens, o problema é mais grave, 80% deles têm baixa produção ou má qualidade dos espermatozoides.
Drauzio Varella: Quando você tem um casal onde os dois tem síndrome de Down, qual é o risco de nascer uma criança com Down também?
Dr. Zan Mustacchi: 80%de chances. Mas hoje eu digo para os pais desses indivíduos, com síndrome de Down, ele poderá lhe dar netos sem síndrome de Down, com certeza. Por que? Porque hoje nós dominamos a técnica de fertilização pré-concepcional -in vitro. Eu analiso embrião por embrião e coloco na barriga da mãe e vai ser filho dos dois.
Drauzio Varella: E quando esses casais com Down têm filhos, quem cuida das crianças?
Dr. Zan: Habitualmente, são os avós.
Drauzio Varella: E quem cria esse menino?
Dr. Zan: Habitualmente, são os avós. Aliás, muitos avós criam os filhos, dos filhos que não tem síndrome de Down.
Breno sabe que o futuro exige responsabilidade e pés no chão.  E isso nos leva ao assunto do próximo episódio: trabalho. Domingo que vem, vamos falar de capacitação profissional e do futuro. Você vai conhecer pessoas com síndrome de Down que moram sozinhas. Qual é a diferença?


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