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quarta-feira, 7 de março de 2012

Pernambuco registra primeiro bebê in vitro filho de casal gay

02/03/2012 13h29 - Atualizado em 02/03/2012 15h18

Pernambuco registra primeiro bebê in vitro filho de casal gay

Maria Tereza já completou um mês e tem o nome dos dois pais na certidão.
Mailton e Wilson Albuquerque mantêm um relacionamento há 15 anos.

Vitor Tavares Do G1 PE

 

Quando Maria Tereza veio ao mundo, no último dia 29 de janeiro, assim como quase todos os recém-nascidos, chorava muito, descontroladamente. As lágrimas da mais nova pernambucana só pararam de descer quando ela chegou aos braços de seus dois pais, Mailton Alves Albuquerque, de 35 anos, e Wilson Alves Albuquerque, de 40. Fruto de uma relação de 15 anos, a pequena foi o primeiro bebê brasileiro registrado pela Justiça filho de um casal homoafetivo masculino e concebido através de fertilização in vitro.

A decisão de Mailton e Wilson de terem um herdeiro aconteceu há dez anos, quando estabeleceram uma união estável. Na época, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estava em vigor desde 1992, decidia que os usuários da técnica de fertilização deveriam ser mulheres em união estável ou casadas. Em 2010, Mailton fez um intercâmbio no Canadá, onde conheceu outro casal gay que já tinha três filhos, concebidos através da técnica. Bastante interessado pela ideia, em janeiro de 2011 ele teve a notícia que esperava há muito tempo: o CFM mudara a resolução, decidindo que todas as pessoas capazes poderiam utilizar a técnica.

Segundo o juiz Clicério Bezerra, que possibilitou que a certidão de Maria Tereza tivesse o nome dos dois pais, esse caso é inédito e abre as portas para outros casais. “Eu tenho conhecimento, pela internet, que houve um caso de duas mulheres, fruto de um processo judicial. Nesse caso, é inédito porque são dois homens e foi feito administrativamente, diretamente no cartório, não necessitou de um processo judicial”, contou Bezerra.

Para Mailton, a decisão não aconteceu de uma hora para a outra. “Não foi algo de momento. Isso é fruto de uma relação que vem amadurecendo há 15 anos, com muito companheirismo. A gente está mostrando que a família pode ser muito mais do que um casal hetero. Que pode haver pai e pai e mãe e mãe também. Conquistamos o respeito através de tudo que construímos juntos”, falou.

No mesmo mês em que a resolução permitiu a fertilização, os dois procuraram uma clínica no Recife e começaram a fazer os exames. Todas as mulheres da família, entre irmãs e primas de Mailton e Wilson, se prontificaram a ajudá-los. Depois dos testes, ficou decidido que uma prima de Mailton iria emprestar o útero para gerar a filha do casal. A família aprovou a iniciativa. “Hoje, Maria Tereza tem avó, avô, tias tios, todo mundo babando por ela. Nunca passamos por preconceito dentro de casa”, contou Mailton.

Os dois doaram espermatozóides para serem utilizados em óvulos de um banco de doadoras. Dessa primeira vez, foi utilizado um óvulo fecundado por Mailton. Os dois já pretendem, em breve, providenciar o segundo filho. “Próximo ano, nós já vamos ter um garotinho, que vai ser o irmãozinho dela”, falou Wilson, que, desta vez, deve doar o material genético. Juntos, querem repetir a emoção do nascimento de Maria Tereza mais uma vez, descrita pelo pai emocionado: “Foi indescritível, não tem como explicar. Quando ela parou de chorar foi como se dissesse: ‘papais, agora estou segura’”, falou Mailton.

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terça-feira, 6 de março de 2012

Mulher mudou de gênero três vezes até descobrir que era intersexual

 
02/03/2012 16h48 - Atualizado em 02/03/2012 16h48

Mulher mudou de gênero três vezes até descobrir que era intersexual

Adeleh Deane foi criado como um menino durante a infância.
Aos 28 anos, descobriu que tinha características dos dois sexos.

Do G1, em São Paulo
 
Uma intersexual britânica trocou de gênero três vezes até descobrir sua real condição. Foi só aos 28 anos de idade que Adeleh Deane descobriu, com a ajuda de especialistas, que tinha características físicas dos dois sexos. As informações são do jornal “Daily Mail”.
Antes disso, Adeleh pensava que era transexual – pessoa de um sexo que se identifica com o gênero oposto. Nascida na década de 1970, Adeleh foi criada como um menino, mas se sentia uma menina desde os três anos.
Adeleh Deane descobriu que era intersexual aos 28 anos (Foto: Reprodução/Daily Mail) 
Adeleh Deane descobriu que era intersexual aos 28 anos (Foto: Reprodução/Daily Mail)
“Era bem óbvio que eu era uma menina, só que em um embrulho de menino. Costumavam me chamar de gay o tempo todo e eu sofri muito bullying”, lembra.
Na adolescência, depois de consultas em uma clínica especializada, ela passou a viver como uma mulher, mas sem passar por nenhuma cirurgia. Anos depois, já maior de idade, voltou a viver como um homem.
Depois de descobrir que tinha características dos dois sexos, aos 28 anos, Adeleh decidiu fazer uma cirurgia para se tornar uma mulher de vez. Foi para a Tailândia e se submeteu a várias operações até ter o corpo que queria. Em uma delas, chegou a ter complicações, mas conseguiu se tratar assim que voltou para o Reino Unido.

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Garota com doença degenerativa rara vai perder a fala e parar de andar, mas seus pais preferem que ela não saiba sobre o problema

Garota com doença degenerativa rara vai perder a fala e parar de andar, mas seus pais preferem que ela não saiba sobre o problema



A inglesa Evie Read, de apenas 5 anos, sofre de Ataxia Telangietasia. Sem cura, o problema devastador acaba com a fala, os movimentos e a maioria dos portadores não sobrevive além dos 18 anos

Crescer

  
Quando você vê a pequena Evie Read, 5 anos, brincando com seus amigos da escola nem imagina que ela sofre de uma doença rara. A única diferença é que a menina se desequilibra frequentemente. A perna bamba é apenas um dos sintomas de uma condição rara e devastadora que vai acabar com as habilidades físicas da criança ao longo do tempo, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail.

Conhecida como Ataxia Telangiectasia (A-T), essa é uma doença degenerativa rara, cujos sintomas aparecem na primeira infância. Afeta diferentes partes do corpo, em particular o sistema nervoso e o sistema imunológico (responsável pela defesa do organismo). Como consequência pode causar fibrose cística e paralisia cerebral. No Reino Unido, onde vive Evie, cerca de 20 crianças são diagnosticadas com o problema a cada ano. A maioria delas usa cadeira de rodas até os 10 anos e poucos sobrevivem após os 18 anos. A principal causa da morte é pneumonia causada por infecções respiratórias.

Assim que Evie completou 2 anos, seus pais, os ingleses Toby e Emily, começaram a desconfiar que a filha poderia ter algum problema. “Nossa filha ainda não andava e não conseguia sequer se equilibrar. Achamos que aquilo não era normal e decidimos procurar um médico”, disse Toby ao jornal. Mas o pediatra afirmou que Evie sofria de hipermobilidade nas articulações e sugeriu fisioterapia para conseguir executar os movimentos.

Os pais resolveram buscar uma nova ajuda quando os professores de Evie avisaram que as habilidades finas da menina não estavam se desenvolvendo como as de seus colegas. “Nos reunimos com uma neurologista dois dias depois e ela nos disse que os sintomas, que incluíam pequenas veias vermelhas nos olhos, indicavam a Ataxia Telangiectasia.

O problema é hereditário, o que significa que a maioria das crianças nasce com o gene, mas apenas 1 a cada 100 mil desenvolve a doença. Os outros dois filhos do casal Wilf, 3 anos e Albie, 9 meses, são portadores, mas apenas Evie desenvolveu a doença.

A aflição da espera pelo resultado durou cinco semanas após a realização do exame. “Foi uma sensação estranha. Ficamos aliviados ao saber que os nossos filhos menores eram apenas portadores, mas arrasados ao saber que Evie desenvolveu a doença”, diz Toby.

Diante de tamanha tragédia, os pais decidiram não contar nada à menina. Ela apenas sabe que tem algo diferente por conta da falta de equilíbrio nas pernas. “Nós estamos nos preparando para dizer a Evie quando ela tiver idade suficiente para nos fazer perguntas. Enquanto isso, queremos protegê-la o máximo possível desse sofrimento”, diz Toby.

Em julho, os pais vão levar a filha para assistir aos Jogos Paraolímpicos. O objetivo é que ela comece a se acostumar com a ideia de usar uma cadeira de rodas. “Queremos mostrar que ser deficiente físico não é o fim do mundo”, completa o pai.

Agora Toby e Emily estão decididos a arrecadar dinheiro para financiar pesquisas sobre a condição devastadora da filha. Ainda existe esperança que a cura da doença seja encontrada a tempo de salvar Evie. Para isso, seu pai vai correr uma maratona de triatlon nos Alpes em setembro com outras 20 pessoas. Ele pretende completar 220 quilômetros. “Vamos empurrar nosso corpo ao extremo para que Evie também seja capaz de fazer isso no futuro”, diz Toby. Nós também estamos torcendo!

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sábado, 3 de março de 2012

Filho é disputado por ex-casal de lésbicas


Filho é disputado por ex-casal de lésbicas


26/02/2012
Para juíza, doadora de óvulo não é parente
Filho está com a mãe que gestou o bebê; processo já dura três anos
Ex-casal de lésbicas, que viveu junto por seis anos, passou a se desentender no começo da gravidez
Um ex-casal de lésbicas de São Paulo disputa na Justiça a guarda de um menino gerado com os óvulos de uma e gestado no útero da outra.
As enfermeiras Gisele *, 46, e Amanda *, 42, viveram juntas durante seis anos. No terceiro ano de casamento, decidiram ter um bebê por meio da fertilização in vitro.
Gisele cedeu os óvulos, que foram fecundados com espermatozoides de um doador anônimo e, depois, transferidos para o útero de Amanda.
Na primeira tentativa, o tratamento não deu certo. Na segunda, Amanda engravidou de um menino.
"Ouvir o coraçãozinho dele foi muito emocionante. Desde aquele momento, ele é a pessoa mais importante da minha vida", diz Gisele, com os olhos marejados.
Durante a gravidez, o casal começou a se desentender. Gisele queria que seu nome também figurasse no registro de nascimento do filho. Amanda rejeitou a ideia.
"Ela alegava que ele sofreria discriminação", diz Gisele, que integra a equipe de resgate do Corpo de Bombeiros de São Paulo.
Em 2008, o casal se separou e Amanda ficou com a guarda do garoto. "Cedi a todas exigências dela. Deixei carro, deixei apartamento. Saí com a roupa do corpo."
Segundo Gisele, a ex-companheira tornou-se evangélica e passou a negar a homossexualidade. "Ela escondia meu filho de mim. Sentia prazer em ver meu desespero."
Gisele entrou com uma ação pedindo o reconhecimento de maternidade, mas o juiz a julgou improcedente.
Ao assumir o caso, a advogada Patrícia Panisa mudou de estratégia. "Naquele momento, os direitos dos casais homoafetivos ainda não estavam tão definidos e não adiantava insistir no reconhecimento da maternidade."
Patrícia optou por entrar com uma ação pedindo a guarda compartilhada da criança e visitas regulares.
As visitas foram autorizadas, mas o pedido de guarda ainda não foi julgado.
GUARDA
Em dezembro, a relação do ex-casal azedou ainda mais.
"Eu iria passar o Natal e metade das férias com meu filho. Mas, novamente, ela escondeu ele e só consegui encontrá-lo com um mandado de busca e apreensão."
A advogada de Gisele entrou então com um pedido de reversão de guarda (o que não invalida o pedido da ação principal ainda não julgada).
"A juíza negou, alegando que não tenho parentesco com ele. Fiquei indignada. Ele tem os meus genes, é a minha cara", diz Gisele. Sua advogada recorreu da decisão.
Gisele afirma que reúne provas de que Amanda negligencia nos cuidados do filho. "É comum ela deixá-lo trancado em casa sozinho. Já dei um celular com crédito para ele me ligar quando isso acontecer, mas ela fica com o aparelho. Eu me desespero pensando: e se ele passa mal? E se a casa pega fogo?"
No apartamento onde Gisele vive, tudo lembra o garoto. A cama em formato de carro de corrida, a parede com marcas dos seus pés e mãos, as fotos desde bebê, os desenhos desde os primeiros rabiscos. Até três gatos foram adotados, conta ela, por insistência do menino.
A Folha tentou falar com Amanda anteontem, mas, segundo seu advogado, ela não foi encontrada.
 * Nomes fictícios; o caso corre em segredo de Justiça
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Proposta do novo Código Penal amplia casos em que aborto é legal

Proposta do novo Código Penal amplia casos em que aborto é legal

 

Publicado em 28/02/2012 às 09:32Fonte: Associação do Ministério Público de Goiás

Há 72 anos considerado crime no Brasil, o aborto ganha um tratamento menos rigoroso na proposta do novo Código Penal formulada por uma comissão de juristas criada no Senado. Para o professor René Ariel Dotti, integrante da comissão, a flexibilização da legislação é um caminho para descriminalizar totalmente o aborto, o que já acontece em outros países. 
Na última sexta-feira (24/02), o tema polêmico predominou a audiência pública no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) que discutiu os crimes contra a vida previstos nos artigos 121 a 128 do atual código, que também tratam de homicídio, suicídio e infanticídio. Na ocasião, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e presidente da comissão Gilson Dipp explicou que "o anteprojeto visa atualizar o Código Penal de acordo com a Constituição de 1988, com os Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário".
A legislação atual (2.848/40) autoriza o aborto apenas em caso de gravidez resultado de estupro ou quando há risco de morte para a mãe. "A nova proposta amplia as hipóteses, incluindo a gravidez decorrente de violência contra a dignidade sexual", afirmou Dotti. Ou seja, quando a gestação vier de qualquer tipo de violação sexual, como a violência doméstica, o aborto não seria crime. 
O anteprojeto cita outras situações em que o aborto pode ser legalizado. De acordo com o documento, a mulher poderia abortar quando a técnica de reprodução assistida for empregada sem o seu consentimento ou quando o feto padecer de anomalias incuráveis que inviabilizem a vida independente. A permissão do aborto em caso de anencefalia também é prevista na proposta. Inclusive, a situação específica deve ser julgada neste ano no STF (Superior Tribunal Federal).
Outro caso sugerido pelos juristas é o aborto por vontade da própria mulher até a 12ª semana da gestação, desde que o médico constate que ela não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade. O advogado criminalista Luiz Flávio Gomes que também compõe a comissão reforça que o pedido terá que ser fundamentado e o estado psicológico atestado. "Este período [12 semanas] iguala a legislação brasileira às demais, onde se é permitido o aborto precoce", argumentou.
O grupo formado por 16 Juristas deve concluir a proposta de reforma do Código Penal no prazo de seis meses. A apresentação do anteprojeto do novo Código Penal ao presidente do Senado, José Sarney, está prevista para o dia 25 de maio. Depois de passar por votação nas comissões no Senado e no plenário, vai para a Câmara, onde também passa por comissões e plenário. Se for aprovado sem emendas, segue direto para sanção presidencial. Caso contrário, volta para o Senado.
A próxima reunião para discussão do novo Código Penal será realizada no dia 8 de março, em Brasília, em conjunto com a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Há 72 anos considerado crime no Brasil, o aborto ganha um tratamento menos rigoroso na proposta do novo Código Penal formulada por uma comissão de juristas criada no Senado. Para o professor René Ariel Dotti, integrante da comissão, a flexibilização da legislação é um caminho para descriminalizar totalmente o aborto, o que já acontece em outros países. 
Na última sexta-feira (24/02), o tema polêmico predominou a audiência pública no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) que discutiu os crimes contra a vida previstos nos artigos 121 a 128 do atual código, que também tratam de homicídio, suicídio e infanticídio. Na ocasião, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e presidente da comissão Gilson Dipp explicou que "o anteprojeto visa atualizar o Código Penal de acordo com a Constituição de 1988, com os Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário".
A legislação atual (2.848/40) autoriza o aborto apenas em caso de gravidez resultado de estupro ou quando há risco de morte para a mãe. "A nova proposta amplia as hipóteses, incluindo a gravidez decorrente de violência contra a dignidade sexual", afirmou Dotti. Ou seja, quando a gestação vier de qualquer tipo de violação sexual, como a violência doméstica, o aborto não seria crime. 
O anteprojeto cita outras situações em que o aborto pode ser legalizado. De acordo com o documento, a mulher poderia abortar quando a técnica de reprodução assistida for empregada sem o seu consentimento ou quando o feto padecer de anomalias incuráveis que inviabilizem a vida independente. A permissão do aborto em caso de anencefalia também é prevista na proposta. Inclusive, a situação específica deve ser julgada neste ano no STF (Superior Tribunal Federal).
Outro caso sugerido pelos juristas é o aborto por vontade da própria mulher até a 12ª semana da gestação, desde que o médico constate que ela não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade. O advogado criminalista Luiz Flávio Gomes que também compõe a comissão reforça que o pedido terá que ser fundamentado e o estado psicológico atestado. "Este período [12 semanas] iguala a legislação brasileira às demais, onde se é permitido o aborto precoce", argumentou.
O grupo formado por 16 Juristas deve concluir a proposta de reforma do Código Penal no prazo de seis meses. A apresentação do anteprojeto do novo Código Penal ao presidente do Senado, José Sarney, está prevista para o dia 25 de maio. Depois de passar por votação nas comissões no Senado e no plenário, vai para a Câmara, onde também passa por comissões e plenário. Se for aprovado sem emendas, segue direto para sanção presidencial. Caso contrário, volta para o Senado.
A próxima reunião para discussão do novo Código Penal será realizada no dia 8 de março, em Brasília, em conjunto com a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Fonte: Ultima Instância
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Estudante de 21 anos é o primeiro com Síndrome de Down a passar no vestibular da Universidade Federal de Goiás

23/02/2012 - 15h46 / Atualizada 23/02/2012 - 16h14

Estudante de 21 anos é o primeiro com Síndrome de Down a passar no vestibular da Universidade Federal de Goiás

Lourdes Souza
Do UOL, em Goiânia

  • Kalil sempre frequentou escola com turmas regulares e se interessou desde cedo por mapas Kalil sempre frequentou escola com turmas regulares e se interessou desde cedo por mapas












    •  Kallil Assis Tavares, 21, é o primeiro estudante com Síndrome de Down a ingressar na UFG (Universidade Federal de Goiás). Ele foi aprovado para o curso de geografia, no campus de Jataí, cidade a 325 quilômetros de Goiânia. O curso tinha concorrência de 1,2 candidatos por vagas.
      A escolha do curso e a decisão de prestar o vestibular partiram de Tavares, que foi aprovado em seu primeiro processo seletivo. A mãe do estudante, Eunice Tavares, conta que o filho não teve avaliação diferenciada e concorreu "de igual para igual" com os demais candidatos.
      Por ter uma baixa visão, ele teve uma prova com letras maiores e uma pessoa que leu as questões.  Ela conta que, desde a adolescência, o filho despertou um interesse maior pelos mapas.
      O jovem iniciará a vida acadêmica na segunda-feira, 27. Em entrevista ao UOL, Eunice diz que a família está tranquila em relação à nova etapa da vida de Tavares. Segundo ela, não há nada "especial" planejado para os primeiros dias de aula.
      Eunice conta que a vida escolar do filho, que frequentava uma escola de ensino regular, foi tranquila: "Ele sempre se preocupou com seus deveres. É algo novo, mas vamos esperar os acontecimentos. E quando forem aparecendo as questões, as soluções virão aos poucos".


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      À beira da morte, americano pede para mulher antecipar parto e conhece filha

       
      13/02/2012 15h41 - Atualizado em 13/02/2012 21h46

      À beira da morte, americano pede para mulher antecipar parto e conhece filha

      Complicações após câncer deixaram Mark Aulger com '5 ou 6 dias' de vida.
      Após pedido, mulher concordou em fazer cesárea duas semanas antes.


      A americana Diane Aulger estava a duas semanas da data prevista para dar à luz quando ela e o marido decidiram que não podiam mais esperar e optaram por uma cesariana no mês passado. Devido a uma complicação após um tratamento de câncer, Mark Aulger tinha apenas alguns dias de vida, e queria ver a filha antes de falecer.
      A filhinha, Savannah, nasceu no dia 18 de janeiro em Dallas, no estado do Texas, e foi logo dada aos braços do pai. "Ele chorou e simplesmente parecia muito triste", conta Diane, após a história ganhar a atenção da mídia local nos últimos dias.
      Com as camas colocadas lado a lado para o parto, Mark pôde segurar a filha logo após o nascimento (Foto: AP/cortesia de Diane Aulger) 
      Com as camas colocadas lado a lado para o parto, Mark pôde segurar a filha logo após o nascimento (Foto: AP/cortesia de Diane Aulger)

      Mark morreu cinco dias depois. Em abril do ano passado, ele teve diagnosticado um câncer no cólon e passou por uma cirurgia seguida de seis meses de quimioterapia. Sem sinais de reincidência do câncer, o tratamento parecia ter sido um sucesso.
      No entanto, em novembro, o homem começou a ter problemas para respirar. Em 3 de janeiro, teve que ser levado à emergência, e o casal descobriu então que a quimioterapia fez com que ele desenvolvesse fibrose pulmonar, que causa espessamento das paredes do pulmão.
      "A princípio, pensamos que ele voltaria para casa em alguns dias com um tanque de oxigênio", afirma Diane, que vive em The Colony, a cerca de 40 km de Dallas.
      Dias depois, entretanto, veio a notícia. Em 16 de janeiro, o médico informou que a condição de Mark era fatal e que ele tinha apenas cinco ou seis dias de vida.
      "Ele disse: 'Eu gostaria de ver o bebê'", lembrou a mulher de 31 anos em entrevista no domingo (12).

      Mark Aulger pôde conhecer a filha antes de falecer, após o parto de cesariana (Foto: AP/cortesia de Diane Aulger)Mark Aulger pôde conhecer a filha antes de falecer, após o parto de cesariana (Foto: AP/cortesia de Diane Aulger)
      A previsão do parto era 29 de janeiro, e o plano era de que fosse natural. Mas ela aceitou imediatamente quando o médico sugeriu a cesárea. A cirurgia foi marcada para dali a dois dias.
      O hospital organizou uma estrutura especial para o parto. "Nossas camas estavam lado a lado", diz Diane. Segundo ela, Mark segurou Savannah por 45 minutos logo após o nascimento. Nos dias seguintes, no entanto, sua condição piorou e ele só conseguiu sustentar a filha mais uma ou duas vezes por cerca de 1 minuto.
      Após entrar em coma no dia 21 de janeiro, ele foi a óbito dois dias depois.
      Além de Savannah, o casal já tinha outros dois filhos, de 7 e 10 anos. Diane tem ainda outros dois filhos mais velhos, de 13 e 15 anos. A família segue mantendo a memória de Mark.
      "Estamos vivendo um dia por vez, como se ele ainda estivesse aqui. Sabemos que o papai está aqui conosco. Eles (as crianças) falam com o papai. Mark era um pai muito, muito engraçado", diz Diane.
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      Pílula do dia seguinte em máquina automática causa polêmica nos EUA

      08/02/2012 10h32 - Atualizado em 08/02/2012 11h15

      Pílula do dia seguinte em máquina automática causa polêmica nos EUA

      Medicamento à venda em pátio de faculdade irritou grupos religiosos.
      Pela lei, maiores de 17 anos podem comprar a pílula sem receita.

      Do G1, com infomações da AP
      A mesma máquina que vende pílulas do dia seguinte também oferece camisinhas e testes de gravidez (Foto: AP Photo/Shippensburg University) 
      A mesma máquina que vende pílulas do dia seguinte também oferece camisinhas e testes de gravidez (Foto: AP Photo/Shippensburg University)

      A venda de pílulas do dia seguinte em uma máquina automática virou motivo de polêmica nos Estados Unidos. O medicamento está disponível por U$ 25 (cerca de R$ 43) no pátio de um centro de saúde na Universidade de Shippensburg, no estado da Pensilvânia.
      A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo alternativo para os casos em que o casal deixa de usar a camisinha ou ela falha. Deve ser usada como um plano B, já que reduz em 89% a chance de gravidez – e funciona melhor se tomada nas primeiras 24 horas.
      Grupos religiosos que consideram o uso dessa pílula uma forma de aborto protestaram contra sua venda no pátio da faculdade. A Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês), órgão do governo que regula a venda de remédios, afirmou que vai a Shippensburg apurar o caso.
      Pela lei americana, a pílula pode ser vendida sem receita para qualquer pessoa com 17 anos ou mais. Segundo a reitoria, todos que têm acesso ao prédio – e esse acesso é controlado – estão nessa faixa etária. Para o Departamento de Estado da Pensilvânia, o uso da máquina por um menor de 16 “poderia ser potencialmente uma violação” da lei.

      A máquina passou a vender pílulas do dia seguinte depois que um levantamento entre os alunos mostrou que 85% apoiavam a ideia. “É uma maneira que os estudantes têm de conseguir o suporte de que precisam”, afirmou o estudante Matthew Kanzler, lembrando que Pittsburgh e Filadélfia, principais cidades do estado.
      Alexandra Stern, professora de história da medicina na Universidade de Michigan, se preocupa com a facilidade de acesso aos remédios. “É parte da tendência geral que as drogas se tornem disponíveis para consumidores sem a participação de farmacêuticos ou médicos. Essa tendência tem armadilhas perigosas”, alertou a especialista.


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      segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

      14/02/2012 08h45 - Atualizado em 14/02/2012 09h09 Fotos mostram amor entre idosos lutando contra o Alzheimer

      14/02/2012 08h45 - Atualizado em 14/02/2012 09h09

      Fotos mostram amor entre idosos lutando contra o Alzheimer


      Fotógrafo argentino Alejandro Kirchuk registra durante três anos o cotidiano dos seus avós maternos, na batalha contra o Alzheimer diagnosticado na avó.

      Da BBC

      O fotógrafo argentino Alejandro Kirchuk, de 24 anos, registrou durante três anos o cotidiano dos seus avós maternos, após descobrir que a avó travava uma batalha contra o Alzheimer.
      A série de fotos revela as mudanças no comportamento da avó, Mónica, e o amor do marido, Marcos, que após o diagnóstico da doença, em 2007, deixou tudo para acompanhá-la até a morte, no ano passado.
      'Os protagonistas (desta série) são meus avós. Mas principalmente ele e seu amor por ela', disse Kirchuk à BBC Brasil.
      'Para mim, a atitude dele foi um descobrimento especial e que mostrei nas fotos'.
      A obra foi chamada de La noche que me quieras e ganhou o primeiro lugar do concurso World Press Photo 2011 na categoria 'Vida cotidiana'. Segundo o fotógrafo, o título é uma referência ao verso que a avó cantava mesmo quando a doença já estava em estágio avançado, do tango El día que me quieras, famoso na voz de Carlos Gardel.
      'Isso confirma que os dois viviam uma história de amor', afirmou Kirchuk.
      Mónica morreu aos 87 anos de idade, e Marcos, que é médico aposentado, tem 89 anos. Ambos ficaram casados durante 65 anos.
      Fotos mostram amor entre idosos lutando contra o Alzheimer (Foto: Alejandro Kirchuk)Fotos mostram amor entre idosos lutando contra o Alzheimer (Foto: Alejandro Kirchuk)
      Fotos mostram amor entre idosos lutando contra o Alzheimer (Foto: Alejandro Kirchuk)Fotos mostram amor entre idosos lutando contra o Alzheimer (Foto: Alejandro Kirchuk)
      Registro detalhado
      Kirchuk contou que tirou centenas de fotos do casal. A seleção que enviou ao concurso mostra desde os primeiros momentos da avó com os sinais da doença degenerativa até a etapa terminal.

      Quando ele iniciou o trabalho, Mónica sofria de Alzheimer havia dois anos mas levava uma vida quase normal. Porém, recordou o fotógrafo, com falhas na memória.
      'Às vezes, ela me reconhecia e às vezes, não. Com o tempo, já não me reconhecia mais. Mas à sua maneira reconhecia meu avô que a acompanhou em cada detalhe do cotidiano.'
      O fotógrafo diz que a imagem 'mais forte' de sua avó é um retrato tirado bastante de perto, quando ela já estava abatida, no ano passado. A foto da avó com olhos que parecem marejados foi tirada dois ou três meses antes de sua morte.
      'Era como ela olhava o mundo. Um olhar triste que marcou seu último ano de vida', disse.
      Homenagem ao avô
      O desfecho da obra é uma imagem de Marcos sozinho olhando o jardim da casa onde morou com Mónica. O fotógrafo registrou e acompanhou Marcos em todos os momentos, inclusive levando flores para a avó no cemitério onde Mónica foi sepultada.

      'Esta série é uma homenagem a ele. Ele ficou com ela até o último minuto.'
      Quando perguntado sobre o que o avô achou do projeto, Kirchuk respondeu que, 'no início, ele achou estranho'.
      'Mas depois soube entender a importância do registro deste amor. E de se poder mostrar ao mundo que este trabalho pode estimular que idosos sejam apoiados em casa e que não sejam enviados para um asilo', afirmou.
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      Células-tronco cardíacas do próprio paciente reparam dano no coração

      14/02/2012 08h00 - Atualizado em 14/02/2012 08h00

      Células-tronco cardíacas do próprio paciente reparam dano no coração


      Técnica recupera tecidos mortos em infarto.
      Cirurgia é menos invasiva e reduz cicatriz no coração do paciente.


      Do G1, em São Paulo


      O uso de células-tronco tiradas dos próprios pacientes está se concretizando como uma forma de tratamento para vítimas de infarto. Resultados positivos do uso da técnica em pacientes foram publicados nesta segunda-feira (13) por um estudo da revista médica “The Lancet”.

      Nessa pesquisa, foram usadas células cardíacas obtidas a partir do próprio coração do paciente. Cada um recebeu entre 12 milhões e 25 milhões dessas células em uma cirurgia minimamente invasiva.Nos últimos anos, os cientistas têm criado novas formas de obter tecido cardíaco a partir de células-tronco, tendo em vista a recuperação de pacientes infartados.
      O estudo acompanhou 25 pacientes em recuperação de infarto, com idade média de 53 anos, no Instituto do Coração Cedars-Sinai, em Los Angeles, e no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, ambos nos EUA. Desses, 17 receberam a terapia com células-tronco e os outros oito foram tratados da forma tradicional.
      A principal vantagem em relação à terapia tradicional foi a redução do tamanho da cicatriz no coração – em 50%. Percentualmente, os pacientes que usaram as células-tronco tiveram mais complicações, mas os médicos disseram que em apenas um dos casos o problema estava possivelmente relacionado ao tratamento.
      “Essa descoberta contesta a sabedoria comum de que, uma vez estabelecida, a cicatriz cardíaca é permanente e que, uma vez perdido, o músculo cardíaco não pode ser refeito”, afirmou o estudo liderado por Eduardo Marbán, Instituto do Coração Cedars-Sinai.

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