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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Enganando a morte



Enganando a morte

POR CAMILA APPEL

Capa da revista “The Economist” dessa semana traz a frase: “Cheating death” (enganando a morte). O artigo se refere a descobertas científicas que podem desacelerar o envelhecimento. Nas décadas passadas, a expectativa média de vida da população aumentou devido a melhorias na alimentação, saúde pública, medicação e habitação. Agora, essa expectativa continuará crescendo devido ao uso de determinados remédios antienvelhecimento. Alguns, inclusive, já existem.
Em breve, não será apenas a expectativa média de vida que irá aumentar, mas sim a expectativa máxima. Poderemos viver mais. Partes do corpo já desgastadas serão substituídas por novas partes desenvolvidas a partir da célula da própria pessoa.Técnicas de edição de genes também serão possíveis, já que é sabido que algumas características de certos genes podem nos fazer viver mais.
O artigo toca num ponto importante: do ponto de vista do indivíduo, viver mais é muito bom. Mas do ponto de vista da sociedade, pode trazer desafios e não ser tão bom assim, ao exacerbar problemas econômicos e sociais já existentes.
Como, por exemplo, na área da saúde pública. Se viver mais é caro, como definir quem terá acesso ao tratamento antienvelhecimento primeiro? Como serão mais acessíveis aos mais ricos, aumentará anda mais a desigualdade social de democracias que já sofrem com essa realidade?
O artigo coloca outras questões a serem pensadas: os trabalhadores mais velhos sofrerão discriminação como ocorre hoje em dia? Os chefes vão continuar suas carreiras por mais tempo ou vão cansar ou decidirão fazer algo completamente diferente? Os velhos vão manter uma atitude mental e física jovial ou a sociedade vai ficar mais conservadora (porque os velhos tendem a ser mais conservadores)?
Há a possibilidade da vida tornar-se cheia de novos recomeços, ao invés de ser apenas uma única história. Esse ponto é meu predileto e aí o aumento da longevidade me anima. Gosto da expectativa de recomeçar várias vezes ao longo de uma vida, testar diversas profissões, estudar várias áreas do conhecimento, nos especializarmos em diferentes assuntos nas várias fases.
No lado econômico, a política de aposentadoria precisaria ser reformulada. E a família? Haveria uma tendência ainda maior de termos mais de um “grande parceiro” na vida. Os filmes poderiam começar a refletir a busca de algumas almas gêmeas ao invés de uma.
O artigo em questão cogita um futuro no qual as famílias se assemelhariam a labirintos. Com a ajuda da tecnologia, poderíamos reproduzir por muito mais tempo e, assim, termos filhos com diversos parceiros.
E toca num ponto muito falado aqui blog : focar em qualidade de vida e não apenas em quantidade, para não correr o perigo de acabar igual ao tadinho do Títono – aquele que pediu vida eterna aos deuses mas esqueceu de pedir também a eterna juventude.
Se órgãos forem realmente substituídos por novos órgãos desenvolvidos do zero a partir de nossas células, ou mesmo impressos em tecnologia 3D, eu acho que a mente será um desafio sem soluções no horizonte.  Como substituir o cérebro? Um remédio poderia tornar nossos neurônios atletas olímpicos? Mas e nossa capacidade de armazenar memórias?
Outro artigo dessa mesma edição da revista,  menciona tratamentos com restrição de caloria. Em animais, experimentos com esse tipo de restrição diminuiu o risco de câncer e doença do coração, por desacelerar a degeneração dos nervos.
Esse tratamento ainda não foi clinicamente comprovado em humanos, mas sugere que o envelhecimento não é apenas um acúmulo de defeitos, e sim um fenômeno por si só, que está sob o controle de genes e do ambiente. Dessa forma, poderia ser manipulado, seja por mudanças no ambiente (como a dieta de restrição de calorias) ou acessando os caminhos metabólicos dos genes via remédios.
Esse tipo de manipulação (focando no envelhecimento como um processo) poderia aumentar a quantidade e qualidade de vida de forma que os remédios focados em doenças específicas não conseguiriam.
Hoje em dia, as agências reguladoras não permitem drogas antienvelhecimento. Me incomoda a abordagem de ver o envelhecimento como uma doença a ser curada. Me parece uma visão distorcida e cheia de preconceitos, mas é justamente o ponto do artigo da “The Economist”: “Se os reguladores mudarem seu posicionamento, o interesse seria imenso. Uma condição que afeta a todos é o maior mercado potencial que se possa imaginar”. Há indícios de que essa proibição deva ser modificada em breve e drogas anti-idade sejam aprovadas.
O interesse mercadológico tem crescido com descobertas sobre biologia celular, funcionamento de genes e análise de dados de sequências do genoma humano, demonstrando como o envelhecimento ocorre e como pode ser restringido.
Pesquisa no Human Longetivity Inc, por exemplo, descobriu que algumas variações genéticas são ausentes em pessoas mais velhas. O que implica que sua presença pode gerar expectativas de vida mais curtas.
Um tratamento de regeneração que vem sendo estudado é o rejuvenimento de animais com o uso do sangue de animais mais novos – há pesquisas com infusões do plasma de sangues mais novos para tratar Alzheimer (ainda sem resultados conclusivos).
O artigo coloca o limite máximo que poderíamos viver, com o uso de tratamentos e drogas, em 120 anos, “porque parece ser mais ou menos o limite superior natural de uma expectativa de vida humana”.
Um artigo da revista “Time” não concordaria com esse número, pois já publicou uma capa com uma bebê e a manchete: “Esse bebê poderia viver até os 142 anos” (leia post sobre essa edição nesse link).
No velhice da geração que está nascendo agora, teremos sim limites “mas ninguém pode adivinhar quais serão esses limites”, conclui o autor.
Sobre esse assunto, recebi uma carta do leitor Fabio Storino. Reproduzo uma parte aqui: “Penso muito sobre essa questão do “viver para sempre”, que me vem à cabeça quando converso com meu filho Tom (3 anos e 8 meses) sobre a morte. E sempre chego à conclusão de que isso seria péssimo para a humanidade. Além da questão de sustentabilidade econômica e ambiental, tem outra que me pega muito: hábitos e práticas demorariam muito mais para mudar. Muita coisa avança na sociedade “um funeral de cada vez”, com a chegada de novas gerações, novas ideias, novos paradigmas. Olhando para uma foto instantânea da nossa sociedade é muito fácil ver como as múltiplas gerações que convivem hoje carregam, cada uma, alguns valores e hábitos muito próprios. Às vezes a sociedade como um todo muda, mas, muitas outras vezes, velhos hábitos vão sendo enterrados junto com as pessoas e novas mentalidades dependem de novas mentes. Tenho meus momentos de “get off my lawn, you punks!”, mas também tenho um profundo otimismo quando vejo parte da velha turma “saindo” e a turma nova que está chegando! Acho esse ciclo fundamental para a sociedade”.


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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Swedish scientist begins gene-editing experiments on human embryos


A Swedish scientist has begun what are believed to be the first gene-editing experiments on healthy human embryos.
Developmental biologist Fredrick Lanner from the Karolinska Institute is using CRISPR-Cas9 gene-editing technology to identify the function of specific genes in the human genome, and to learn more about the causes of infertility and miscarriages.
Lanner, who also hopes to gain insight into the use of embryonic stem cells to fight disease, says that his experiments are both necessary and morally permissible; he intends to experiment on healthy embryos until they reach 14 days of development. “I think it's wise to be allowed to do fundamental research so we can gain more information about this technology and potentially use it in the future”.
Lanner told NPR that his research will not be used to study the potential for so-called “designer babies”. “I really, of course, stand against any sort of thoughts that one should use this to design designer babies or enhance for aesthetic purposes.”
Marcy Darnovsky, Executive Director of the Center for Genetics and Society, is concerned that embryonic gene-editing research will be a precursor to the production of genetically modified human beings.
"The production of genetically modified human embryos is actually quite dangerous…It's a step toward attempts to produce genetically modified human beings. This would be reason for grave concern."




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Leading bioethics editors attack conscientious objection




The debate over conscientious objection is continuing, with the editors of two major bioethics journals calling for strict limits on “objection at the bedside”.
In a paper released in Bioethics this week, Julian Savulescu, the editor of the Journal of Medical Ethics, and Udo Schuklenk, the co-editor of Bioethics, argue that doctors have “no right to refuse access to assistance in dying, contraception or abortion”. 
Savulescu and Schuklenk believe that disagreements about the provision of healthcare should be carried out in policy forums, and not in a clinical context.
“Individual values ought not to govern delivery of health care at the bedside. Doctors can campaign for policy or legal reform. They can also provide advice with reasons, based on their values. But they have no claim to special moral status that would permit them to deny patients medical care that these patients are entitled to.”
Savulescu and Schuklenk respond at length to a paper published by Christopher Cowley of University College Dublin defending conscientious objection in healthcare.
The authors extol the virtues of restrictions on conscientious objection in Scandinavian countries. A test case of new conscientious objection laws in Norway is currently underway, involving a Polish GP working in the country who refused to provide abortifacients to patients.




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Após regulamentação, cresce 771% o número de testamentos vitais lavrados no Brasil

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Após regulamentação, cresce 771% o número de testamentos vitais lavrados no Brasil

POR CAMILA APPEL
Testamento vital é uma nomenclatura emprestada do “living will” da língua inglesa, que se refere mais a um “desejo em vida” do que a um testamento em si. O “will” foi traduzido como testamento gerando uma leve confusão. Ele é uma ferramenta para manifestar vontades sobre tratos médicos no final da vida, no caso de estarmos inaptos a tomarmos decisões ou a nos comunicarmos perante uma doença fora de perspectivas de cura. Portanto, não tem a ver com sucessão patrimonial como os testamentos. Mas o nome pegou.
Além do registro de procedimentos médicos, é possível inserir informações relativas a enterro, velório, destino para as cinzas, etc – que também podem ser registradas em um outro documento, chamado codicilo. A menção da vontade pela doação de órgãos ainda é polêmica, já que, no Brasil, a lei de doação reconhece ser uma decisão da família e não do paciente.
O testamento vital faz parte das Diretivas Antecipadas de Vontade, assim como o mandato duradouro – a nomeação pelo paciente de um procurador para tomar decisões em seu nome, e pode ser feito por qualquer pessoa acima de 18 anos que não tenha sido interditada, apesar de só ter efeitos na eventualidade de uma doença terminal.
O documento pode expressar a opção por não ser reanimado, não ser submetido a certas cirurgias ou a tratamentos para prolongamento da vida de modo artificial, evitando certos procedimentos. Também pode servir justamente para garanti-los. A questão central é seguir a vontade expressada pelo paciente enquanto ele ainda estava em plena capacidade de juízo crítico e de comunicação.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil, o número de testamentos vitais lavrados no país cresceu em 771% após a Resolução 1995/2012 do Conselho Federal de Medicina (CFM) – que constata a obrigação dos médicos em aceitar o documento como legítimo e levar em consideração a vontade do paciente incapacitado de comunicar-se. É necessário respeitar as disposições do Código de Ética Médica, por isso o documento não pode prever eutanásia (considerada crime no Brasil).
Um ano antes da regulamentação, os cartórios de notas brasileiros haviam lavrado apenas 79 documentos. Em 2015, foram 668. Destaque para São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, os estados que mais realizaram esse tipo de documento.
“Qualquer pessoa plenamente capaz pode fazer seu testamento vital perante um tabelião de notas. Basta apresentar seus documentos pessoais e declarar que tipo de cláusulas deseja incluir. A escritura será apresentada posteriormente aos médicos pelos familiares ou por quem o declarante indicar caso futuramente ele seja acometido por uma doença grave ou fique impossibilitado de manifestar sua vontade em decorrência de algum acidente”, explica o presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, Andrey Guimarães Duarte.
O preço desse documento em São Paulo é de R$ 361,59 e pode variar de estado para estado.
O Colégio Notarial lista 10 motivos para se fazer um testamento vital e registrá-lo em cartório:
Dignidade
Permite que o paciente escolha previamente a que tipo de tratamento médico deseja ou não ser submetido, preservando o direito à vida e morte dignas.
Tranquilidade
Não antecipa a morte do paciente (eutanásia), apenas garante que ela ocorra de modo natural ou permite o seu retardamento, conforme a vontade do paciente.
Respeito
Feita por escritura pública gera tranquilidade ao paciente de que a sua vontade será respeitada quando ele não puder mais se manifestar.
Paz
Proporciona maior conforto e menos sofrimento para a família do paciente no momento de dor.
Segurança
A escritura pública oferece maior segurança para o médico cumprir integralmente os desejos do paciente, resguardando-o contra eventuais pressões de seus familiares.
Autonomia
Pode ser feita por qualquer pessoa, a qualquer tempo, desde que ela esteja lúcida e consiga expressar a sua vontade quanto ao destino de seu próprio corpo.
Lealdade
É possível nomear um procurador para ficar responsável por apresentar aos médicos e à família do paciente, os desejos e escolhas antecipadamente feitas por ele.
Revogabilidade
Pode ser alterada ou revogada a qualquer tempo, desde que o paciente esteja lúcido.
Perpetuidade
Fica eternamente arquivada em cartório, possibilitando a obtenção de segunda via (certidão) do ato a qualquer tempo.
Liberdade
É livre a escolha do tabelião de notas qualquer que seja o domicílio da parte.
Eu preciso ressaltar que a escritura pública não garante o cumprimento do documento, apesar de com certeza aumentar as chances dele ser seguido.
Luciana Dadalto, uma porta-voz do tema, já me disse que a resolução do Conselho de Medicina é insufiente, por apenas se referir às responsabilidades dos médicos e não levar em consideração outros profissionais de saúde como os enfermeiros. Também não garantiria uma validade legal ao documento. “Sempre vai cair no arbítrio do poder judiciário, por não haver uma legislação específica. Um juiz poderá falar que é válido e outro que não é”, ela diz.
É primordial a escolha de um médico que, desde já, se coloque como alguém que alimenta um canal de comunicação sobre a morte, seu posicionamento acerca da morte natural, da sedacão terminal, da internação na UTI, sem tabus, e seja reconhecido por respeitar as vontades expressas em um testamento vital.




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'Não me sinto diferente das outras crianças': Um ano após cirurgia, menino celebra mãos transplantadas

04/09/2016 12h42 - Atualizado em 04/09/2016 12h42

'Não me sinto diferente das outras crianças': Um ano após cirurgia, menino celebra mãos transplantadas

Zion Harvey foi a pessoa mais jovem a passar pela operação, em julho do ano passado, quando tinha 8 anos.

Da BBC

Zion Harvey fez o transplante das duas mãos há um ano  (Foto: Reprodução/ BBC)Zion Harvey fez o transplante das duas mãos há um ano (Foto: Reprodução/ BBC)













O pequeno Zion Harvey já consegue realizar um dos seus grandes desejos: jogar futebol americano. O garoto de 9 anos recebeu um transplante de duas mãos em julho de 2015 e agora, um ano depois, já consegue fazer qualquer atividade normalmente com os novos membros.
Na época, ele também precisou receber um dos rins da mãe, o que também contribuiu com a adaptação às novas mãos - o coquetel de remédios que precisou tomar fez com que seu organismo parasse de rejeitar tecidos estranhos.
"Eu não fui sempre assim. Quando eu tinha dois anos, tive que tirar minhas duas mãos porque estava doente", explica.
Zion teve de se adaptar à infância sem as mãos e aprendeu a comer e até a jogar videogame sem precisar de ajuda. Mas o menino optou pela cirurgia porque queria muito um dia poder segurar sua irmã menor - e também porque tinha vontade de jogar futebol americano. Nas pernas, ele usa próteses.
Foi assim que, aos 8 anos, ele se tornou a pessoa mais jovem a receber um transplante duplo de mãos. Cerca de 40 médicos participaram da operação no Hospital das Crianças na Filadélfia - o procedimento durou mais de 10 horas e foi considerado bem-sucedido.
Zion se diz feliz, porque agora consegue jogar a bola de futebol americano mais longe  (Foto: Reprodução/ BBC)Zion se diz feliz, porque agora consegue jogar a bola de futebol americano mais longe (Foto: Reprodução/ BBC)
Os cirurgiões garantiram, logo após a operação, que Zion teria agora "tudo para crescer como uma criança normal", e que as mãos acompanhariam seu crescimento.
Hoje, um ano depois da cirurgia, ele já consegue segurar a bola de futebol americano ao brincar com os amigos sem a menor dificuldade.
Os médicos ficaram surpresos com a evolução do menino um ano após o transplante e com sua independência para realizar tarefas.
"Me sinto muito feliz com minhas novas mãos e não me sinto diferente das outras crianças", afirma Zion. "Agora eu consigo lançar a bola de futebol mais longe do que quando não tinha as mãos."








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Lançamento do Livro "Bioética Ambiental"




O pesquisador do CEBID Prof. Dr. Bruno Torquato de Oliveira Naves lançou o livro Bioética Ambiental em coautoria com Émilien Vilas Boas Reis no dia 28 de outubro de 2016,  no auditório da Escola Superior Dom Helder Câmara.



















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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Euthanasia in Australia, 20 years on





Pro-euthanasia advocates are calling on Australian legislatures to legalise assisted dying, as the country marks 20th anniversary of the first death of a patient by legal euthanasia.
On the 22nd of September 1996 a 66-year-old Australian man was euthanised under a short lived law in the thinly-populated Northern Territory.
Bob Dent, a carpenter suffering from prostate cancer, ended his life with a lethal injection administered by euthanasia advocate, Dr Philip Nitschke.
The euthanasia law in the Northern Territory was quashed by the Federal Government in 1997 after Dr Nitschke had helped four people to die.
Euthanasia advocates are now calling on States to change the law, saying that evidence from various countries proves that euthanasia is safe.
“We now have 10 countries around the world where assistance to die is legal and their collective populations are over 100 million”, euthanasia supporter Marshall Perron told The Australian this week. As Chief Minister of the Northern Territory Perron drove the campaign to legalise assisted dying.
Until last year the cause of legalised euthanasia was identified with the antics of Dr Nitschke. He has a number of elderly supporters and an organisation, Exit International, which finances his activities in Australia and overseas. But he alienated other euthanasia campaigners and made the cause sound both ridiculous and dangerous. He runs suicide workshops, has skirted the law in helping people to die and has taken up a new career as a stand-up comedian joking about death.  
Mr Perron told The Australian that Dr Nitschke had been a “double-edged sword” in the euthanasia cause. “Philip’s position today scares the politicians to the point where they, as I understand, say: ‘if you are pushing Philip’s position I don’t want to talk to you’.”
Now that Andrew Denton, an experienced TV and radio journalist, has launched his own campaign, euthanasia has become more respectable. He argues that no Australian should die in “lingering and untreatable pain”. “Australians overwhelmingly support a compassionate law, with strong safeguards, that will help those most in need at the end of their life”. He has created sophisticated media campaign with a website, speaking engagements and podcasts.
South Australia is currently debating euthanasia legislation, and it is likely that a euthanasia bill will be introduced into the Victorian parliament within a year.






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Conheça o casal transgênero em que o pai deu à luz um menino

26/09/2016 07h47 - Atualizado em 26/09/2016 07h48

Conheça o casal transgênero em que o pai deu à luz um menino

Diane Rodríguez nasceu homem e Fernando Machado, mulher, e nenhum deles fez cirurgia de mudança de sexo.

Olivia CrellinDa BBC

Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido, lembra Fernando (Foto: Divulgação)'Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido', lembra Fernando (Foto: Divulgação)














Diane Rodríguez e Fernando Machado são um dos casais transgêneros mais famosos da América Latina. E recentemente tiveram seu primeiro filho no Equador.
"Ainda não escolhemos o nome. Talvez já tenhamos, na verdade, mas ainda estamos esperando para anunciá-lo", diz Diane com os olhos fitados no celular enquanto tecla com suas unhas perfeitamente bem feitas.
Ela e seu parceiro querem esperar que as coisas se acalmem um pouco.
Enquanto isso, o filho do casal chega à 18ª semana. Nascido no último dia 20 de maio, ele é chamado carinhosamente de Caraote - "caracol".
Para muitos, Diane e Fernando são o símbolo de uma crescente tolerância sobre a diversidade sexual na região.
Paternidade
O casal se conheceu pelo Facebook.
Diane nasceu homem e Fernando, mulher  (Foto: Divulgação)Diane nasceu homem e Fernando, mulher (Foto: Divulgação)










Diane, nascida Luis, buscava alguém com quem pudesse construir uma família. Queria que sua alma gêmea também apoiasse sua carreira como ativista.
Passou horas passeando por perfis nas redes sociais até que conheceu Fernando, outro transgênero.
Fernando, que nasceu Maria na Venezuela, sorri quando se lembra de como o romance começou: "Depois de alguns dias batendo papo com ela, peguei um ônibus e fui para o Equador".
"Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido", conta.
A gravidez só foi possível porque nem Diana nem Fernando decidiram se submeter à cirurgia de mudança de sexo. Por isso, não precisaram de ajuda médica para conceber o bebê.
Mas para um pai ou mãe transgênero que deseja colocar um filho no mundo, o Equador está longe de ser o paraíso da aceitação.
Diane e Fernando não fizeram cirurgia de mudança de sexo  (Foto: Divulgação)Diane e Fernando não fizeram cirurgia de mudança de sexo (Foto: Divulgação)
Episódios de violência contra minorias sexuais, como os transgêneros, são ainda comuns.
Diane, por exemplo, já foi sequestrada inúmeras vezes.
As sedes de sua ONG, a Silueta X, são monitoradas por câmeras 24 horas por dia com o objetivo de garantir condições mínimas de segurança.
Mãe e ativista
Ativistas como Diane acreditam que sua grande visibilidade ajuda a conscientizar o público.
Por exemplo, durante a gravidez, o casal publicou no Facebook um vídeo que mostrava como um médico aconselhava Fernando a não se esquecer de que era uma mulher.
O vídeo viralizou e o hospital foi obrigado a pedir desculpas.
Diane Rodríguez nasceu homem e c, mulher, e nenhum deles fez cirurgia de mudança de sexo (Foto: Divulgação)Diane Rodríguez nasceu homem, e Fernando Machado, mulher, e nenhum deles fez cirurgia de mudança de sexo (Foto: Divulgação)
Ser publicamente reconhecido como um transexual não é um problema para Diane. No entanto, viveu momentos dos quais prefere esquecer. A prostituição e o distanciamento da família são parte de sua história.
Agora, Diane alimenta positivamente seu status de ativista. Frequentemente, publica fotos suas junto com Fernando atraindo milhares de "curtidas".
Mas, para uma parcela da comunidade LGBT no Equador, não se trata apenas de uma vontade nobre.
Segundo eles, Diane tem planos de ingressar na política e estaria usando a plataforma do movimento para alcançar seus objetivos.
Sua relação com o presidente do país, Rafael Correa, dizem, seria próxima demais.
Correa, que é católico, já fez comentários homofóbicos e transfóbicos publicamente.
Diane também foi alvo de críticas por suas tentativas de reconciliar a Igreja Católica com os grupos LGBT. Para alguns integrantes do movimento, isso não é possível.
Por outro lado, é vista como um exemplo a ser seguido por muitos: mesmo sendo transexual, ela se recusou a fazer a operação de mudança de sexo, assumiu seu papel de mãe e começou a construir uma família.
para muitos, eles se tornaram símbolo de crescente tolerância à diversidade sexual na América Latina (Foto: Divulgação)Para muitos, eles se tornaram símbolo de crescente tolerância à diversidade sexual na América Latina (Foto: Divulgação)
Em 2013, Diane foi a primeira transgênero que se candidatou a uma vaga no Congresso equatoriano.
Apesar de não ter sido eleita, atualmente vislumbra o Senado em 2017.

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Everything you wanted to know about genetic engineering in one chirpy video


This chirpy video about genetic engineering explains the complex present and speculative future quite well although it probably takes too optimistic a view of how the new technology will be used. Elliot Hosman, of the Center for Genetics and Society, grumbles that it: 
... adopts an exceedingly narrow vision of democratic progress and governance. “The only thing we know for sure,” it asserts, “is that things will change irreversibly.” By this logic, technology’s impending arranged marriage to biology is inevitable, and we might as well sit back and watch the Silicon Valley “cradle of innovation” unburden us from our human imperfections—one human birthing experiment at a time.
However, it has been extremely popular. Released in August by the German company Kurgesagt (“In a Nutshell”), it has clocked up 3.2 million views. 
With the great public interest in CRISPR, the CGS recently produced a resource page on human germline editing. It's quite useful. 


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Women freeze eggs for stable families, not successful careers


A new study of egg freezing in the UK suggests that most women are motivated by an anxiety to find the right partner to raise their children.
The study, conducted by sociologist Kylie Baldwin from De Montfort University in Leicester, showed that out of the 31 heterosexual UK women surveyed not one had frozen their eggs for career reasons. Instead, the participants said they were waiting to find a spouse who would be committed to raising a family.
"Many of the women I interviewed wanted to become mothers soon or had felt the desire to have a child for several years prior to freezing their eggs", Ms. Baldwin said. "However what had prevented them from becoming a mother was the lack of the right partner who they thought would be a good father".
The women in the survey were aged between 32 and 44.
The number of women freezing their eggs in the UK has steadily increased over the past 15 years. In 2001, 29 women underwent the procedure – a figure that rose to 816 in 2014. The average age of women to freeze eggs is 38, which later than health professionals recommend.



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