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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Justiça determina que grávida faça cesariana contra vontade no RS

02/04/2014 11h12 - Atualizado em 02/04/2014 15h12

Justiça determina que grávida faça cesariana contra vontade no RS

Medida foi expedida após exame apontar que mãe e bebê corriam risco.Doula afirma que gestante queria realizar parto natural e era acompanhada.

Luiza Carneiro e Rafaella Fraga
Do G1 RS

Mãe e bebê passam bem após cesariana forçada em Torres, litoral do RS (Foto: Arquivo Pessoal)Mãe e bebê passam bem após cesariana forçada em Torres, Litoral Norte do RS (Foto: Arquivo Pessoal)












A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que uma mulher de 29 anos grávida de 42 semanas fosse submetida a uma cesariana em um hospital de Torres, no Litoral Norte do estado, mesmo contra a sua vontade. A medida coercitiva foi expedida na noite de segunda-feira (31), após orientação de uma médica do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. Adelir Carmen Lemos de Goés acabou tendo a filha na terça-feira (1). As duas passam bem.
Stephany Hendz, a doula que seria assistente no parto, afirmou que os exames não apontavam risco e a mulher se negou a ficar no hospital. "A gente não tinha equipe para realizar um parto domiciliar, mas a gestante tinha o desejo de que fosse parto natural em uma instituição hospitalar. Um parto induzido assim se torna perigoso, porque força o útero da mulher. E uma terceira cesárea é muito arriscada", afirmou ao G1. Adelir já é mãe de um menino de 7 anos e de uma menina de 2 anos. Além das três gestações, ela já havia tido um aborto espontâneo.
Emerson com a filha que nasceu de cesariana após confusão com hospital em Torres, RS (Foto: Arquivo Pessoal)
Emerson e a filha que nasceu de cesariana após
confusão com hospital em Torres (Foto: Arquivo
Pessoal)
No entanto, conforme a Justiça, segundo uma avaliação médica a gestante não poderia ser submetida a um parto normal, porque a criança estaria de pé no útero, e o bebê e a mãe estariam em risco.
"Foi verificado que o bebê estava em pé no útero, sendo necessária uma cesariana, por indicação médica. A mãe quis deixar o hospital para fazer o parto em casa e assinou um termo de responsabilidade", explicou a juíza que expediu a decisão, Liniane Mog da Silva.
Acompanhada da doula, a gestante assinou um termo de responsabilidade onde alegava a  vontade de não ficar internada. “Eles nos humilharam dizendo que ela estava correndo risco. Mas pressão dela estava ótima, e o bebê estava bem. Nos negaram uma segunda opinião”, acrescentou Stephany Hendz ao dizer que a mãe queria realizar uma ecografia em outra instituição. "Eles usaram esse termo alegando que íamos fazer um parto domiciliar, mas não era isso que queríamos", sustentou.
O marido de Adelir, Emerson Lovari, conta que a mulher teve problemas no segundo parto, e que o casal foi alarmado pela própria entidade. "A gente estava optando pelo parto natural. Ela estava com nove centímetros de dilatação, estava conseguindo", lamentou o homem, que mora no bairro Campo Bonito, zona rural da cidade.
De acordo com nota oficial do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, a gestante apresentava dores lombares e na região do ventre. Após a realização de exames clínicos, a médica responsável constatou a necessidade de cesariana imediata para preservar a vida da paciente e do bebê. "Contrariando o diagnóstico e exigindo a realização de parto normal, a paciente assinou um termo de responsabilidade e voltou para sua residência, onde iria esperar o início de seu trabalho de parto, conforme informou à equipe plantonista", explica o texto.
Doula reclama decisão da Justiça do RS sobre caso de cesária contra vontade de gestante (Foto: Reprodução/Facebook)
Doula reclama da decisão da Justiça do RS sobre
caso de cesária contra vontade de gestante (Foto:
Reprodução/Facebook)
Ainda conforme o hospital, o Ministério Público foi informado sobre o caso com o objetivo de preservar "a saúde e integridade da mãe e do bebê". O órgão, então, ajuízou medida de proteção com pedido de antecipação da tutela requerendo a condução da paciente ao hospital.
"Como o caso envolvia o interesse de menor, pois havia risco de vida não só para a mãe, mas também para o bebê, o hospital comunicou o Ministério Público, que ingressou com a medida de proteção. A medida foi concedida e o cumprimento pela oficial de justiça foi tranquilo, sendo que a Brigada Militar apenas acompanhou para garantir a segurança", completou a juíza Liniane.
“Antecipo a tutela para determinar, primeiro, o encaminhamento coercitivo ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, a fim de que a gestante receba o atendimento médico adequado para o resguardo da vida e integridade física do nascituro, inclusive com a realização do parto por cesariana, se essa for a recomendação médica no momento do atendimento”, diz o texto da decisão judicial.
Conforme Adelir, eles acharam a decisão precipitada. "Vieram duas viaturas da Brigada Militar e uma ambulância nos buscar em casa. Ficamos nervosos. Por pouco não fui algemado", falou, alegando agressão verbal por parte da polícia.
A paciente deu entrada novamente no hospital às 2h40 de terça-feira (1), conduzida pelo oficial de justiça. Ela já estava em trabalho de parto. O nascimento do bebê, uma menina, se deu às 3h10. Segundo a nota do hospital, o procedimento cirúrgico foi realizado com sucesso e sem intercorrências, e mãe e a criança passam bem.
"Vou processar o hospital e a médica com certeza. Imagina, tu estás em casa com crianças, entra a polícia e tu és tratado como um marginal", reclamou o pai.
Segundo a juíza Liniane, a Constiuição assegura o direito da liberdade de crença e expressão, e diz que as opções pessoais devem ser respeitas. "Como seria o caso dela. Mas era um caso especial, havia um outro interesse que era a vida e a saúde da criança. Havendo esse conflito entre o interesse da mãe com a vida da criança, se entendeu que preponderava o interesse da criança", ressaltou. "A lei assegura o parto normal em casa, ela poderia fazer, mas tinha uma circunstância especial", defendeu a juíza.





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Justiça de Torres determina cesariana para resguardar nascituro



(Imagem meramente ilustrativa)
Visando a resguardar a vida e a integridade física do nascituro, a Juíza de Direito Liniane Maria Mog da Silva, atuando em Plantão na Comarca de Torres, determinou o encaminhamento de gestante ao hospital local para atendimento médico adequado.
A decisão, do dia 31/3, atendeu ao pedido do Ministério Público, que ajuizou Medida de Proteção requerendo a condução coercitiva da mulher ao hospital para atendimento, inclusive com a realização do parto por cesariana, se necessário na avaliação dos profissionais, pois o bebê estaria em pé dentro do útero. A gestante havia se recusado a submeter-se ao procedimento, insistindo em ganhar o filho de parto normal.
Ao analisar o caso, a magistrada considerou que o relatório de prescrição/evolução, o boletim de atendimento médico e os demais documentos apresentados atestaram a necessidade de intervenção estatal para encaminhar a demandada ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. A fim de que a gestante receba o atendimento adequado para o resguardo da vida e integridade física do nascituro, inclusive com a realização do parto por cesariana, se essa for a recomendação médica no momento do atendimento.


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segunda-feira, 31 de março de 2014

Homem tem 99 filhos espalhados pelo mundo

Homem tem 99 filhos espalhados pelo mundo


Na Holanda vive um homem que tem um currículo impressionante: 99 filhos

30/03/2014 - 22:51 - Do Fantástico
Homem tem 99 filhos espalhados pelo mundo
Ed Houben ajuda mulheres a realizar o desejo de gerar uma criança

Na Holanda, vive um homem que não é exatamente um galã, mas que tem um currículo impressionante: 99 filhos, com várias mulheres, espalhados pelo mundo. E a explicação dele para tantos filhos é simples: generosidade. Além de evitar a frieza dos centros de reprodução, ele também gosta de manter o contato com as crianças.
Cinco mulheres, em cinco países diferentes, estão esperando filhos de Ed Houben neste momento. Todas engravidaram no quarto, onde, segundo o holandês grandalhão, a mágica acontece. Ed Houben é um historiador de 45 anos que trabalha como guia turístico na cidade de Maastricht, na Holanda. Nas horas livres, ele ajuda mulheres a realizar o desejo de gerar uma criança. Do jeito tradicional. Ou seja, dormindo com elas.
O adorável Tom, de 2 anos, é uma dessas criações. A mãe, Mona, é homossexual. E sempre sonhou engravidar, mas não queria uma experiência artificial. “Eu achava importante ver, conversar, sentir o cheiro, tocar a pessoa”, ela diz.
E se a mulher for heterossexual e tiver um marido, não vai dar ciúmes? “Não, porque ele também quer muito aquele filho. Pai é quem cria”, diz Ed Houben. Ed entrou em uma clínica de fertilização, pela primeira vez, depois que um casal amigo desistiu de tentar engravidar. “Aquilo me marcou. Pessoas tão boas mereciam ser pais”, ele conta.
Na época, as doações de sêmen na Holanda eram anônimas. Mas a lei mudou em 2004. E a obrigação de revelar a identidade fez com que muitos homens parassem de doar. Foi aí que Ed passou a oferecer uma doação diretamente às mães. E ao contrário do que muita gente imagina, Ed não cobra nada por isso. “Não sou um cara rico, mas me parece errado pedir dinheiro em troca de um gesto tão humano”, conta Ed.
No meio da conversa com a equipe do Fantástico, Ed recebe um email. É de uma ucraniana de 34 anos. E ela diz: “Caro Ed, li sobre você na internet e decidi entrar em contato. Quero muito ter um filho. Sou saudável mas ainda não encontrei o homem da minha vida. Posso te providenciar fotos e até resultados de exame de sangue”.
A saúde é uma grande preocupação. Ed faz exames de doenças sexualmente transmissíveis há cada seis meses e exige o mesmo das mulheres. Até que a conversa foi interrompida de novo. Depois da Ucrânia, uma outra mensagem chega no Facebook do Ed, dessa vez da China.
Mas porque a mulherada procura tanto esse holandês que está longe de ser um símbolo sexual? Ed garante que a quantidade e a qualidade dos espermatozoides que ele produz são acima da média.
E afinal, quantos filhos já estão espalhados pelo mundo? “Pelo que sei, 99 bebês nasceram com saúde nos últimos 12 anos”, revela Ed. Fazendo as contas, são oito crianças por ano. Mas este número total pode ser ainda maior. Antes de virar doador particular, ele fazia doações para uma clínica que estava autorizada a fazer 25 inseminações com o sêmen dele. Isso significa que é possível que Ed tenha 124 filhos.
Apesar de a casa já estar cheia de porta retratos de crianças, ele sonha, um dia, em ter a própria família. “Quero muito encontrar uma parceira para o resto da vida”, afirma Ed.






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Pais lutam na Justiça por liberação de remédio derivado da maconha

0/03/2014 22h20 - Atualizado em 30/03/2014 22h21

Pais lutam na Justiça por liberação de remédio derivado da maconha


Anvisa proíbe o uso dos derivados da maconha. Mas alguns pais estão se arriscando para tratar os filhos com remédios que trazem dos EUA.

Anny, de 5 anos, tem uma doença rara, que provoca muitas convulsões. Só um remédio funciona, mas é ilegal no Brasil, porque é derivado da maconha.
Se você fosse a mãe ou pai da menina, importaria o remédio mesmo assim?
Um casal brasileiro decidiu que faria exatamente isso. E um documentário conta a história deles.

“Anny, 5 anos, é a minha filha. É portadora de patologia muito rara, apresenta quadro clínico com distúrbio psicomotor decorrente de uma patologia cerebral. E que, dentre os sintomas, tem crises convulsivas resistentes a todas as medicações possíveis no país. Justifico a solicitação de Canabidiol baseado nos itens acima”, diz Katiele Fischer, mãe da Anny, em um documentário.
“Quando a gente ficou sabendo do CBD, que nós decidimos importar, nós tínhamos a consciência que era um produto derivado da Cannabis Sativa e por esse motivo ilegal no país. Mas o desespero de você ver a sua filha convulsionando todos os dias a todos os momentos, nós resolvemos encarar e trazer da forma que fosse necessária, mesmo que fosse traficando”, conta a mãe da Anny.

A compra é ilegal porque o Canabidiol, ou CBD, é uma das mais de 400 substâncias encontradas na Cannabis Sativa, a maconha. Só que, muito diferente da droga fumada, o composto não altera os sentidos, nem provoca dependência.    

O documentário lançado essa semana é parte de uma campanha e de uma discussão que envolve preconceito, ciência e saúde: o uso medicinal da maconha. Os pais de Anny descobriram o CBD na internet em uma busca desesperada.

“Nós já tínhamos tentado de tudo. Nós já tínhamos tentado todas as medicações, nós já tínhamos tentado uma cirurgia. E essa era a nossa luz do fim do túnel”, conta Katiele.

A Anny chegou a ter tantas convulsões em um único dia que o Fischer e a Kati perdiam as contas. Para ter como explicar a situação para os médicos nas consultas, eles decidiram marcar as crises em tabelas. São páginas e mais páginas de sustos, de tristeza, mas também de alegrias e de esperança.

Os quadradinhos pintados que marcavam cada convulsão e enchiam as tabelas foram diminuindo a partir de novembro de 2013, quando Anny começou a tomar o derivado da Canabis.

“A primeira dose que nós demos pra ela, não foi só a dose. Foi uma dose com uma carga de esperança tão grande que a gente deu para ela chorando”, conta a mãe, emocionada.

“A gente chegava perto da Anny, falava o nome dela e ela olhava a gente nos olhos. Isso não tem palavras. Vale qualquer sacrifício, qualquer esforço, você saber que ela voltou a te olhar nos olhos”, afirma o pai, Norberto Fischer, professor.

Voltou também a comer e não depender mais de sondas para se alimentar, ganhou força e condições melhores para fazer fisioterapia. São efeitos do Canabidiol.

Ele e outros derivados da maconha já são usados em vários países da Europa e em boa parte dos Estados Unidos para tratar doenças como Parkinson, esclerose múltipla e combater sintomas da Aids e do câncer.

O pesquisador José Alexandre Crippa da USP, de Ribeirão Preto, é um dos poucos que conseguiram autorização para trazer e estudar o CBD no Brasil.
“Eu sou totalmente a favor do uso medicinal do Canabidiol e sou absolutamente contra o uso da maconha da forma fumada, porque não se sabe a quantidade que tem de Canabidiol”, explica Crippa.
Mas ele defende o uso de derivados que estão beneficiando pacientes como Anny. “Essa menina passou de 80 crises até zero crise, 80 crises por semana até zero crise por semana, o que é absurdo em termos clínicos, ainda mais se considerando que é um tipo de epilepsia muito grave” diz José Alexandre.
Os pais da Anny não são os únicos a olhar para o Congresso, para as autoridades, à Justiça com expectativa. Para outros brasileiros, a legislação criada com o argumento de proteger a saúde acabou se transformando em uma barreira de preconceito que impede o avanço da ciência e da medicina.

As mães de outras crianças que sofrem de síndromes raras que provocam convulsões estão cheias de perguntas.

“Por que esses remédios que causam cegueira parcial pode e o Canabidiol não pode? Esses remédios que elas tomam, além de serem fortíssimos, os efeitos colaterais são horríveis”, diz a advogada Margarete Brito.

Além de indignação elas têm pressa e vontade de experimentar o que pode trazer alívio.

“O risco é que nossos filhos possam entrar em crises convulsivas prolongadas e isso pode gerar a morte. A gente não tem mais tempo para esperar por isso”, afirma a enfermeira Samar Duarte.

Fantástico: Você queria experimentar?
Aline Voigt Nadolni, engenheira: Muito. A gente sabe que cada semana é preciosa. A gente vê a nossa filha piorando a cada semana.

No Paraná, os pais da Alana estão se arriscando para tratar a filha com o CBD que trazem dos Estados Unidos, onde ele é vendido como suplemento alimentar.

“Ele não é uma droga e sim uma terapia medicinal. Eu perguntava para Silvana: ‘nossa, será que nós vamos ser contra a lei? Será que eu estou fazendo o certo?’. Olhando para minha filha tendo crise, chegou um dia que eu falei: ‘não, eu vou ter que encarar tudo isso’”, argumenta o empresário Leandro Name Utrabo.

Para a Associação Brasileira de Psiquiatria, ainda faltam evidências de que o Canabidiol funcione e não traga prejuízos à saúde. A Anvisa, a agência que regula medicamentos, proíbe o uso dos derivados da maconha. A brecha é pequena.
“Em casos extremos, em que já se tentou vários tratamentos e não se teve sucesso, pode ser que fazendo uma solicitação judicial se consiga uma autorização de exceção para importar e utilizar essa droga”, explica Frederico Garcia, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

É o que os pais de Anny vão fazer. Nesta segunda-feira (31), entram com uma ação na Justiça para terem o direito de importar, legalmente, o medicamento para a filha. E vão divulgar o documentário para trazer à tona um assunto envolto em polêmica, falta de informação e muito sofrimento.



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quarta-feira, 26 de março de 2014

Paciente com câncer terminal realiza último desejo de ver bichos em zoo

21/03/2014 08h49 - Atualizado em 21/03/2014 14h59

Paciente com câncer terminal realiza último desejo de ver bichos em zoo

Homem trabalhou por 25 anos em zoológico de Roterdã, na Holanda.Girafa se aproximou para último adeus a ex-funcionário com tumor cerebral.

Do G1, em São Paulo
Girafa se aproxima de paciente com câncer terminal (Foto: Reprodução/Facebook/Stichting Ambulance Wens Nederland)Girafa se aproxima de paciente com câncer terminal (Foto: Reprodução/Facebook/Stichting Ambulance Wens Nederland)

O homem de 54 anos, chamado Mario, tem um tumor no cérebro e já não fala mais. Como presente de aniversário, a ser comemorado em abril, ele desejava ver os bichos com os quais conviveu por mais de duas décadas. Mas, como a saúde do paciente está muito debilitada, a entidade Stichting Ambulance Wens resolveu antecipar a visita, já que não se sabe se Mario, que também tem deficiência mental, ainda estará em condições de ser transportado no próximo mês.

Uma instituição que ajuda doentes terminais a realizar seus últimos desejos na Holanda levou o ex-funcionário de manutenção de um zoológico em Roterdã para dar adeus aos animais dos quais ajudou a cuidar durante 25 anos.
Um momento que emocionou todas as pessoas presentes na visita foi quando uma das girafas se aproximou do ex-funcionário e o tocou com o focinho. Não é incomum que pacientes terminais atendidos pela instituição tenham como último pedido uma visita a animais queridos. Em 2013, um senhor de 86 anos foi levado para se despedir dos bichos de sua fazenda
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Recusar cirurgia contra obesidade mórbida gera dano moral

Notícias

março
2014
RISCO DE VIDA

Recusar cirurgia contra obesidade mórbida gera dano moral

Ao recusar autorização para cirurgia de gastroplastia em pessoa com obesidade mórbida, prevista no contrato de prestação de serviços, a operadora de plano de saúde age de forma ilícita e que pode causar dano moral cabível de indenização. Por entender que isso aconteceu com uma jovem, a 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina acolheu Apelação e aumentou de R$ 5 mil para R$ 10 mil o valor que ela deve receber da Unimed Grande Florianópolis. Em 2012, a mulher estava com 26 anos, pesava 116 quilos e apresentava índice de massa corporal 44, o que caracteriza obesidade mórbida.
Ela recebeu a recomendação de fazer a gastroplastia por videolaparoscopia para solucionar a situação, mas a Unimed rejeitou a autorização para a operação. A ação apresentada pela cliente foi analisada na 6ª Vara Cível de Florianópolis, com o acolhimento da tutela antecipada para a Unimed permitir a cirurgia e a determinação de pagamento de R$ 5 mil por danos morais. A Unimed recorreu alegando que a negativa para a operação não causa dano moral, enquanto a mulher pediu a elevação da indenização.
Relator do caso no TJ-SC, o desembargador Luiz Fernando Boller citou o artigo 186 do Código Civil e o estabelecimento da responsabilidade se alguém “por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem”. Segundo ele, é devida a indenização por conta do abalo que a negativa de cobertura causou à mulher pois ela ficou “com a inoportuna angústia de não poder submeter-se ao tratamento adequado”, além de ter a vida colocada em risco com a ação da operadora.
Como explicou, a obesidade mórbida pode levar a outros problemas de saúde, incluindo infarto, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, hipertensão e diabetes. Assim, por negar cobertura de cirurgia prevista no contrato firmado entre as partes, a Unimed deve indenizar a cliente. Boller acolheu o pedido de elevação da indenização feito pela mulher, por entender que os R$ 5 mil não são suficientes para punir a operadora pela conduta. O desembargador votou pelo pagamento de R$ 10 mil, sendo acompanhado pelos colegas da 4ª Câmara de Direito Civil. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SC.

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terça-feira, 25 de março de 2014

Caso raro de transmissão de HIV entre mulheres é divulgado nos EUA

France Presse
13/03/2014 16h30 - Atualizado em 13/03/2014 16h58

Caso raro de transmissão de HIV entre mulheres é divulgado nos EUA

Mulher que tem parceira fixa foi infectada pelo vírus, diz governo americano.
Caso é raro, pois, em geral, a fonte da transmissão é difícil de rastrear.

Da AFP

Um caso raro de possível transmissão do vírus HIV entre mulheres foi anunciado nesta quinta-feira (13) por autoridades de saúde dos Estados Unidos. Uma mulher, de 46 anos "provavelmente adquiriu" o vírus da Imunodeficiência Humana em uma relação sexual com sua parceira, portadora do HIV, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).
A paciente, que não teve o nome revelado, já teve relações heterossexuais anteriormente, mas não nos dez anos anteriores à infecção. Sua companheira, que tem 43 anos e foi diagnosticada em 2008, foi sua única parceira sexual nos seis meses antes do teste positivo do vírus causador da Aids.
A mulher não apresentou nenhum dos outros fatores de risco, como drogas injetadas através de agulha, transplante de órgão, acupuntura, ou sexo desprotegido com mais de um parceiro. Além disso, o vírus tinha 98% de semelhança genética com o de sua parceira, divulgou o CDC em seu relatório semanal.
O casal disse não ter recebido informações sobre práticas de sexo seguro e contou que mantém relações sem proteção rotineiramente. "Elas descreveram seu contato sexual como algumas vezes intenso, chegando a levar ao sangramento de uma delas", explica o texto do CDC.
"Elas também informaram terem sexo sem proteção durante seu período de menstruação", completou a nota.
A mulher infectada desde 2008 tinha recebido prescrição de medicamentos antirretrovirais em 2009, mas parou de tomá-los em novembro de 2010.
Segundo o CDC, apesar de casos como esse serem raros, "transmissão entre mulheres são possíveis porque o HIV pode ser encontrado no líquido vaginal e no sangue da menstruação".
O instituto reforçou que pessoas com HIV precisam ficar sob atenção médica e fazer uso dos remédios prescritos, para reduzir o risco de infectar o parceiro.
Poucas ocorrências desse tipo já foram documentadas, e a confirmação "tem sido difícil pelo fato de outros fatores de risco quase sempre estarem presentes, ou de ser impossível eliminá-los", informou o CDC.

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Filme acompanha mastectomia de britânica que descobriu ter gene de câncer

BBC
19/03/2014 07h40 - Atualizado em 19/03/2014 08h06

Filme acompanha mastectomia de britânica que descobriu ter gene de câncer

Mãe de três filhos, Charlotte Pitock, de 31 anos, retirou os seios para reduzir chance de 85% de ter tumor na mama.

Da BBC

Charlotte retirou as mamas para reduzir chances de ter câncer (Foto: BBC)
Charlotte retirou as mamas para reduzir chances
de ter câncer (Foto: BBC)
Um filme exibido em um hospital na Grã-Bretanha conta a história real de uma britânica que decidiu fazer uma dupla mastectomia para reduzir as chances de ter câncer de mama.
Charlotte Pitock, de 31 anos, relata no drama Charlotte os momentos difíceis que enfrentou desde que descobriu ser portadora do gene BRAC 2, elevando para 85% a chance de ela ter o tumor.
No filme, ela relata todos os passos do processo, desde o diagnóstico à operação para retirar as mamas e a recuperação.

'Quero ver meus filhos crescerem, não quero passar minha vida fazendo tratamentos e quero estar saudável para cuidar deles', diz.

Em entrevista à BBC, a mãe de três filhos diz que tomou a decisão certa porque sua chance de ter câncer de mama diminuiu para 6%.
Nove meses depois da operação que poderá ter salvado sua vida, Charlotte se prepara para correr uma maratona em prol de uma campanha contra o câncer de mama.

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