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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Britânica se aposenta após dar à luz dez bebês de aluguel em 21 anos


30/06/2012 10h09 - Atualizado em 30/06/2012 10h10

Britânica se aposenta após dar à luz dez bebês de aluguel em 21 anos

Jill Hawkins, de 47 anos, teve complicações na última gravidez
Ela recebia a quantia de 12 mil libras (R$ 37,8 mil) durante cada gestação.

Do G1, em São Paulo



A britânica Jill Hawkins, que ficou famosa como a mãe de aluguel mais profílica do Reino Unido - ela deu à luz dez bebês para outros casais -, decidiu se aposentar depois de quase morrer durante a sua última gravidez, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Jill Hawkins decidiu se aposentar após dar à luz dez bebês de aluguel. (Foto: Reprodução/Daily Mail)
Jill Hawkins decidiu se aposentar após dar à luz dez bebês de aluguel. (Foto: Reprodução/Daily Mail)
Em sua última gravidez, Jill, de 47 anos, perdeu mais de dois litros de sangue e precisou passar por uma cesariana de emergência. Os gêmeos Jacob  e William nasceram oito semanas antes. Jacob nasceu com 1,95 quilo, e William, com 1,67 quilo.

Jill teve o primeiro bebê de aluguel em 1991, aos 26 anos, mas não tem nenhum filho próprio.
A mulher recebia a quantia de 12 mil libras (R$ 37,8 mil) durante cada gestação. Pela lei britânica, a taxa, paga pelo casal, serviria para cobrir as despesas da gravidez.


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Bebês nascidos por reprodução assistida já são 5 milhões no mundo


02/07/2012 12h30 - Atualizado em 02/07/2012 12h36

Bebês nascidos por reprodução assistida já são 5 milhões no mundo

Número inclui técnicas de inseminação artificial e fertilização in vitro.
Primeiro bebê de proveta foi a inglesa Louise Brown, nascida em 1978.

Do G1, em São Paulo


O número de bebês nascidos por técnicas de reprodução assistida no mundo atingiu um total de 5 milhões este ano, segundo a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês).

O dado será apresentado esta semana na 28ª reunião anual da entidade, em Istambul, na Turquia, e foi baseado em pacientes que procuraram o serviço até 2008, com estimativas para os três anos seguintes.
Foram somados 4,6 milhões de bebês até 2011, e a previsão é de que agora a contagem tenha atingido os 5 milhões de crianças.

Os métodos de reprodução assistida abrangem a inseminação artificial e a fertilização in vitro, conhecida popularmente como bebê de proveta – que tem na inglesa Louise Brown, nascida em julho de 1978, sua primeira representante.

A inseminação artificial é quando os espermatozoides são introduzidos no aparelho genital feminino, enquanto a fertilização in vitro consiste na retirada dos óvulos e espermatozoides para uma fecundação externa.

Louise, à época da foto com 30 anos, carrega o filho no colo, ao lado do professor Robert Edwards, premiado nesta segunda-feira (4) com o Nobel de Medicina. (Foto: AFP Photo / Arquivo)
Louise Brown, na época com 30 anos, aparece com o filho no colo junto da mãe e do professor Robert Edwards, premiado em 2010 com o Nobel de Medicina por reprodução assistida (Foto: AFP Photo / Arquivo)

Segundo o médico americano David Adamson, especialista em fertilidade, o número indica que essa tecnologia tem sido bem-sucedida no tratamento de milhões de casais. E as taxas de gravidez têm aumentado significativamente ao longo dos anos.

Adamson destaca que os grandes obstáculos ainda são econômicos e sociais. Mas, segundo ele, o reconhecimento do professor Robert Edwards com o Prêmio Nobel de Medicina em 2010 deu um grande destaque para a fertilização in vitro.

Dados do Comitê Internacional para Monitoramento de Tecnologias de Reprodução Assistida (ICMART, na sigla em inglês) revelam que 1,5 milhão de ciclos são feitos por ano em todo o mundo, produzindo cerca de 350 mil bebês. E o número continua a subir, principalmente nos EUA, no Japão e na Europa, o continente mais ativo do planeta nesse quesito.

Os países europeus que mais se destacam são Dinamarca, Bélgica, República Tcheca, Eslovênia, Suécia, Finlândia e Noruega. Os que ficam mais para o fim da lista são Áustria, Alemanha, Itália e Reino Unido.

As taxas de sucesso a partir de um único ciclo de tratamento ficam em cerca de 32%, segundo dados relativos a 2008. A tendência de trigêmeos caiu para abaixo de 1% e a de gêmeos, para quase 20%.


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sexta-feira, 6 de julho de 2012

German court rules circumcision is 'bodily harm'


German court rules circumcision is 'bodily harm'

ScalpelMale circumcision is part of both Jewish and Muslim religious rituals

Related Stories

A court in Germany has ruled that circumcising young boys for religious reasons amounts to bodily harm.
In a decision that has caused outrage among Jewish and Muslim groups, the court said that a child's right to physical integrity trumps religious and parental rights.
The case involved a doctor who carried out a circumcision on a four year-old that led to medical complications.
Thousands of Muslim and Jewish boys are circumcised in Germany every year.
Although male circumcision - unlike female circumcision - is not illegal in Germany, the court's judgement said the "fundamental right of the child to bodily integrity outweighed the fundamental rights of the parents".
Circumcision, it decided, contravenes "interests of the child to decide later in life on his religious beliefs".
'Protect religious freedom'
The doctor involved in the case was acquitted and the ruling is not binding, but correspondents say it sets a precedent that would be taken into account by other German courts.
The president of Germany's Central Council of Jews, Dieter Graumann, called it "an unprecedented and dramatic intervention in the right of religious communities to self-determination".
He urged the country's parliament to clarify the legal situation "to protect religious freedom against attacks".
Male circumcision is part of the ancient religious rituals of both the Jewish and Muslim faiths, as well as the traditions of some tribal groups.
In some countries, such as the United States, it is also not uncommon for parents to request that young boys are circumcised for health reasons.
The BBC's Stephen Evans in Germany says it is unclear what the next legal step will be, but this issue is a moral and political minefield.
fonte: http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-18604664
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Conheça as propostas de mudanças no Código Penal

Alterações serão analisadas por Comissão Especial do Senado

fonte: http://oglobo.globo.com/infograficos/alteracoes_propostas_leis/

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Unconstitutional


Unconstitutional


Landmark assisted suicide case raises "arguable grounds for appeal"


British Columbia’s Supreme Court ruled last week that provisions of the Criminal Code that ban physician-assisted suicide are unconstitutional. Madam Justice Lynn Smith suspended her ruling for one year to give Parliament time to draft new legislation. A government spokeswoman said Ottawa is still reviewing the judgment, but her reminder that Parliament voted not to change the physician-assisted suicide law just two years ago has only added to the sense that there will be an appeal.


Ms. Taylor – a 64-year-old who suffers from Lou Gehrig’s disease – was granted a constitutional exemption that permits her to proceed with physician-assisted suicide during the one-year period, though she must meet a number of conditions.


Jason Gratl, a lawyer who represented the Farewell Foundation for the Right to Die, an intervenor in the case, said others will go to court to try and get the same exemption.


“My client is prepared to assist people in applying for a constitutional exemption of that type,” he said in an interview Sunday.


Mr. Gratl said he believes government will appeal the ruling. When asked what the grounds for an appeal might be, he said he could see “approximately half a dozen weak and unpersuasive, but arguable, grounds for appeal.” One potential ground, he said, could be whether the decision in the Sue Rodriguez case overrides this one. Ms. Rodriguez lost her challenge of the physician-assisted suicide prohibition in the Supreme Court of Canada in 1993.


Julie Di Mambro, spokeswoman for federal Justice Minister Rob Nicholson, said a decision on whether to appeal has not yet been made.


“This is an emotional and divisive issue for many Canadians. Parliament voted as recently as April 2010 not to change these laws,” she wrote in an e-mail. Ms. Di Mambro added government has until July 16 to file an appeal.


Joel Bakan, a law professor at the University of B.C. and a constitutional expert, said Madam Justice Smith’s decision was “very cogently reasoned.” Mr. Bakan said he wouldn’t speculate on whether there would be an appeal, but noted there are always arguments to be made in constitutional law.


“Ultimately, the argument from the other side is going to turn on ‘slippery slope’ kind of reasoning, that you have to ban it all, because you can’t be sure that any exceptions that are put in place will actually be deployed in ways that protect people who are in vulnerable positions,” he said in an interview.


Ricardo Smalling, a research fellow in the faculty of law at Queen’s University, said he’s “virtually certain” there will be an appeal. Mr. Smalling said government lawyers will likely say the information the judge used to make her decision wasn’t accurate, or wasn’t supportive of her findings.


The Archdiocese of Vancouver over the weekend called for government to appeal a ruling it termed “extremely flawed and dangerous.”


Ms. Taylor has not indicated what her plans are since the judgment was issued. She said in a statement last week that the decision allows her to approach death the same way she’s tried to live her life – with dignity, independence and grace.


She’s expected to speak at a news conference in Vancouver on Monday.

(Published by The Globe and Mail - June 17, 2012)


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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Escolas do Reino Unido causam polêmica ao rotular crianças de 4 anos como transexuais

Escolas do Reino Unido causam polêmica ao rotular crianças de 4 anos como transexuais

Agência de educação elogia ensino sobre diversidade, mas há quem seja contra




   Reprodução
Escolas do Reino Unido estão rotulando crianças a partir dos 4 anos como transexuais só porque querem se vestir como o sexo oposto. Segundo o site inglês DailyMail, meninos que gostam de usar vestidos ou tutus estão sendo incentivados a expressar-se em um ambiente de “gênero neutro” na sala de aula.

E, enquanto os pais se perguntam como qualquer escola pode fazer tal julgamento sobre uma criança tão pequena, a Ofsted, agência de educação do Reino Unido, parece não ter nenhum questionamento sobre o assunto e elogia a atitude das instituições de ensino onde “alunos transexuais são levados a sério”.

Uma dos alunos dessas escolas, para crianças de 4 a 7 anos de idade, foi aplaudido por seu excelente trabalho para “crianças que são ou podem ser transexuais”.

“A escola reconhece que um menino pode preferir a ser conhecido como uma menina, mas que quer se vestir e ser como um menino”, disse um comunicado da agência.

A instituição, não identificada, onde um quarto dos alunos em sala de aula tem pais do mesmo sexo ou familiares próximos em relações ao mesmo sexo, também atua como um apoio para alunos transexuais de outras escolas, aceitando-os em clubes depois das aulas.

Em um segundo colégio para alunos de até 11 anos, as crianças são incentivadas a se comportar de uma maneira não estereotipada de gênero. Meninos se vestem como com roupas de meninas que ficam em uma caixa ali mesmo, no colégio, e são autorizados a usar fita no cabelo.


Em meio aos elogios, o relatório da agência de educação disse ainda que “um menino entre 5 e 6 anos, às vezes, veste um tutu o dia todo sem qualquer tipo de comentário das outras crianças. Os alunos estão confiantes para falar sobre o que gostam de fazer - os meninos, por exemplo, se preferem ficar na torcida a jogar futebol.

“O coral da escola e o clube de costura possuem tantas meninas quanto os times de futebol”, afirma a agência.

As escolas com portas abertas para alunos transexuais estão entre as nove principais instituições de ensino de destaque da lista da Ofsted, porque resolveram com sucesso prejuízos consequentes de bullying.

Tais colégios foram elogiados por combater o bullying no ambiente escolar. De acordo com a agência de educação, essas escolas tinham ajudado a eliminar xingamentos e criado um ambiente de inclusão nas aulas.

No entanto, alguns pontos do relatório foram polêmicos, já que há controvérsia sobre quando as crianças têm idade suficiente para decidir se são transexuais ou não. Estudos sugerem que a maioria que acha ser transexual na infância muda de ideia quando chega na adolescência.

Em uma série de recomendações para combater o assédio moral, a agência de educação enviou um comunicado às escolas para reprimir o uso de linguagem depreciativa pelos alunos.

“O xingamento nas escolas foi muitas vezes encarado por professores e inspetores como brincadeira infantil e esses profissionais nunca foram conscientes das consequências de seu uso. Para alguns, até mesmo os termos racistas eram vistos como aceitáveis entre amigos”, disse o relatório.

Para a Ofsted, poucas escolas tiveram uma posição clara sobre o uso da linguagem e o limite entre a brincadeira e comportamentos que ferem ou ameaçam. Para isso, as aulas de educação pessoal, social e de saúde devem ensinar sistematicamente sobre todos os aspectos das diferenças individuais e da diversidade, incluindo aqueles relacionados à aparência, religião, raça, gênero, sexualidade, deficiência e capacidade.

As escolas devem considerar o aprendizado da diversidade em suas aulas, por exemplo, ensinando o artista Grayson Perry em aulas de arte, orienta a agência. 

Como parte do estudo, a Ofsted visitou 37 primárias e 19 escolas secundárias e questionou 1.357 alunos. Quase metade das crianças pesquisadas disse ter sido assediada em sua escola atual.

As vítimas foram escolhidas por uma série de razões, incluindo a “ser inteligente”, "elegante" ou “muito alto” ou “muito baixo”. Outras constatações também foram apresentadas pelas pesquisa, como a importância das atitudes dos pais, que, muitas vezes, dificulta as tentativas das escolas para promover uma cultura anti-bullying.

Em um colégio, por exemplo, o respeito, foco das estratégias para promover um comportamento positivo, foi prejudicado por alunos que observaram que o comportamento praticado em casa era diferente do ensinado na escola.

Para Susan Gregory, diretora de educação e assistência da Ofsted, “as escolas devem desenvolver uma cultura positiva para que todos os alunos aprendam em um ambiente feliz e seguro”.

"Os professores devem receber um treinamento correto e o apoio necessário para educar os alunos sobre diversidade sexual e os efeitos do bullying”, afirma ela.

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Mãe forçada a abortar feto de 7 meses gera polêmica na China


Agencia EFE
14/06/2012 10h33 - Atualizado em 14/06/2012 11h14

Mãe forçada a abortar feto de 7 meses gera polêmica na China

Ela foi obrigada a abortar por não poder pagar multa do país por ter 2º filho.
Marido alega que ela foi obrigada a assinar acordo para fazer procedimento.

Do G1, com agências internacionais
O caso de uma mãe de 25 anos forçada pelas autoridades a abortar um feto de mais de sete meses de gestação causou polêmica na China, após uma foto da mulher abatida na cama de um hospital junto ao corpo do bebê morto ser amplamente divulgada.
Jianmei Feng foi detida durante três dias na província de Shaanxi e obrigada a abortar por já ter uma filha de cinco anos e não poder pagar a multa que o regime comunista impõe por um segundo filho, explicou seu marido, Deng Jiyuan, citado pelo jornal "Global Times".
Deng também alega que sua mulher foi obrigada a assinar um acordo para abortar contra sua vontade.
As acusações do casal contradizem o comunicado emitido pelas autoridades locais, que negam os fatos. O regime comunista abriu uma investigação sobre o ocorrido.
Embora o caso tenha ocorrido há duas semanas, as impactantes fotos da mãe com o feto foram publicadas nesta quarta-feira (13) na internet e causaram indignação popular.
O caso acumula até 500 mil comentários nas redes sociais, entre os quais estão os do próprio marido, Deng Jiyuan, que afirmou que lutará "até o fim" por seus direitos: "a questão não é somente de uma mulher, mas de todas as crianças chinesas e da liberdade de nascer".

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Congelamento de corpo vira briga de família


Congelamento de corpo vira briga de família


Militar de 83 anos queria ter cadáver preservado por acreditar em cura de seu mal no futuro. Filhas divergem e vão à Justiça





Lígia Monteiro, com o pai: gastos de R$ 900 diários para funerária manter corpo de militar resfriado
Foto: Álbum de família


Lígia Monteiro, com o pai: gastos de R$ 900 diários para funerária manter corpo de militar resfriado
ÁLBUM DE FAMÍLIA
RIO - Uma história inusitada tem tirado o sono da família do engenheiro civil da Força Aérea Brasileira Luiz Felippe Dias de Andrade Monteiro, que morreu em fevereiro, aos 83 anos. Como antecipou a coluna de Ancelmo Gois na quinta-feira, a Justiça, em primeira instância, deu ganho de causa a um desejo do militar que sofria de uma doença crônica e queria ser congelado, em vez de sepultado. Ele acreditava que, no futuro, a ciência poderia encontrar a cura para o seu mal. Como não deixou por escrito a decisão, o caso foi parar nos tribunais. Virou uma briga entre os vivos: não há consenso entre os familiares.
A filha do segundo casamento de Luiz Felippe, Lígia Monteiro, que morava com ele no Rio, conta que estava disposta a fazer valer a última vontade do pai, manifestada antes de ele ter um acidente vascular cerebral. Mas, para isso, ela teria que autorizar o embarque do corpo para os EUA, onde seria congelado por uma empresa especializada em criogenia. Duas meias-irmãs, que moram no Rio Grande do Sul, são contrárias à ideia.
Filhas do 1º casamento querem sepultamento
Segundo o advogado Rodrigo Marinho Crespo, as filhas do primeiro casamento de Luiz Felippe, que querem o sepultamento do pai no jazigo da família na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, tentam impedir o traslado do corpo para a empresa americana desde fevereiro. Na terça, no entanto, a 20ª Câmara Cível bateu o martelo em favor de Lígia. Crespo, no entanto, diz que vai recorrer da decisão.
— Eu sinto que são quatro meses de desrespeito. Ele era uma pessoa que prezava os rituais. Em momento algum, nos disse que gostaria de ser congelado. Acredito que uma palhaçada dessa natureza nunca sairia da cabeça dele — disse a professora Carmen Trois, de 51 anos, uma das filhas do primeiro casamento do engenheiro da FAB.
Enquanto o imbróglio não se resolve, o corpo de Luiz Felippe é conservado por uma funerária no Rio em caixão de zinco, resfriado por gelo-seco. Pelo serviço, Lígia tem desembolsado quase R$ 900 por dia, cerca de R$ 27 mil por mês.
Ela explica por que está brigando:
— O que eu tenho a perder? A única certeza que eu tenho é que, caso a ciência evolua, quem está enterrado não será ressuscitado. Mas, e quanto a quem é congelado? Não sabemos. Enquanto minhas irmãs querem um pedaço de mármore, eu quero realizar um sonho do meu pai — afirmou ela, ao contar sua história ao GLOBO.
Custo para manter corpo resfriado é de R$ 900 diários
Segundo Lígia, na tentativa de um acordo com as irmãs, ela falou que abriria mão da herança do pai, caso concordassem com o congelamento do corpo:
— Já gastei todo meu dinheiro. Recursos que usaria para comprar um apartamento e tirei da poupança. Estou devendo à funerária. Cheguei a oferecer duas passagens por ano para que minhas irmãs visitassem o corpo do meu pai nos EUA, mas elas não aceitaram. E ainda entraram com uma ação de danos morais por causa da situação. De qualquer maneira, tudo vale a pena. Quero honrar a vontade do meu pai, que acreditava muito na evolução da ciência. Tudo que tenho devo a ele.
Para o psicanalista Luiz Alberto Py, Lígia está sentindo a obrigação de fazer a vontade do pai.
— Se ele fez esse pedido, a filha acreditou e se sente na obrigação de cumprir a promessa. Mas pode existir, sim, uma fantasia de imortalidade — observou o psicanalista.
Técnica é tema de filmes e de lendas urbanas
Lendas urbanas, ficção científica e fantasias: o congelamento de cadáveres é um tema que envolve mistério e poucas informações. Nos Estados Unidos, em 1966, Walt Disney foi submetido a uma cirurgia por conta de um câncer. Depois de sua morte, rumores, que persistem até hoje, davam conta de que seu corpo teria sido congelado para ser ressuscitado quando a ciência descobrisse a cura de sua doença. Em 1979, surgiu na TV uma versão do herói Buck Rogers. Na história, Rogers comandava uma nave quando sofreu um acidente e acabou preso no espaço. Na ficção, seu corpo foi mantido intacto por cinco séculos devido a uma técnica de conservação criogênica. Ele é descongelado no ano de 2491, e vive para ser um herói terrestre.
Em outro filme, Vanilla Sky, o personagem interpretado por Tom Cruise é congelado, após sofrer um acidente e ter o rosto desfigurado. Ele acreditava que a ciência seria capaz de devolver sua aparência de antes.




































































































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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Palestra Dr.Bruno Alexander Vieira no II Seminário Hispano-Brasileiro de Direito Biomédico

Palestra Dr.Bruno Alexander Vieira no II Seminário Hispano-Brasileiro de Direito Biomédico


Vídeos da palestra ministrada pelo Dr.Bruno Alexander Vieira no II Seminário Hispano-Brasileiro de Direito Biomédico.






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terça-feira, 12 de junho de 2012

México realiza 1º transplante duplo de braços na América Latina


08/06/2012 13h05 - Atualizado em 09/06/2012 09h15

México realiza 1º transplante duplo de braços na América Latina


Gabriel Granados Vergara perdeu os braços em acidente.

Braços transplantados pertenciam a um homem de 34 anos.

Do G1, em São Paulo

Médicos mexicanos anunciaram na quinta-feira (7) terem realizado o primeiro transplante duplo de braços na América Latina.
A cirurgia foi realizada no início de maio.
O paciente Gabriel Granados Vergara, de 52 anos, foi submetido a cirurgia depois de ter perdido ambos os braços abaixo do cotovelo devido a um acidente.
México anunciou ter realizado o primeiro transplante duplo de braços na América Latina. (Foto: AP)México anunciou ter realizado o primeiro transplante duplo de braços na América Latina. (Foto: AP)

Vergara participou na quinta-feira de uma coletiva de imprensa no Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição, na Cidade do México.
Os braços transplantados pertenciam a um homem de 34 anos que teve morte cerebral após ser atingido por arma de fogo. Sua família decidiu doar todos seus órgãos.
Gabriel Granados Vergara perdeu ambos os braços abaixo do cotovelo devido a um acidente. (Foto: AP)Gabriel Granados Vergara perdeu ambos os braços abaixo do cotovelo devido a um acidente. (Foto: AP)

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