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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Britânica que enfrentou câncer vai à Justiça para recuperar ovário

publicado em 15/02/2012 às 15h37:

Britânica que enfrentou câncer vai à Justiça para recuperar ovário

Legislação local impede que ela realize o sonho de ser mãe


bbcovarioBBC

Uma britânica está brigando na Justiça para obter seu ovário de volta depois que o órgão foi removido para que ela se submetesse a um tratamento contra o câncer. Kate Oliver, de 28 anos, foi diagnosticada com a doença quando tinha 16 anos. Recuperada, ela quer ser mãe. Mas mudanças na legislação britânica sobre uso de tecidos humanos impedem o reimplante do ovário.
Kate teve o ovário removido no Leeds Centre for Reproductive Medicine. Diagnosticada com um tipo raro de câncer no tecido ósseo, ela tinha um tumor do tamanho de um melão. A omoplata direita foi removida e os médicossugeriram a retirada do ovário porque as drogas usadas contra o câncer fariam a paciente se tornar infértil.

O procedimento ocorreu antes da quimioterapia. Os ovários foram removidos e congelados pelo Leeds Hospital. "Na época me disseram que se eu quisesse o ovário de volta teria apenas que contatá-los. Mas não está sendo tão fácil, porque a lei mudou e eles pararam de fazer este procedimento. Há casos de sucesso na Europa e nos Estados Unidos, mas não aqui", contou à BBC.
Faltam instalações
Em uma nota, o Leeds Teaching Hospitals NHS Trust, que administra o hospital, afirma que "não pode realizar o procedimento devido a mudanças promovidas pelo Human Tissue Authority (que regulamenta transplantes de tecidos humanos)". A instituição informa que não tem sequer instalações para executar o reimplante.
"Isso me deixa com raiva porque é o meu tecido, não entendo por que tenho que lutar para tê-lo de volta", queixou-se Kate. O hospital afirma que, assim que tiver condições de realizar o implante, entrará em contato com a antiga paciente. Doze mulheres participaram de programas de implante de ovários congelados fora do Grã-Bretanha. Caso Kate tenha o bebê, ela será a primeira mulher no país a dar à luz após este procedimento, ainda experimental.






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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Bebê selecionado geneticamente nasce no Brasil com o intuito de curar doença da irmã

publicado em 15/02/2012 às 10h40:

Bebê selecionado geneticamente nasce no Brasil com o intuito de curar doença da irmã

Maria Clara, de 4 dias, nasceu para salvar a vida de Maria Vitória, que tem 5 anos
mariaclaravitoriaAgência EstadoVitória, de 5 anos, segura a irmãzinha Clara, que nasceu para ajudá-la a sobreviver

Nasceu sábado passado o primeiro bebê brasileiro selecionado geneticamente em laboratório de modo a não carregar genes doentes e ser totalmente compatível com a irmã - que sofre de talassemia major, uma doença rara do sangue que, se não for tratada corretamente, pode levar à morte. Maria Clara Reginato Cunha, de apenas 4 dias, nasceu no Hospital São Luiz para salvar a vida de Maria Vitória, que tem 5 anos e convive com transfusões sanguíneas a cada três semanas e toma uma medicação diária para reduzir o ferro no organismo desde os 5 meses.
Nos pacientes com talassemia major - a mais grave e a que realmente precisa de tratamento -, a medula óssea produz menos glóbulos vermelhos e, consequentemente, não consegue fabricar sangue na frequência necessária, podendo causar anemias graves. No Brasil, são pouco mais de 700 pessoas com a doença.
Selecionar embriões saudáveis para tentar salvar a vida de outro filho doente não é novidade - esse procedimento é feito no mundo todo desde a década de 1990. A novidade, neste caso, é que além de não carregar o gene da talassemia major, o embrião selecionado (Maria Clara) também é 100% compatível com Maria Vitória, o que vai facilitar a realização de um transplante de sangue de cordão umbilical.
Segundo o geneticista Ciro Dresh Martinhago, a técnica usada para identificar os genes doentes e também a possível compatibilidade é a mesma - de biologia molecular -, mas exige mais conhecimento específico no caso de analisar a compatibilidade. "A gente coleta uma única célula do embrião para fazer a análise molecular. Ao todo, verificamos 11 regiões do DNA da célula, sendo 2 relacionadas ao gene alterado e 9 relacionadas à compatibilidade, que é mais complexa", explica o médico, diretor da RDO Diagnósticos e responsável pela análise genética.
De acordo com ele, as chances de um casal gerar embriões que sejam compatíveis e não carreguem o gene doente são de apenas 18% - daí a importância da ciência nesses casos. Além disso, a dificuldade de realizar a técnica e a falta de profissionais experientes nessa área são alguns dos motivos que fazem o método ser pouco usado. O primeiro caso de seleção de embrião 100% compatível no mundo aconteceu em 2004.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Inseminação artificial ainda gera dúvidas jurídicas

Inseminação artificial ainda gera dúvidas jurídicas
15/02/2012 | Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM
Quais os limites éticos e jurídicos da inseminação artificial? Essa é uma das questões suscitadas pela novela da Rede Globo Fina Estampa e que têm gerado polêmica na sociedade. Na trama, a médica responsável pelo procedimento transgride normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e transforma o sonho de uma mulher de ter um filho em uma questão jurídica.

Para a professora Maria de Fátima Freire de Sá (PUC-MG), sócia do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), existem pelo menos três aspectos nesse caso que merecem ser discutidos: o uso de material genético pós-morte, luta pela guarda, e o anonimato dos doadores.

A advogada Maria Rita de Holanda, presidente do IBDFAM-PE, ressalta que juridicamente não há previsão legal das técnicas da reprodução assistida, mas os profissionais devem no mínimo observar as orientações do CFM.

Fertilização pós-morte - A resolução 1.957/2010 do Conselho prevê que é antiético realizar reprodução assistida com material genético de alguém que tenha morrido, sem uma autorização prévia e específica do morto. E foi exatamente isso que aconteceu na novela. A médica Danielle (Renata Sorrah) usou sêmen de seu irmão falecido sem autorização expressa, para fertilizar o óvulo de uma doadora e implantar em Esther (Julia Lemmertz), que desconhecia o fato.

Segundo Maria de Fátima, a profissional se apropriou indevidamente do material genético de terceiros em benefício próprio. O ideal é que não existam interesses pessoais dos profissionais que realizam o processo.

Luta pela guarda - Outra polêmica da trama é a maternidade da criança. A médica fez uso do material genético doado por Beatriz (ex-namorada de seu irmão) para fertilizar o óvulo. 
Beatriz doou os óvulos em um ato de solidariedade para que outras mulheres pudessem ser mães e não sabia que ele seria fecundado com o sêmen de seu namorado morto. Ao descobrir a história, ela resolve brigar na Justiça pela guarda da criança. 

Sobre o assunto, a advogada Maria Rita observa que, como o óvulo foi fecundado pelo sêmen do homem que a personagem amava a história muda de figura. "Ela doou o material genético para um terceiro e foi usado de maneira completamente diferente. Houve um erro no procedimento, se não houvesse acontecido isso ela não poderia reivindicar a guarda". 

Já a professora Maria de Fátima considera que se Beatriz doou os óvulos, "ela não teria direito à maternidade, mesmo sabendo posteriormente que o material usado na fecundação do óvulo era de seu namorado já falecido, porém diante de tantas irregularidades somente a Justiça poderá solucionar o caso". 

Ela argumenta ainda "que o que caberia às duas mulheres é a propositura de uma ação contra a médica. Mas a maternidade, eu entendo que é de Esther".

Anonimato - O anonimato também não foi respeitado pela clinica que realizou o procedimento. O CFM determina que obrigatoriamente deve ser mantido o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores." No entanto, uma funcionária da clínica descobriu a identidade dos doadores e revelou toda a história.

Informação e desinformação - A novela, sem dúvidas, reacendeu a discussão sobre a inseminação artificial na sociedade, porém é preciso que as questões ético-jurídicas sejam esclarecidas no decorrer da trama. A professora Maria de Fátima Freire de Sá considera que a discussão é construtiva, "desde que o pano de fundo seja informado para os telespectadores". A advogada Maria Rita concorda e complementa que "os personagens responsáveis pelos procedimentos errados devem ser punidos na novela".

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Depois de ser picado por abelha, homem decide virar mulher


Amor e Sexo / Comportamento - 10/02/2012

Depois de ser picado por abelha, homem decide virar mulher

Por Redação Marie Claire
   Reprodução
TED, ANTES DA TRANSFORMAÇÃO, E HOJE, DEPOIS DE TER FEITO A CIRURGIA DE MUDANÇA DE SEXO E TER ADOTADO O NOME CHLOE

A transexual americana Chloe Prince, 40 anos, contou sua história no programa de TV “Anderson” na tarde desta quarta-feira (8). Chloe, que nasceu homem e tinha o nome de Ted, levava uma vida feliz ao lado da mulher Renee, 49, e dos dois filhos até que uma picada de abelha desencadeou uma sequência de reações inesperadas. Seu organismo passou a perder uma quantidade importante de testosterona, o hormônio masculino.

Ao ver sua pele mais macia e suas formas mais femininas, Ted percebeu que se sentia mais confortável em seu novo corpo. Ele estava tão convencido da nova identidade que decidiu passar por uma cirurgia de mudança de sexo. A mulher, Rennee, apoiou a transformação e continuou ao seu lado.

No programa, Chloe contou que a queda de testosterona ocorreu devido a uma rara condição genética chamada Síndrome de Klinefelter, que ele não sabia que tinha até ser picado. “Meus seios começaram se desenvolver e minha pele foi ficando mais macia. Minha massa estava mudando e eu estava gostando do que via”. Ela admitiu que, quando criança, brincava de vestir-se de menina e tinha sentimentos ambíguos em relação à sua identidade.
   Reprodução
CHLOE E RENEE, QUE AINDA VIVEM JUNTAS, DECIDIRAM CONTAR SUA HISTÓRIA EM UM PROGRAMA DE TV

Já Rennee, que pensou em terminar o casamento e diz ter sentido vergonha na primeira vez em que viu Chloe com roupas de mulher, diz que decidiu manter-se fiel devido ao “comprometimento” que tinha. Hoje, as duas não são mais um casal, mas moram juntas e criam os filhos juntas. Chloe se considera uma mulher heterossexual e está experimentando diferentes relacionamentos


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Notícias » Notícias Com doença desconhecida, menina para de se desenvolver aos 4 meses

Com doença desconhecida, menina para de se desenvolver aos 4 meses
06 de fevereiro de 2012 09h15 atualizado às 10h15



Dentro da água, sem sentir seu peso, Jessica consegue flutuar e se movimentar facilmente. Ela tem dificuldade de sustentar peso nas pernas, mas dentro .... Foto: BBC Brasil
Dentro da água, sem sentir seu peso, Jessica consegue flutuar e se movimentar facilmente. Ela tem dificuldade de sustentar peso nas pernas, mas dentro da água, ela é como qualquer criança de sua idade
Foto: BBC Brasil


Uma britânica está tentando chamar atenção para uma doença genética que fez com que sua filha praticamente parasse de se desenvolver quando tinha quatro meses de idade e que pode fazer com que ela nunca ande ou fale.

A filha mais jovem de Emma Hawley, Jessica, hoje com um ano e meio, tem uma síndrome que passou a ser descrita pelo termo genérico Swan (sigla em inglês para Síndrome Sem Nome), já que nenhum médico conseguiu fazer um diagnóstico preciso.
Não se sabe exatamente quantas crianças são afetadas por problemas de saúde desconhecidos, mas Hawley está tentando fazer com que médicos e a população em geral discutam mais o assunto. Ela conta que desde cedo percebeu que havia algo errado com sua filha.
"Jessica simplesmente parou de se desenvolver. Ela começou a despencar nas tabelas de peso e altura e só ficava lá, deitada, em seu próprio mundo. Com quatro ou cinco meses, você espera que o bebê comece a sorrir e seguir você com os olhos..."
"Eu comecei a duvidar das minhas desconfianças e, em família, ninguém gosta de admitir que acha que há algum problema."

"Montanha-russa emocional"
Médicos disseram inicialmente que o bebê tinha refluxo e receitaram remédios, mas, após seis semanas, Jessica ainda não havia melhorado. Nesta altura, Hawley já estava extremamente preocupada. Como já tinha uma filha mais velha, ela sabia que Jessica não tinha alcançado alguns dos marcos do desenvolvimento dos bebês.
Mesmo após passar por diversos testes e exames, não foi possível descobrir qual era o problema de Jessica. A família decidiu, então, levar a menina a um médico particular que pediu uma ressonância magnética. O resultado permitiu apenas que o especialista identificasse que havia algo errado e que é possível que a menina nunca ande ou fale normalmente.
"Você não tem nenhuma ideia de qual será o futuro da criança", diz Lauren Roberts, da ONG Swan UK, criada para oferecer apoio e informação a famílias de crianças com problemas genéticos não-identificados. "Se você não tem um diagnóstico, você não sabe se eles alguns dia vão andar, falar, ou qual será sua expectativa de vida. Você passa a sua vida inteira nessa constante montanha-russa emocional de testes e mais testes com resultados negativos e com ninguém sendo capaz de responder suas perguntas."
"Eles podem até mapear todo o seu código genético, sem descobrir a raiz do problema. Isso acontece principalmente porque (a origem do problema) é uma alteração tão mínima no código genético que não aparece nos testes", diz Roberts, que afirma já ter sido procurada por 250 famílias desde a criação da organização há seis meses. Segundo ela, há estimativas de que algo entre 30 e 50% das crianças com problemas de aprendizado sofrem de uma síndrome desconhecida.
"Quando as famílias nos procuram, são sempre as mesmas questões: elas se sentem extremamente isoladas, sentem como se vivessem em um limbo, porque ninguém consegue lhes dar respostas."

Água
Jessica faz aulas de natação desde as cinco semanas de idade. Como instrutora de natação para crianças, Hawley percebeu que, mesmo sem diagnóstico ou plano de tratamento, o tempo na piscina poderia ser útil para ajudar o desenvolvimento muscular de sua filha.
"Dentro da água, sem sentir seu peso, Jessica consegue flutuar e se movimentar facilmente. Ela tem dificuldade de sustentar peso nas pernas, mas dentro da água, ela é como qualquer criança de sua idade."
"É um alívio tão grande vê-la na água, boiando e se divertindo, sem nenhuma preocupação, como qualquer criança saudável", diz Hawley. Os pais de Jessica estão começando a se conformar com a possibilidade de que eles podem nunca descobrir o que a menina tem.
Ainda assim, ele se dizem otimistas e vêm buscando chamar atenção para o problema, além de ajudar outras famílias passando por experiências semelhantes.
"Fomos ao Hospital Infantil de Birmingham em dezembro e vimos um pediatra lá. Eu disse: 'Ela tem uma síndrome sem nome' e ele respondeu: 'Ah, nunca ouvi falar dessa'".
"No momento, eu não tenho nada para pesquisar... Google é uma coisa ótima, mas também é ruim, porque você acaba se agarrando a qualquer informação."

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Britânica de 21 anos conta como é ser assexuada

02/02/2012 07h03 - Atualizado em 02/02/2012 07h29

Britânica de 21 anos conta como é ser assexuada

Jenni Goodchild diz não sentir desejo sexual, mas tem namorado.

A britânica Jenni Goodchild, de 21 anos, se considera assexuada e afirmar não ter nenhum interesse em sexo, ainda que tenha um namorado.
'Para mim, basicamente, (ser assexuada) quer dizer que eu não olho para as pessoas e penso 'hmmm, eu gostaria de ter relações sexuais com você'. Isso simplesmente não acontece', diz ela.
A estudante da Universidade de Oxford faz parte de 1% dos britânicos que se identificam como assexuados. A assexualidade é descrita como uma orientação, diferentemente do celibato, que é visto como uma escolha.
'As pessoas me perguntam: 'se você nunca experimentou, como você sabe?' Bem, se você é heterossexual, você já experimentou ter relações com uma pessoa do mesmo sexo? Como você sabe que não ia gostar então? Você simplesmente sabe que você não tem interesse nisso, independentemente de ter experimentado ou não', diz ela.
A britânica Jenni Goodchild e seu namorado, Tim (Foto: Pioneer Productions) 
A britânica Jenni Goodchild e seu namorado, Tim (Foto: Pioneer Productions)

Na Grã-Bretanha, há um website dedicado à comunidade assexuada, a Asexual Visibility and Education Network (Rede de Visibilidade e Educação Assexual), que faz questão de frisar que a diversidade entre eles é tão grande como entre a comunidade 'sexual'.
O sociólogo Mark Carrigan, da Universidade de Warwick, explica que há, por exemplo, assexuados românticos e não românticos.
'Assexuados não românticos não tem nenhum tipo de relação romântica, então em muitos casos eles não querem ser tocados, não querem nenhum tipo de intimidade física', diz Carrigan.
'Os assexuados românticos não sentem desejo sexual, mas sentem atração romântica. Então, eles veem alguém e não respondem sexualmente a essa pessoa, mas podem querer ficar mais próximos, conhecê-la melhor, dividir coisas com ela.'

Namorado
Este é o caso de Jenni, que é hetero-romântica e, apesar de não ter nenhum interesse em sexo, ainda sente atração por pessoas do sexo oposto e está em um relacionamento com Tim, de 22 anos.
Tim, no entanto, não é assexuado.
'Muitas pessoas chegam a perguntar se eu não estou sendo egoísta de mantê-lo em uma relação que não vai satisfazê-lo e dizem que ele deveria namorar alguém como ele, mas ele parece bem feliz, então eu diria que ele é quem deve decidir isso', diz Jenni.
Segundo Tim, ele está gostando de passar tempo com Jenni e de conhecê-la melhor concentrando as atenções no lado romântico do relacionamento.
'A primeira vez que Jenni mencionou durante uma conversa que era assexuada, meu primeiro pensamento foi: 'hmmm, isso é um pouco estranho', mas eu sabia que não deveria fazer suposições sobre o que isso significava', explica Tim.
'Eu nunca fui obcecado por sexo. Eu nunca fui do tipo que tem que sair à noite e tem que achar alguém para ter uma relação sexual, só porque é isso que as pessoas fazem...então, não estou tão preocupado com isso.'
Ainda assim, a relação de Jenni e Tim tem um lado físico, já que eles se abraçam e se beijam para expressar seu afeto um pelo outro.

Estudos científicos
A assexualidade foi objeto de poucos estudos científicos, segundo Carrigan, porque até 2001 não havia uma comunidade assexuada e, portanto, um objeto a ser estudado.
'Houve muitas pesquisas sobre transtorno do desejo sexual hipoativo, que é classificado como um transtorno de personalidade, e é quando você não sente atração sexual e sofre por conta disso. Então, muitas pessoas que depois foram definidas como assexuadas podem ter sido vistas anteriormente como alguém que sofria desse transtorno', diz Carrigan.
A falta de pesquisas sobre o assunto dá margem a especulações sobre por que algumas pessoas não sentem desejo sexual.
'Há pessoas que definitivamente veem isso como uma doença, que pode ser curada com remédios, outras perguntam se já chequei meus níveis hormonais, como se essa fosse uma solução óbvia', diz Jenni.
'E há pessoas que vão ainda mais longe. Já me perguntaram se fui molestada quando era criança, que não é uma pergunta apropriada. E eu não fui.'

Preconceito e marginalização
Apesar de assexuados às vezes sofrerem discriminação, Carrigan diz que o preconceito é diferente da 'fobia' que lésbicas e gays podem sofrer.
'É mais uma questão de marginalização, porque as pessoas não entendem a assexualidade.'
'A revolução sexual mudou muito a forma como lidamos com o sexo e como pensamos nisso como sociedade. Algumas pesquisas me dão uma sensação de que há um grau de sexualização excessiva na sociedade, as pessoas simplesmente não entendem a assexualidade', diz Carrigan.
Segundo a especialista em relacionamentos e sexualidade Pam Spurr, as pessoas conseguem falar sobre baixa ou alta libido, mas a assexualidade não é um assunto muito discutido abertamente.
Carrigan acha que uma comunidade assexuada mais visível pode ter um efeito nas pessoas que não são assexuadas.
'Não havia um conceito de heterossexualidade até haver homossexuais. Foi só quando algumas pessoas passaram a se definir como homossexuais que passou a fazer sentido para outras pessoas pensar em si mesmas como heterossexuais', explica Carrigan.
'Se é verdade que até 1% da população é assexuada e mais pessoas vão saber que eles existem, será que isso vai mudar a maneira como pessoas 'sexuais' se veem? Porque não há hoje uma boa palavra para definir pessoas que não são assexuadas.'

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Paraplégico viaja França de muletas para alertar sobre lesões na medula

03/02/2012 06h57 - Atualizado em 03/02/2012 07h48

Paraplégico viaja França de muletas para alertar sobre lesões na medula

Apoiado em muletas, ele quer mobilizar sociedade a encontrar solução médica para esse tipo de lesão.


O francês Joe Kals (Foto: BBC) 
O francês Joe Kals (Foto: BBC)

Paraplégico há 30 anos, Joe Kals está percorrendo a França a pé, apoiado em muletas e utilizando somente a força dos braços e do abdômen, para tentar mobilizar a sociedade a encontrar uma solução médica para lesões na medula espinhal.
No último domingo, ele atingiu a marca de mil quilômetros. No total ele irá percorrer 1.320 quilômetros, entre Havre, no noroeste da França, e Menton, no sul do país, próximo a Mônaco, onde reside.
Kals ficou totalmente paralisado da cintura para baixo após sofrer um acidente de moto em 1982.
Para realizar a 'caminhada' pelas estradas francesas, ele usa talas que deixam suas pernas rígidas. Apoiado em muletas, ele 'dá passos' balançando suas pernas para frente, como um pêndulo.
Em entrevista à BBC Brasil, ele contou ter se preparado durante cinco anos para realizar essa maratona. Graves problemas médicos e uma cirurgia em 2010 atrasaram os preparativos físicos, retomados no final daquele ano.
O francês deixou a cidade de Havre em agosto de 2011 e espera chegar a Menton entre o final de fevereiro e meados de março próximo.

Mobilização
Kals caminha em média dez quilômetros por dia durante quatro dias e depois passa um dia descansando.
'Quero sensibilizar as pessoas em relação a um problema que é mundial. Não quero provar nada a ninguém com essa caminhada. Desejo apenas que haja uma tomada de consciência e uma mobilização para encontrar uma solução para as lesões na medula espinhal', disse.
Ele diz que o fato de ser paraplégico ou tetraplégico é considerado por muitos uma fatalidade, mas ele contesta essa visão.
'Quando sofri meu acidente em 1982 e fiquei paraplégico, os médicos me diziam que a soluções para a lesão na medula estavam muitas próximas de ser obtidas. Mas 30 anos depois, continuam dizendo a mesma coisa.'
'Quero criar um movimento para que as coisas avancem em relação a isso. Gostaria que no futuro, o mais próximo possível, as pessoas não tenham mais sequelas de uma lesão medular e possam viver com dignidade', diz ele, acrescentando que a paraplegia causa sofrimento físico e também moral.

Sensação de liberdade
Atualmente, Kals se encontra nos arredores da cidade de Aix-en-Provence, próxima à Marselha, no sul do país.
Ele afirma que continua 'caminhando' normalmente pelas estradas, apesar do frio rigoroso que atravessa a França atualmente, com temperaturas negativas por todo o país. 'Enquanto não me deparar com estradas cobertas de gelo ou neve, vou continuar caminhando.'
Como qualquer 'maratonista', Kals também enfrenta problemas ligados ao esforço físico. Mas como a paraplegia o impede de sentir dores abaixo da cintura, ele não sente, por exemplo, quando está com bolhas nos pés.
'Após dezenas de anos em uma cadeira rolante, as sensações são inúmeras. Cada passo que dou, não farei novamente no futuro. Então aproveito cada instante, cada paisagem, cada encontro. Estou me sentindo livre', diz Kals.



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Trio de irmãs retira mamas e útero para evitar câncer que matou a mãe

31/01/2012 19h40 - Atualizado em 31/01/2012 19h41

Trio de irmãs retira mamas e útero para evitar câncer que matou a mãe

Gene mortal detectado em britânicas causa tumores nos seios e ovários.
Defeito genético faz que chances de tumor na mama cheguem a 85%.

Do G1, em São Paulo
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Três irmãs britânicas passaram por cirurgias para remover as mamas após descobrirem que eram portadoras de um gene que matou a mãe delas em 1986 por conta de um câncer de mama. Para evitar a herança genética, duas delas também retiraram o útero de seus ventres e a terceira irá passar pela mesma operação em breve. As informações são dos jornais britânicos "Daily Mail" e "The Sun".

A mãe delas morreu com 32 anos de idade, em 1986. Dezenove anos mais tarde, Luan detectou um nódulo no seio ao se apalpar durante o banho.
Os exames confirmaram que ela havia herdado o mesmo problema da mãe. No mês de julho de 2005, ela removeu o caroço e passou por seis meses de quimioterapia seguidos por quatro semanas de radioterapia.
Mesmo com o sucesso do tratamento, os médicos alertaram que Luan era portadora de um gene que era o principal responsável por provocar os tumores. Com medo de também serem portadoras do mesmo defeito genético, as irmãs Kim e Jemma também fizeram testes sanguíneos em 2007.
As irmãs britânicas Luan (esquerda), Kim (centro) e Jemma. (Foto: The Sun / Reprodução)As irmãs britânicas Luan (esquerda), Kim (centro) e Jemma. (Foto: The Sun / Reprodução)
O diagnóstico não poderia ser pior: todas eram portadoras do mesmo gene, que matara a mãe há mais de duas decadas e apresentava um risco de 85% de desenvolvimento de tumores. Foi quando os médicos sugeriram que as três removessem o tecido de suas mamas e depois passarem por cirurgias de reconstrução dos seios.
Entre o final de 2007 e 2008, as três seguiram a orientação dos médicos, mas foram informadas que esse sacrifício talvez não fosse suficiente. Segundo os especialistas, elas também precisariam retirar os ovários, já que o gene poderia também provocar tumores malignos nesses órgãos.
A solução que elas encontraram foi enfrentar uma remoção radical, que extraiu útero, trompas e ovários das britânicas. Somente Jemma ainda não passou pela operação, pois deseja tentar ter filhos com o marido.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

EL DR. FRANCESC ABEL I FABRE, s.j. NOS HA DEJADO

EL DR. FRANCESC ABEL I FABRE, s.j. NOS HA DEJADO
Apreciados amigos:

Empieza un nuevo año y nos deja un vacío inmenso, ya que en la madrugada del 31 de Diciembre falleció el Dr. Francesc Abel, s.j. a la edad de 78 años, como si hubiese planificado su adiós en el último día de 2011.
Tal y como informábamos hace unas semanas, su estado de salud, ya era precario en los últimos tiempos, pero nada hacía pensar que nos dejaría tan pronto… Le despedimos con un doble sentimiento de tristeza por su pérdida y a la vez de alegría por saber que ya descansa junto al Padre.
Quedó pendiente rendirle el merecido homenaje que le estábamos preparando, para que él en vida pudiese participar y vivirlo... lo haremos de todos modos, en su memoria, contando que estará presente en espíritu. Todos los que hemos aprendido a su lado, con su impagable maestría y guía, tanto en el campo profesional de la bioética como personal y espiritual, le tendremos siempre entre nosotros y continuaremos disfrutando de su legado.
La disciplina de la Bioética, que él tanto amaba, debe mucho a su persona, en especial por su desarrollo en Cataluña (creando en 1976 el Institut Borja de Bioètica, el primer centro de toda Europa, impulsando la creación del Comité de Bioética de Cataluña el año 1991, la regulación de los Comités de ética asistenciales y de investigación, la creación de la Societat Catalana de Bioètica, etc.), y también por su impulso a nivel europeo ya hace 35 años... parecen lejanas aquellas fechas en las que se empezaba a hablar de bioética, se creaban los primeros comités de ética hospitalarios, se organizaban jornadas y reuniones, se desarrollaban las primeras actividades de formación para profesionales sanitarios. También entidades ya muy consolidadas a nivel internacional como Medicus Mundi, o la European Association of Centres of Medical Ethics y otras, tuvieron al Dr. Abel como líder e impulsor...La tarea realizada durante estos años y su continuidad son su mejor legado. Para todos aquellos que queráis hacer un breve repaso a su biografía, podéis consultarla en el breve CV adjunto.
Hemos caminado mucho juntos y bajo su guía nos ha hecho aprender, siempre desde la ponderación y la prudencia, pero no sin ese punto de valentía y firmeza en sus planteamientos y reflexiones que surgían desde su profunda fe cristiana, promoviendo el diálogo entre ciencias y humanidades en el que tanto creía. Esperamos ser merecedores de la confianza que nos depositó al hacernos legado de su incansable tarea, y desde el INSTITUT BORJA DE BIOÈTICA continuaremos adelante ofreciendo día a día nuestro trabajo a tota la sociedad y en su memoria.
Su último adiós fue en una misa funeral que se ofreció el 9 de Enero en la Iglesia del Sagrado Corazón - PP Jesuitas.
¡Descansa en paz estimado Francesc!
Núria Terribas i Sala
Directora IBB 


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Garoto peruano carrega feto de irmão gêmeo na barriga

30/01/2012 16h18 - Atualizado em 30/01/2012 16h18

Garoto peruano carrega feto de irmão gêmeo na barriga


Isbac Pacunda, de 3 anos, carrega um feto de 700 gramas no abdômen.
Caso pode acontecer uma vez a cada 500 mil nascimentos, dizem médicos.


Do G1, com informações da AP

O pai Leonidas Pacunda com o filho, Isbac, que carrega um feto em seu abdômen. (Foto: Karel Navarro / AP Photo)
Leonidas Pacunda com o filho Isbac, que carrega
um feto no abdômen. (Foto:Karel Navarro/AP Photo)
Um garoto de três anos de idade vai passar por uma cirurgia no Peru para retirada do feto de um irmão gêmeo, que ficou alojado dentro de sua barriga.
A operação no jovem Isbac Pacunda estava marcada para esta segunda-feira (30), após exames de tomografia e ecografia terem detectado o feto de 700 gramas e 25 centímetros de tamanho.
Para os médicos que cuidam do caso, a chance de um feto acabar dentro do corpo do irmão gêmeo é de 1 a cada 500 mil nascimentos.
Segundo Carlos Astocondor, cirurgião pediatra que participa dos cuidados ao jovem peruano, casos como o de Isbac acontecem quando o óvulo fecundado está se formando e antes do início da criação do embrião.
O feto dentro de Isbac não chegou a desenvolver cérebro, coração, pulmões ou intestinos, mas possui couro cabeludo no crânio, ossos de membros superiores e inferiores e ossículos nas mãos e nos pés.
O pai do garoto, Leonidas Pacunda, saiu com o filho de Ajachin, uma comunidade de índios aguarunas na região amazônica de Loreto, e viajou por 375 quilômetros até a cidade de Chiclayo, capital da região de Lambayeque, a 660 quilômetros a noroeste de Lima.
Há três anos, os responsáveis pelo parto de Isbac disseram a Leonidas que ele seria pai de gêmeos, mas o agricultor nunca chegou a entender o que havia acontecido com o outro filho. Nenhum feto havia sido detectado no corpo de Isbac até Leonidas resolver levar o jovem até o Hospital Las Mercedes, em Chiclayo.

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