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terça-feira, 12 de julho de 2016

Órgão Especial aprova resolução sobre judicialização da saúde

Órgão Especial aprova resolução sobre judicialização da saúde


Institucional | 23.06.2016
Divulgação
cruz vermelha
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aprovou, em 22 de junho, resolução que estabelece a competência prioritária para processar e julgar processos que tenham por objeto o direito à saúde pública e à saúde suplementar (prestada pelos planos de saúde), nas comarcas com mais de uma vara cível, da fazenda pública ou da infância e da juventude. O documento atende recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o assunto.


De acordo com o documento, a competência prioritária para conhecer, processar e julgar as novas ações que dizem respeito ao direito à saúde pública ou suplementar será exercida pela Vara da Fazenda Pública. Nas comarcas onde houver mais de uma Vara da Fazenda Pública, a competência será do juiz da 2ª Vara. Nas comarcas onde não houver essa especialização, a competência será da 2ª Vara Cível.



Para as ações que envolvam o direito de crianças e adolescentes à saúde pública e suplementar, a resolução ressalva a competência absoluta da Vara da Infância e da Juventude para decidir.



As ações desse tipo distribuídas antes da entrada em vigor da resolução continuarão a tramitar nas varas em que se encontram.



















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Clínica terapêutica deve indenizar por morte durante reabilitação

Clínica terapêutica deve indenizar por morte durante reabilitação


Decisão | 14.06.2016
A Comunidade Terapêutica Vale das Águas (CTVA) deve pagar indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil e pensão mensal de um salário mínimo à mulher de um açougueiro que morreu durante reabilitação na clínica. A decisão é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reformou parcialmente a sentença da 2ª Vara Cível de Pouso Alegre.

Em janeiro de 2012, o açougueiro foi internado na clínica terapêutica, localizada em Vargem/SP, para tratar o alcoolismo. Porém, ele morreu um dia após sua chegada por insuficiência respiratória aguda em decorrência de afogamento na piscina de lazer da CTVA. A esposa e o filho do paciente entraram com ação judicial contra a clínica requerendo indenização por danos morais e materiais.

O juiz da 2ª Vara Cível de Pouso Alegre, Nereu Ramos Figueiredo, sentenciou a Comunidade Terapêutica a pagar R$ 100 mil, por danos morais, aos autores da ação. Contudo, o magistrado negou o pedido de pensão mensal. Ele entendeu que o estabelecimento da família continuou funcionando na ausência do pai, não havendo redução do rendimento.

Os autores da ação entraram com recurso requerendo indenização, por danos morais, superior a R$ 264 mil para cada um, além de pensão mensal, uma vez que foi comprovada a dependência financeira em relação ao açougueiro.

A clínica também recorreu, alegando que a morte foi uma fatalidade sem relação com a atividade desempenhada pela instituição, e pediu a exclusão ou a diminuição do valor arbitrado.

O desembargador Leite Praça, relator do recurso, entendeu que o açougueiro contribuía para o sustento familiar, sendo necessária uma pensão mensal no valor de um salário mínimo para a viúva, a partir da data do acidente até o dia em que o açougueiro faria 75 anos, como forma de compensação.

Quanto à indenização por danos morais, o relator do recurso ressaltou que a clínica terapêutica, na posição de prestadora de serviços, torna-se responsável pelos danos causados a todas as vítimas em decorrência de falha na prestação do serviço, conforme os artigos 14 e 15 do Código de Defesa do Consumidor. No que diz respeito ao valor fixado em primeira instância, no entanto, o magistrado observou que, “além de compatível com o dano moral sofrido, também observa os critérios de proporcionalidade e razoabilidade, sem implicar enriquecimento sem causa.”

Dessa forma, o desembargador reformou a sentença apenas para determinar o pagamento da pensão mensal à viúva.

Os desembargadores Evandro Lopes da Costa Teixeira e Roberto Soares de Vasconcellos Paes votaram de acordo com o relator.













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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Belga pede autorização para eutanásia por não aceitar a própria sexualidade

BBC
21/06/2016 14h13 - Atualizado em 21/06/2016 14h16

Belga pede autorização para eutanásia por não aceitar a própria sexualidade

Sébastien se ampara em lei do país que permite às pessoas com sofrimento psicológico receber ajuda para morrer.

Jonathan BlakeDa BBC

Sébastien quer usar lei que permite às pessoas com sofrimento psicológico receber ajuda para morrer (Foto: BBC)Sébastien quer usar lei que permite às pessoas com sofrimento psicológico receber ajuda para morrer (Foto: BBC)
Um homem gay belga quer receber autorização legal para morrer. Para isso, argumenta que sofre psicologicamente por não conseguir aceitar sua sexualidade.
Identificado apenas como Sébastien, ele diz já ter pensado cuidadosamente sobre o momento em que sua vida chegará ao fim.

“No momento em que puserem o soro em minhas veias, para mim será apenas um tipo de anestesia”, afirmou o belga, de 39 anos, ao programa Victoria Derbyshire, da BBC.
A eutanásia é legal na Bélgica desde 2002. No ano mais recente em termos estatísticos, 2013, houve 1.807 casos no país, a maioria deles de pessoas idosas sofrendo de doenças terminais - apenas 4% tinham distúrbios psiquiátricos.
Sébastien diz ter feito terapia durante 17 anos, além de tomar remédios, e acreditar não ter outra opção. Ele afirma sentir atração por homens jovens e adolescentes e ter traumas de infância.
“Minha mãe tinha demência, então eu também não estava bem mentalmente. Sentia-me absurdamente solitário, introvertido e inibido. Tinha medo o tempo todo” , contou.
“Tinha 15 anos quando me apaixonei por um rapaz. Mas era insuportável para mim, porque eu não queria ser gay.”
A lei belga estabelece que, para ter direito à eutanásia, os pacientes precisam demonstrar constante e insuportável sofrimento psicológico ou físico.
Nos casos de transtornos psicológicos, três médicos precisam concordar que pôr fim à vida do paciente, caso essa seja sua vontade, é a melhor opção. Mas Sébastien está determinado a buscar a autorização.
“Sempre pensei na morte. O que sinto é um sofrimento permanente, é como estar aprisionado em meu próprio corpo”, explicou.
“É uma constante sensação de vergonha, uma sensação de cansaço de estar atraído por quem você não deveria. É como se tudo fosse ao contrário do eu que gostaria.”
 Belga disse a repórter da BBC passar por "sofrimento permanente"  (Foto: BBC)Belga disse a repórter da BBC passar por "sofrimento permanente" (Foto: BBC)O pedido de Sébastien foi aceito inicialmente - ele precisa passar por mais exames para que seja determinado se a lei se aplica ao seu caso.
Há imenso apoio público à eutanásia na Bélgica. O número total de casos aprovados tem crescido anualmente desde 2002 - dois anos atrás, a lei foi alterada para permitir a prática inclusive para crianças em estado terminal.
Mas especialistas debatem se isso deveria se aplicar a pessoas que são mentalmente frágeis.
Caroline Depuydt, psicóloga que trabalha no hospital psiquiátrico Clinique Fond’Roy, em Bruxelas, diz que prefere encorajar pacientes a buscar tratamento.
“Sempre temos algo que pode funcionar. Tempo, remédios, psicoterapia - algo que precisamos tentar e perseverar. O psiquiatra sempre precisa dar esperanças ao paciente de que as coisas não terminaram”, afirmou ela.
“É uma lei difícil, que envolve questões filosóficas e éticas. Não há uma única resposta.”
Todas as mortes na Bélgica são revistas por um comitê de médicos e advogados. Para Gilles Genicot, professor de legislação médica da Universidade de Liége e membro do comitê que revê os casos de eutanásia, o caso de Sébastian não preenche o critério legal para a prática.
“É bem mais provável que ele tenha problemas psicológicos relacionados à sua sexualidade. Não consegui encontrar um traço de alguma doença mental nele. Mas o que você não pode fazer é simplesmente desconsiderar a opção de eutanásia para pacientes”, afirmou.
“Esses pacientes podem entrar no espectro da lei se todos os tratamentos prescritos pelos médicos falharem e três médicos concluírem que não há mais opções.”
À espera de análise
O homem mostra ceticismo ao ser questionado sobre a possibilidade de desistir da eutanásia.
“Se alguém me desse uma cura milagrosa, por que não? No momento, porém, eu não acredito mais. Estou cansado.”
Apesar de estar calmo à respeito da decisão de morrer, ele admite que isso afetará as pessoas à sua volta.
“O maior problema será contar para minha família. Se eu receber um sim (a autorização para morrer), essa será o maior problema.”






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O bebê que surpreendeu os médicos ao sobreviver com o cérebro fora do crânio

BBC
22/06/2016 20h39 - Atualizado em 22/06/2016 20h39

O bebê que surpreendeu os médicos ao sobreviver com o cérebro fora do crânio

Com prognósticos de que filho não sobreviveria, pais quase fizeram aborto, mas desistiram; Bentley nasceu com saúde e, aos sete meses, foi submetido a cirurgia para corrigir o problema.

Lucía BlascoDa BBC Mundo

Previsão inicial dos médicos era de Bentley não sobreviveria  (Foto: C. Cohen/Hospital Infantil de Boston)Previsão inicial dos médicos era de Bentley não sobreviveria (Foto: C. Cohen/Hospital Infantil de Boston)
Quando Sierra Yoder estava grávida de cinco meses, os médicos da pequena cidade onde ela vivia no Estado de Ohio, nos Estados Unidos, disseram que seu filho tinha uma doença muito rara, conhecida como encefalocele.
Isso significa que o cérebro do bebê estava crescendo fora do crânio.
"Eles nos disseram que nosso filho não sobreviveria. Não nos deram nenhuma esperança", explicou Yoder.
Diante dos prognósticos ruins dados pelos médicos, ela e seu marido, Dustin Yoder, decidiram que interromperiam a gravidez.
Eles já estavam dispostos a iniciar o procedimento do aborto, mas, de última hora, mudaram de ideia e seguiram em frente.
E, apesar de todas as previsões negativas, Bentley nasceu com saúde e sobreviveu.
Pais Sierra e Dustin não conseguiam entender como o bebê usa o cérebro (Foto: C. Cohen/Hospital Infantil de Boston)Pais Sierra e Dustin não conseguiam entender como o bebê usa o cérebro (Foto: C. Cohen/Hospital Infantil de Boston)
Preparados para o pior
Sierra teve uma gestação normal, e o bebê veio ao mundo em 31 de outubro de 2015, um dia depois do previsto.
"Quando Bentley nasceu, esperávamos que ele não fosse chorar, que não fosse se mexer, pensávamos que não saberíamos nem identificar quando ele estivesse com fome", disse Dustin.
No entanto, o bebê chegou como todos os outros: chorando. "Nós nos olhamos e pensamos: eles nos disseram que ele nem sequer iria respirar", contou Sierra.
Apesar da surpresa, o processo não foi fácil. Apesar da alegria pelo nascimento do filho, a mãe tinha se preparado para perdê-lo - diante das previsões negativas, ela procurou saber, por exemplo, informações sobre os procedimentos para funerais.
Mas o bebê se desenvolveu bem e recebeu alta.
"Nós não conseguíamos entender como Bentley estava usando seu cérebro. Pensamos que ele talvez ele estivesse usando uma parte que ficava dentro do crânio", disse Sierra.
Esperançosos, eles decidiram pedir uma segunda opinião em uma clínica em Cleveland e contataram especialistas do Hospital Infantil de Boston. Foram os médicos de lá que disseram ao casal que era possível fazer uma cirurgia em Bentley.
Os neurocirurgiões John Meara e Mark Proctor operaram o bebê em 24 de maio passado. E o procedimento foi um sucesso.
Futuro de menino ainda é uma incógnita, dizem médicos (Foto: C. Cohen/Hospital Infantil de Boston)Futuro de menino ainda é uma incógnita, dizem médicos (Foto: C. Cohen/Hospital Infantil de Boston)
Um caso raro
Quando a equipe do hospital conheceu os pais do bebê, dois meses antes da operação, ficou surpresa com o fato de que Bentley tinha sobrevivido e felizes diante da possibilidade de dar a ele melhores condições de vida, contou Proctor à BBC.
"Fizemos várias operações desse tipo durante o ano e por isso os pais vieram até nós. Não é algo que nunca havíamos visto", explicou.
"A encefalocele é uma doença rara que afeta um bebê em milhões. Mas o caso de Bentley era ainda mais particular porque ele tinha uma grande parte de seu cérebro ativa."
Por causa disso, havia razões para acreditar que o cérebro poderia funcionar normalmente, segundo o médico.
De acordo com os especialistas, não há como saber exatamente a porcentagem que estava ativa - eles estimam, porém, que provavelmente chegava perto dos 90%.
"Cada caso é um caso, mas o de Bentley era um dos mais complexos", disse o neurocirurgião.
Mas e agora, o que esperar do desenvolvimento do bebê?
"É uma pergunta difícil de responder. Ele provavelmente vai demorar um pouco mais para desenvolver a fala, mas esperamos que possa ter uma vida normal. Ainda é complicado saber como ele vai evoluir", afirmou o médico.
Operação foi um sucesso, dizem neurocirurgiões (Foto: C. Cohen/Hospital Infantil de Boston)Operação foi um sucesso, dizem neurocirurgiões (Foto: BBC)























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Alerta pelo zika vírus dispara os pedidos de aborto na América do Sul


Alerta pelo zika vírus dispara os pedidos de aborto na América do Sul

Dobra o número de mulheres que querem interromper a gravidez no Brasil, Equador e Venezuela

Estudo que expõe o quadro trabalha com dados não oficiais


Uma mulher grávida no Recife.

Uma mulher grávida no Recife. 
Os países afetados pelo zika vírus na América do Sul estão registrando uma escalada inusitada nos pedidos de aborto, de acordo com um estudo divulgado hoje. O zika vírus provoca apenas sintomas suaves, na maioria dos casos, mas também está associado a malformações cerebrais no feto. Em muitos dos países afetados, o aborto é muito restrito, por isso as mulheres grávidas podem ser forçadas a ter filhos que, na realidade, não desejam. Com essa situação, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS)pediu que os países atacados pelo vírus facilitem o acesso à interrupção da gravidez a todas as mulheres que desejarem.
Um estudo relaciona os alertas oficiais lançados sobre o zika vírus e um aumento dos pedidos de aborto. O estudo analisou o número de pedidos de aborto registrados pela ONG holandesa Women on The Web, que ajuda mulheres sem acesso a uma intervenção médica a abortar com fármacos. O estudo analisou o número de pedidos registrados entre janeiro de 2010 e março deste ano em 19 países latino-americanos afetados pelo zika.
Os resultados, publicados na prestigiosa revista médica New England Journal of Medicine, mostram que em todos os países que emitiram alertas por causa do zika (por exemplo, recomendando que as mulheres não engravidassem) com restrições sobre o aborto os pedidos online para a ONGs aumentaram significativamente. No Brasil, o país mais afetado pelo vírus, dobrou o número de pedidos, assim como no Equador e na Venezuela. As taxas aumentaram pelo menos um terço na maioria dos outros países analisados. Nos países que não emitiram nenhum alerta, não houve aumento, segundo o estudo.
“É difícil obter dados confiáveis sobre as decisões reprodutivas das mulheres na América Latina”, lamenta Abigail Aiken, pesquisadora da Universidade do Texas em Austin (EUA) e coautora do estudo. “É de esperar que nosso método esteja subestimando o impacto que as advertências de saúde tiveram nos pedidos de aborto, uma vez que muitas mulheres usaram métodos inseguros para abortar ou recorreram a métodos clandestinos”, afirma.
Não é suficiente que os governos alertem as mulheres sobre os riscos do zika, também devem se esforçar para garantir que elas tenham opções reprodutivas seguras, legais e acessíveis
No Brasil a chegada do zika reabriu o debate sobre leis atuais e aborto, que mudaram pouco desde os anos quarenta. Os meios de comunicação noticiaram que algumas mulheres recorrem a métodos clandestinos, mesmo antes de serem diagnosticadas.

“Não é suficiente que os governos alertem as mulheres sobre os riscos do zika, também devem se esforçar para garantir que elas tenham opções reprodutivas seguras, legais e acessíveis”, afirmou Catherine Aiken, pesquisadora da Universidade de Cambridge e coautora do trabalho. Também participaram especialistas da Universidade de Princeton (EUA) e Edimburgo (Reino Unido).



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quinta-feira, 30 de junho de 2016

ONU recomenda que Irlanda permita aborto de feto com anomalia grave

ONU recomenda que Irlanda permita aborto de feto com anomalia grave


O comitê de Direitos Humanos da ONU afirmou que é cruel com a gestante impedir o aborto de um feto com uma anomalia tão grave que inviabiliza a vida fora do útero. Segundo a Anistia Internacional, é a primeira vez que a ONU se posiciona sobre o assunto e determina que um país mude suas leis sobre interrupção de gravidez.
Quem levou a discussão para o grupo foi uma mulher impedida de abortar na Irlanda. O país é um dos mais conservadores na Europa. Lá, a gravidez só pode ser interrompida se oferecer risco de morte para a mãe. Caso contrário, a interrupção é considerada ilegal e quem aborta pode ser condenado até à prisão perpétua. A alternativa para as irlandesas é viajar para o Reino Unido, onde o aborto é legalizado e feito em hospitais públicos.
Para o comitê da ONU, obrigar uma mulher a carregar um feto sem chances de vida é desumano e cruel, assim como fazer com que ela tenha que viajar para outro país para interromper a gravidez. Com a decisão da ONU, a Irlanda agora terá de indenizar as duas grávidas e modificar a sua legislação sobre o aborto.














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Let’s increase organ transplant rates by encouraging euthanasia patients to donate, say doctors


Since 2005 about 40 people in Belgium and the Netherlands have successfully combined euthanasia with organ donation, according to an article in the Journal of Medical Ethics by ethicists and transplant specialists. The doctors are so enthusiastic about the procedure that they have proposed legal changes which will speed up the procedure and maximize the number of donations. Although the numbers are still low, the idea is becoming more popular in both countries, according to the authors.
(Not everyone – in fact, only a small proportion – of people who request euthanasia are potential organ donors. Most requests come from patients with cancer, which makes them unsuitable donors. Most of the Belgians who have already participated in the programme appear to have suffered from strokes or multiple sclerosis.)
However there are some legal and ethical wrinkles to be ironed out to make the transition from euthanasia to organ donation seamless.
Some regulations and laws are supposed to be safeguards, but they slow the procedure down. For example, in the Netherlands, euthanasia is not regarded as a natural death and so permission must be sought from the public prosecutor to dispose of the body. In Belgium (where euthanasia is regarded as “natural”), three doctors need to sign off on the procedure. These laws are not absolutely necessary.
On the ethical side (assuming that euthanasia is perfectly ethical), relatives are supposed to be able to participate in the patient’s death. But if he or she wished to donate organs, they will have to bid farewell in a cold hospital setting. However, experience in Belgium shows that neither relatives nor patients mind this.
Another consideration is whether informing euthanasia patients about organ donation puts pressure on them to agree. The authors believe that it doesn’t, provided that it is done tactfully. According to the principles of the Hippocratic Oath, doctors may even have an obligation to inform patients because they will be saving lives of organ recipients. They also point out that “The patient could be very relieved discovering the existence of this option and receiving the possibility to give meaning to his or her own suffering, by potentially relieving the suffering of others.”
Until now, transplant protocols have specified a strict separation between organ donation and euthanasia. However, if the patient is keen, this is not necessary. “As long as all due diligence requirements are fulfilled, it should not be an obstacle if euthanasia and donation are not fully separated,” the authors argue.
Finally, the dead donor rule is frustratingly inconvenient for organ donor euthanasia. Since the patient has chosen to die anyway, why shouldn’t it be possible, to have “a ‘heart-beating organ donation euthanasia’ where a patient is sedated, after which his organs are being removed,causing death”?
The authors conclude:
“Combining euthanasia and organ donation in a so-called ‘donation after circulatory death’ procedure seems feasible on legal, ethical or medical grounds, and is increasingly gaining social acceptance in both Belgium and the Netherlands. Since current legislation does not specifically focus on the—when drafted unpractised—combination, future redrafting may be necessary in perspective of the contemporary developments regarding occurrence of such combined procedures.”




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À espera de transplante, americano vive 555 dias sem coração

BBC
15/06/2016 07h43 - Atualizado em 15/06/2016 07h43

À espera de transplante, americano vive 555 dias sem coração

Enquanto aguardava doador, jovem de Michigan foi mantido vivo com coração artificial externo - que carregava na mochila.

Issaac MumenaBBC Africa, Kampala

Stan Larkin na quadra de basquete, com o coração artificial e o Freedom Driver em uma mochila (Foto: Universidade de Michigan/Divulgação)Stan Larkin na quadra de basquete, com o coração artificial e o Freedom Driver em uma mochila (Foto: Universidade de Michigan/Divulgação)
Nos últimos 18 meses, o americano Stan Larkin, de 25 anos, levou uma rotina semelhante a de outros jovens da mesma idade, com momentos de lazer ao lado a família, passeios de carro com os amigos e eventuais jogos de basquete. A diferença é que Larkin não tinha um coração.
Diagnosticado com cardiomiopatia, condição genética que afeta o músculo do coração, o morador de Ypsilanti, no Estado de Michigan, foi submetido a uma cirurgia para a retirada do órgão em 7 de novembro de 2014.
Durante os 555 dias seguintes, enquanto aguardava um doador compatível para que pudesse ser submetido a um transplante, Larkin foi mantido vivo graças a um coração artificial temporário.
O dispositivo, denominado "Coração Artificial Total" e fabricado pela empresa SynCardia, é conectado por dois tubos que saem do corpo do paciente a uma máquina chamada Freedom Driver, que garante a energia para o funcionamento do coração artificial e permite que o sangue seja bombeado para o corpo.
Pesando pouco mais de 6 kg, o Freedom Driver é carregado em uma mochila, o que permitiu que Larkin, em vez de esperar pelo transplante em uma cama de hospital, como a maioria dos pacientes nessa situação, pudesse ir para casa e levar uma vida praticamente normal durante o período.
No mês passado, os médicos finalmente encontraram um doador e Larkin recebeu um transplante. Ele passa bem e já teve alta.
Stan Larkin, com o coração artificial, jogando basquete com seu pai (Foto: Universidade de Michigan/Divulgação)Stan Larkin, com o coração artificial, jogando basquete com seu pai (Foto: Universidade de Michigan/Divulgação)
"É impressionante como ele levou uma vida ativa com o dispositivo, até jogando basquete", disse à BBC Brasil o médico Jonathan Haft, que realizou ambas as cirurgias no Centro Cardiovascular Frankel da Universidade de Michigan.
"Ele obviamente queria o transplante, queria se livrar da mochila e de todo o trabalho envolvido, mas em termos de independência e qualidade de vida foi realmente extraordinário ver como ele se saiu bem", avalia o cirurgião.
Grupo seleto
Apesar de não ser inédito, o caso de Larkin é pouco comum. "Ele foi o primeiro paciente no Estado de Michigan a ser liberado do hospital usando essa tecnologia, esse componente externo que permite ao paciente esperar pelo transplante em casa", salienta Haft.
Segundo a Universidade de Michigan, antes dessa tecnologia portátil ser aprovada nos Estados Unidos (em junho de 2014), o coração artificial total temporário era ligado a uma máquina chamada "Big Blue", que pesava cerca de 190 kg e tinha o tamanho de uma lavadora de roupas, obrigando os pacientes a permanecer no hospital por meses ou até anos até encontrarem um doador.
De acordo com Haft, o coração artificial total do tipo usado por Larkin é implantado cerca de 200 vezes por ano ao redor do mundo, um número bastante baixo em um universo de milhões de pessoas com doenças cardíacas graves.
O médico observa que, em caso de pacientes à espera de transplante, costuma ser mais frequente o uso de dispositivos de assistência ventricular, que auxiliam apenas um ou outro lado do coração.
Ao contrário desses dispositivos, o coração artificial total é equipado para auxiliar quando ambos os lados do coração falham e precisam de assistência, como no caso de Larkin.
Conforme a Universidade de Michigan, Larkin faz parte de um grupo seleto de pacientes nos Estados Unidos a se beneficiar da independência proporcionada por essa tecnologia portátil.
Irmão
Larkin foi diagnosticado em 2007, após desmaiar jogando basquete.
Seu caso é ainda mais incomum porque seu irmão mais novo, Dominique, de 24 anos, descobriu ter a mesma doença e teve o coração removido menos de um mês depois de Larkin.
Dominique teve seu coração substituído pelo órgão artificial em dezembro de 2014. Seis semanas depois, ainda no hospital, recebeu um transplante.
Os irmãos Dominique (à esquerda) e Stan (à direita) Larkin, após o transplante (Foto: Universidade de Michigan/Divulgação)Os irmãos Dominique (à esquerda) e Stan (à direita) Larkin, após o transplante (Foto: Universidade de Michigan/Divulgação)
"É raro o fato de dois irmãos, que sofriam da mesma doença havia anos, terem vindo parar no hospital na mesma época. Ambos chegaram a um estágio avançado da doença ao mesmo tempo, então tínhamos os dois na nossa Unidade de Tratamento Intensivo, e ambos receberam um coração artificial na mesma época, com poucas semanas de diferença", observa Haft.
Limitações
Em entrevista coletiva após o transplante, Larkin descreveu os últimos 18 meses como uma "montanha-russa de emoções".
Apesar da independência proporcionada pelo dispositivo portátil, Larkin teve de conviver com algumas limitações.
"Esse dispositivo obviamente precisa de energia para funcionar. Há baterias que dão ao paciente liberdade por um curto período de tempo, mas é preciso sempre levar baterias extras e poder carregar o dispositivo quando a carga estiver chegando ao fim", ressalta Haft.
"Nós também recomendamos aos pacientes levar um Driver extra para que, caso falhe, possam trocar onde estiverem. Larkin precisava estar sempre acompanhado de alguém que levasse o Driver extra", diz o médico.
Além disso, Haft ressalta que os tubos que saem da pele do paciente são grandes e suscetíveis a infecções.
O cirurgião prevê que avanços tecnológicos irão produzir dispositivos menores, mais leves e com baterias mais duradouras.
Haft afirma que, à medida que essa tecnologia se tornar mais frequente, vai permitir aos pacientes atividades como trabalhar e viajar.
"É gratificante ver o resultado fantástico no caso de Larkin", comemora.









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Após exames, PE descarta 76% dos casos notificados de microcefalia


14/06/2016 17h04 - Atualizado em 14/06/2016 17h06

Após exames, PE descarta 76% dos casos notificados de microcefalia

Secretaria de Saúde confirmou 366 casos da malformação.
Passaram por exames de imagem 1.525 crianças, das 1.999 notificadas.

Do G1 PE

Informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11) (Foto: Jonathan Lins/G1)Ao todo, Estado confirmou 366 casos de microcefalia (Foto: Jonathan Lins/G1)
Do total de 1.525 crianças que passaram por exames médicos em Pernambuco para concretizar o diagnóstico de microcefalia, 76% tiveram a malformação descartada pelos médicos, percentual que equivale a 1.159 bebês. As outras 366 crianças, correspondentes aos 24% restantes, tiveram a condição confirmada pelos médicos. As informações foram repassadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta terça (14).
Ainda de acordo com a pasta, os números correspondem aos bebês examinados desde o dia 1º de agosto de 2015 ao último sábado (11). Ao todo, 1.999 bebês foram notificados com suspeita de microcefalia nesse período. Na semana anterior, havia 363 confirmações da malformação.

No boletim desta terça (14), apenas seis dos 184 municípios de Pernambuco não apresentaram notificação de bebê com suspeita de microcefalia durante o período em questão. Também foram registrados 36 casos de bebês natimortos e outros 34 que faleceram logo após o nascimento, totalizando 70 bebês microcéfalos mortos. A secretaria detaca que nenhum dos casos teve a malformação como causa básica da morte.

Ainda de acordo com o boletim, 4.333 gestantes foram notificadas com manchas vermelhas pelo corpo – o que sinaliza uma possível arbovirose. A SES, entretanto, esclarece que os exantemas não significam, necessariamente, que as grávidas representam casos suspeitos de dengue, zika ou chikungunya. Das notificadas, 27 gestantes já tem o diagnótico de microcefalia ainda no útero materno.

Através de testes feitos pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz e pelo Instituto Evandro Chagas, 165 casos de microcefalia foram associados ao vírus zika no estado. As detecções laboratoriais também acusaram 126 casos negativos para a relação entre o zika e a malformação. Outros quatro testes permaneceram inconclusivos.
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